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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Reavaliando as postagens do blog 3 - Primeiras Reflexões


                Retomo esta postagem do Eixo II, Primeiras Reflexões, uma da primeiras como o próprio título diz, pois ingressei no segundo eixo.  Lembro-me no momento que  a escrevi estava imbuída de sentimentos e emoções que ao mesmo tempo se complementavam e se contrapunham, felicidade, ansiedade, medo, encantamento, realização, nostalgia e muitos outros.  Nesta postagem através retomei minha história como indivíduo, como profissional e como  aluna que   identifica e se alegra com suas conquistas, se encanta com os novos conhecimentos, fica apreensiva  frente aos desafios que começa a enfrentar, e constrói suas aprendizagens na relacionando as propostas das interdisciplinas  com suas próprias vivências. Apresenta muitos relatos pessoais mas considerei que foi muito importante naquele momento fazer essas ponderações quanto aos meus sentimentos. Para BAPTISTA:
Os alunos têm que vivenciar o conhecimento, têm que saboreá-lo, em experiências prazerosas, associando-o a sua vida, a sua realidade. É preciso que o processo os afete de alguma maneira, no sentido de tocar-lhes os afetos, de sensibilizá-los para este tipo de conhecimento e da importância de se deleitar com a busca da compreensão do mundo e de sistematização dessa produção. (BAPTISTA)
                 Naquele momento foram  as  emoções, mesmo que contraditórias, que me impulsionaram para que pudesse seguir em frente.  

Referências:
BAPTISTA, Maria Luiza Cardinale. Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar. Disponível em:  https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2604765/mod_resource/con

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Relembrando e Compartilhando Experiências sobre Inclusão


           O texto “História, conceito e tipos de deficiência”   e o vídeo da professora Izabel Maior trouxe muitos esclarecimentos quanto aos tipos de deficiências e os desafios encontrados pelas pessoas que apresentam uma ou mais deficiências. Em todos esses anos de trabalho na educação infantil tive alguns contatos com alunos com deficiência, a primeira vez que recebi um aluno de inclusão foi no ano 2000, ele ouvia, mas não falava e apresentava deficiência intelectual (cognitiva). 
              Era um menino prestes a completar 6 anos, vivendo sua primeira experiência escolar, e de interação social, pois sua família mostrava-se extremamente superprotetora e frequentar a escola de educação infantil foi recomendação médica. Em nosso primeiro encontro ele me olhava pulava e gritava, os outros alunos não presenciaram este encontro.  Eu tinha pouca experiência na época, mesmo percebendo que seria uma tarefa difícil, considerei como um desfio, e como eu tinha um vínculo muito forte com a turma em que trabalhava, busquei sensibiliza-los e consegui que colaborassem e auxiliassem na adaptação e na inclusão desse aluno. Tive apoio de técnicos da SME, psicóloga, fonoaudióloga, psicopedagoga o que considero contribuiu muito para os avanços e aprendizagens do menino que ao final daquele ano já brincava e interagia com os colegas, participava de jogos e brincadeiras, demostrava algum interesse em realizar as atividades propostas e começava a pronunciar algumas palavras. 
                   Essa foi uma experiência positiva. Depois disso já tivemos casos na escola em que nos sentimos totalmente abandonadas, à deriva, pouco ou nenhum apoio das famílias e da equipe   diretiva e da SME.    Atualmente na minha turma não tenho nenhum aluno com deficiência, mas percebo que as professoras estão mais preparadas, não só no que diz respeito ao trabalho pedagógico com os alunos portadores de necessidades educacionais especiais, como também estão buscando amparo legal para a inclusão seja efetiva. É um longo caminho.

Referências: 
MAIOR, Izabel, Historia, Conceitos e Tipos de Deficiência. Disponível em <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2206603/mod_resource/content/1/Hist%C3%B3ria%2C%20conceito%20e%20tipos%20de%20defici%C3%AAncia.pdf> acesso em 12 de janeiro de 18.

