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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Um Pouco Mais Sobre Inclusão

O texto final da interdisciplina Educação de Pessoas Portadoras de Necessidades Educacionais Especiais traz várias dicas preciosas de estratégicas pedagógicas que podem ser utilizadas em sala de aula com o objetivo de transformá-la num ambiente inclusivo. Práticas de inclusão em educação são todas as ações dos educadores (professores, técnicos pedagógicos, gestores, funcionários...) que promovam a participação plena do aluno em seu processo educacional e na vida cotidiana da escola. Por participação plena queremos dizer o usufruto do aluno, qualquer que seja ele, daquilo que lhe é direito: ser educado na escola. E ser educado, é sempre bom lembrar, significa aprender tanto conteúdos curriculares quanto a conviver com a comunidade escolar. Como praticar a Inclusão? A primeira pergunta que você precisará fazer para orientar sua prática é: de que modo posso garantir a participação de meus alunos nas aulas, de forma que eles tanto aprendam o que quero ensinar (em termos de conteúdos disciplinares e de comportamento) quanto a utilizar estes ensinamentos na vida – e em especial, na vida cotidiana na escola? Em sentido mais geral, alguns aspectos a considerar são relativos ao contexto desta aprendizagem: como é esta escola? Qual é o seu projeto político pedagógico? Quais os seus recursos humanos, físicos e materiais?  Que tipo de valores perpassam por ela?
“ Ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. ” (FREIRE, 1987, p. 69). À afirmação do mestre e professor Paulo Freire, citada acima, acrescentaríamos: E o melhor mediador do mundo é o professor! Se você pretende ser um professor orientado por princípios de uma educação inclusiva, a primeira coisa a fazer é reconhecer que, justamente por sermos professores – aquele profissional que, necessariamente, vive de estudar – não sabemos tudo. O que nos diferencia de outros profissionais não é saber as coisas, mas sim procurar saber delas. O professor é aquele que sempre está disposto a aprender. O “professor inclusivo” tem esta consciência em grau potencializado, pois se encanta com a diversidade humana e sabe que, por mais que acumule conhecimentos, nunca terá a garantia de que tudo o que sabe é suficiente para cada nova situação educacional.
Referências:

SANTOS, Mônica Pereira dos. Práticas De Inclusão Em Educação: Dicas Para Professores.  Programa de Pós-graduação em Educação | Faculdade de Educação | UFRJ. Disponível em: <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2232629/mod_resource/content/1/10.%20Pr%C3%A1ticas%20de%20Inclus%C3%A3o%20em%20Educa%C3%A7%C3%A3o.pdf>

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Relembrando e Compartilhando Experiências sobre Inclusão


           O texto “História, conceito e tipos de deficiência”   e o vídeo da professora Izabel Maior trouxe muitos esclarecimentos quanto aos tipos de deficiências e os desafios encontrados pelas pessoas que apresentam uma ou mais deficiências. Em todos esses anos de trabalho na educação infantil tive alguns contatos com alunos com deficiência, a primeira vez que recebi um aluno de inclusão foi no ano 2000, ele ouvia, mas não falava e apresentava deficiência intelectual (cognitiva). 
              Era um menino prestes a completar 6 anos, vivendo sua primeira experiência escolar, e de interação social, pois sua família mostrava-se extremamente superprotetora e frequentar a escola de educação infantil foi recomendação médica. Em nosso primeiro encontro ele me olhava pulava e gritava, os outros alunos não presenciaram este encontro.  Eu tinha pouca experiência na época, mesmo percebendo que seria uma tarefa difícil, considerei como um desfio, e como eu tinha um vínculo muito forte com a turma em que trabalhava, busquei sensibiliza-los e consegui que colaborassem e auxiliassem na adaptação e na inclusão desse aluno. Tive apoio de técnicos da SME, psicóloga, fonoaudióloga, psicopedagoga o que considero contribuiu muito para os avanços e aprendizagens do menino que ao final daquele ano já brincava e interagia com os colegas, participava de jogos e brincadeiras, demostrava algum interesse em realizar as atividades propostas e começava a pronunciar algumas palavras. 
                   Essa foi uma experiência positiva. Depois disso já tivemos casos na escola em que nos sentimos totalmente abandonadas, à deriva, pouco ou nenhum apoio das famílias e da equipe   diretiva e da SME.    Atualmente na minha turma não tenho nenhum aluno com deficiência, mas percebo que as professoras estão mais preparadas, não só no que diz respeito ao trabalho pedagógico com os alunos portadores de necessidades educacionais especiais, como também estão buscando amparo legal para a inclusão seja efetiva. É um longo caminho.