MAIOR, Izabel: BEZERRA, Benilton. DEFICIÊNCIAS e Diferenças. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=27&v=29JooQEOCvA. Acesso em 12 de janeiro de 18. 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

MATEMÁTICA



         Como trabalho com crianças de 0 a 3 anos multiplicação e divisão não são objetivos a serem atingidos. Mas a divisão se faz presente nas ações do cotidiano. Como ao distribuir frutas por exemplo, vamos dividir o lanche, uma banana para cada um, ou meia maça para cada um, ou biscoitos, distribuir brinquedos e materiais em igual quantidade em duas ou três caixas. Outro dia após distribuir bananas na hora do lanche, ficou uma no prato, duas crianças pediram mais eu disse-lhes: “tem só uma! ” Um deles disse-me: “faz assim. ” Mostrando-me que eu poderia parti-la. Essa atitude nos mostra que ele já sabe que podemos dividir uma unidade. Quanto a multiplicação, nesse faixa etária podem realizar soma de algumas parcelas iguais (2 ou 3) desde que utilizem material concreto em um contexto lúdico. Utilizando brinquedos por exemplo.

          O texto Multiplicação e Divisão a Toda Hora, mostra que trabalhando com material concreto como trabalhamos na Educação Infantil, os alunos maiores, como os do 5º ano também, se beneficiam de jogos e experiências com material concreto. As aprendizagens tornam-se mais significativas, a Matemática está em toda parte, e importante que nos professores façamos uso do que está no cotidiano de nossos alunos, para aproxima-lo desses conhecimentos. Os conceitos vão sendo construídos através das vivencias.

domingo, 6 de novembro de 2016

MISTURANDO AS CORES



Experimento: misturando as cores
Atividade realizada com 5 crianças de 3 anos. Na minha turma tem crianças de 1 a 3 anos, preferi realizar a atividade com os maiores.
Justificativa: As cores têm grande importância na natureza, para os animais para os vegetais e para os seres humanos. Através da cor podemos identificar o estado de alimentos, como por exemplo maturação das frutas, alguns animais mudam de cor para se protegerem, para atrair parceiros ou em decorrência da idade.
Objetivos: Reconhecer que cores (secundárias) podem ser resultantes da mistura de outras cores (primárias)
Materiais
1º momento: - massa de modelar nas cores primárias 
2º momento: - tintas nas cores primárias
                     - potinhos (sucata para misturar as tintas
                     - palitos de picolé
                     - folhas de papel branco
Ações anteriores ao experimento
 - Contação da história “No Reino das Borboletas Brancas” Marli Assunção Gomes Pereira.
- Conversa dirigida propondo a identificação das cores.
   
Procedimentos:
1º momento
- Combinação: vamos trabalhar todos como a prof vai falando e fazendo cada um vai fazer com sua massinha para ver o que vai acontecer.
- Oferecer as crianças massa de modelar nas cores primárias.
- Pegar um pedacinho de massinha amarela e um pedacinho de massinha vermelha, misturar e amassar. Fazer o mesmo com azul e amarela e com azul e vermelha.
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual? ”
2º momento
- Perguntar: Será que isso só acontece quando misturamos as massinhas? E se misturarmos tintas, também vão mudar de cor? A azul e a amarela ficarão verde?
- Oferecer a uns 3 potinhos e pingar neles tintas nas cores amarela e vermelha, azul e amarela, azul e vermelha.
- Pedir que misturem com palitos de picolé
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual a dos colegas? ” “ Ficou da mesma cor que a massinha? ”
- Registrar em folha branca.  
Reações, falas e aprendizagens das crianças: logo no início, ao começar as orientações procurei dar um tom de mistério ao que estava propondo, dizendo-lhes que queria descobrir muitas cores  como as das flores e borboletas da história, o reino das borboletas brancas, para envolve-los  nas atividades seguintes. Das 5 crianças 1 não quis misturar a massinha. Utilizando-a da forma que preferiu. Outro resistiu um pouco mas percebendo o que os demais estavam fazendo, também participou. E os comentários logo começaram:  “olha Prof Gi, tá ficando laranja! ” “É o meu também! ” “O Arthur não quer fazer Prof Gi! ”  Respondi que em outro dia ele vai fazer. Sem muita necessidade de intervenções foram realizando a atividade e fazendo comentários pertinentes. No final Giovani juntou todas as massinhas.  E o Arthur continuou sem misturá-las. Mas estava prestando atenção no que os colegas fizeram. 
Quando perguntei se misturássemos as tintas também mudariam de cor, demostraram interesse em misturá-las, dizendo que mudariam de cor, e se teriam as mesmas cores das massinhas, disseram que sim, a Bianca disse: “quero ver! ”. E as tintas o Arthur aceitou misturar. Foram misturando e comparando: “ficou igual! ” “A mesma cor! ”
Após registramos em uma folha branca a mistura das tintas e colamos um pedaço da massinha, deixei exposto na sala, após alguns dias eles olham e comentam a atividade quando utilizam massa de modelar eles experimentam novamente.
Reflexões: na educação infantil, mais precisamente nessa faixa etária, as crianças são muito curiosas, porém o tempo que conseguem manter-se em uma atividade é bem curto, o que os leva a participarem é geralmente, uma história, um personagem, algo concreto ou lúdico e as interações com os colegas. Foi muito bom vê-los entusiasmados ao realizar a experiência e também nos dias seguintes perceber em suas falas que realmente aprenderam, e continuam elaborando esse conhecimento quando retornam ao relato exposto e novamente misturando as massinhas para constatar que novas cores surgirão. Também já misturamos com branco. "Fica bem clarinho!" Dizem eles.   