Referências: 
MAIOR, Izabel, Historia, Conceitos e Tipos de Deficiência. Disponível em <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2206603/mod_resource/content/1/Hist%C3%B3ria%2C%20conceito%20e%20tipos%20de%20defici%C3%AAncia.pdf> acesso em 12 de janeiro de 18.

MAIOR, Izabel: BEZERRA, Benilton. DEFICIÊNCIAS e Diferenças. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=27&v=29JooQEOCvA. Acesso em 12 de janeiro de 18. 

“E se fosse ao contrário?”





        O vídeo “e se fosse ao contrário?” traz no titulo uma pergunta e um convite a reflexão   sobre deficiência, incapacidade e desvantagem. quando o ambiente é favorável, adaptado as desvantagens são reduzidas, mesmo quem apresenta deficiência, tem suas capacidades reveladas. Então é importante que se crie condições para que todos tenham oportunidades para se desenvolverem ampliando suas capacidades e potencialidades mesmo nas diferenças. 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ED1HNWDhKaE (acesso em 10 de janeiro de 2018)

Sobre Crocodilos E Avestruzes



A autora Ligia Assumpção do Amaral, no texto: “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação” fala sobre inclusão, dos preconceitos, mitos e barreiras que enfrentamos ao lidar com o diferente, faz isso através de metáforas e analogias.
Sobre ser diferente diz que “diferente” é tudo o que foge a um modelo
Para avaliar se alguém é diferente costumamos utilizar alguns critérios como critérios estatísticos, a média ou a moda, não são esses bons critérios. Critérios estrutural/funcional (biológicos) um pouco mais adequado, segundo a autora é e o critério de cunho psicossocial como o do tipo ideal, geralmente são padrões idealizados.
Alguns entraves cercam e dificultam o trabalho de inclusão. Primeiro os mitos que cercam a deficiência. Explica isso fazendo a analogia com os crocodilos. Dizendo que, se pensarmos num castelo medieval cercado por um fosso com crocodilos esses crocodilos seriam os mitos os preconceitos. O castelo seria a verdade sobre os fatos, a ponte então seria a oportunidade do encontro com a verdade.     Os Mitos mais comuns quando se fala em deficiências são generalização indevida, correlação linear, contagio osmótico. Outro entrave seriam as Barreiras atitudinais intrínsecas (preconceitos agem como filtros) procurando negar a diferença.
              Outra analogia que ela faz é a do Avestruz, que enfia a cabeça na terra para fugir dos perigos, agimos assim quando utilizamos mecanismos de defesa para lidar com as deficiências, negando ou afastando tudo que causa ansiedade, tensão, desconforto.  
             No texto também são conceituadas deficiência incapacidade e desvantagem:
Deficiência é aquilo que anatomicamente está faltando no corpo ou que a sua funcionalidade não está sendo atendida.
Incapacidade refere-se à restrição de atividades, é aquilo que se deixa de fazer por conta da deficiência.
Desvantagem refere-se à condição social de prejuízo, é o papel social que não se consegue fazer por conta da deficiência, da incapacidade, quando faltam condições de interação com o meio.  
             E o vídeo “e se fosse ao contrário” leva a refletir sobre esses conceitos, quando o ambiente é favorável, adaptado as desvantagens são reduzidas, mesmo quem apresenta deficiência, tem suas capacidades reveladas. Então é importante que se crie condições para que todos tenham oportunidades para se desenvolverem ampliando suas capacidades e potencialidades mesmo nas diferenças.
            Muitas vezes nos preocupamos com o fato de ainda não estarmos preparados para determinada situação, nos apegamos ao que nos falta deixando que isso nos limite, quando que o mais indicado seria analisar e administrar o que temos, e estabelecer metas para alcançar o que necessitamos. Como já vi acontecer na escola ao ser dada a notícia de que receberíamos um aluno deficiente. Antes de sua chegada já se havia criado um estereótipo, uma barreira, sem nem ao menos tomar ciência da real situação.
      Não há problema nenhum ser diferente, a deficiência existe e não há problema com ela. O problema é como que a gente lida com isto, devemos estabelecer o parâmetro de comparação que deve ser o motivo da nossa reflexão.  Como definimos a nós mesmos e como definimos o outro.


Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.