                                                                         
                                                                                           


   




                                                                 
                                                  

sábado, 16 de julho de 2016

Aprendendo sobre Música

Ao saber que Música na Escola seria uma das interdisciplinas do semestre fiquei muito curiosa e apreensiva, pois gosto muito de música, que é conteúdo obrigatório na educação básica e que por muito tempo foi usada como um recurso. Como meio de estabelecer rotinas, em apresentações, em datas comemorativas, como coadjuvante nas atividades motoras ou ainda como prêmio após todas as outras atividades serem realizadas. Em nossa primeira aula presencial experimentamos algumas atividades que pelo que pude sentir, perceber em aula e pelo que as colegas relataram nos fóruns, todas consideraram muito agradáveis e divertidas.  Eu já havia brincado de Escravos de Jó de outras formas, mas não em roda como fizemos na aula. No dia seguinte na escola propus para 3 de meus alunos de 2 e 3 anos (meus alunos têm de 1 ano e 6 meses a 3 anos, nem todos se interessam pelas mesmas atividades ao mesmo tempo), logo aprenderam e aos poucos o grupo foi ficando maior. Agora já é uma daquelas atividades que repetimos com frequência. Também tenho visto de maneira diferente quando as crianças se utilizam de alguns objetos, como colheres ou alguns brinquedos para produzir sons. O que antes parecia bagunça hoje vejo como uma experimentação rica em significados e quando isso acontece faço intervenções para ampliar a brincadeira. Outro dia algumas crianças começaram a bater com peças de um jogo no chão, então sugeri marcarmos algumas sílabas de uma música que já conheciam. Fiquei encantada com o resultado, alguns acompanharam direitinho.
Um dos textos que me chamou atenção foi “O canto espontâneo da criança de zero a seis anos: dos balbucios às canções transcendentes” (PARIZZI,2006) mesmo já tendo observado os aspectos descritos no texto, em crianças bem pequenas, não tinha conhecimento de que eram tão carregados de significados, que obedecem um padrão de desenvolvimento e que acontecem com todas as crianças, claro que cada um a seu modo, e de acordo com os estímulos oferecidos.   Observava apenas como exercícios de desenvolvimento da linguagem, desenvolvimento motor ou como uma brincadeira espontânea e não como produção musical.
O que me deixou apreensiva no início do semestre foi que não tinha nenhum conhecimento técnico sobre música, não sei tocar nenhum instrumento e sou uma daquelas professoras que me identifico com a fala citada no texto: “Minha voz, tua voz: falando e cantando na sala de aula”(BELLOCHIO, 2011), muitas vezes digo: “não tenho dom para cantar, minha voz é feia, desafinada...” Só canto com meus alunos pequenos e, em alguns momentos, quando estou sozinha. Algumas dicas do texto já experimentei como gravar minha voz de diferentes formas. Entendi que para trabalhar com música, não se faz tão necessário saber cantar, mas saber ouvir. Não pretendo me tornar uma cantora, mas gostaria de lidar com minha voz e com a música com um pouco mais de segurança e desenvoltura para melhor contribuir para o desenvolvimento de meus pequenos.
O cuidado com a voz do professor abordado pelo filme Minha Voz, Minha Vida, considerei de extrema importância para a saúde do professor. Levei o assunto para minhas colegas de trabalho e tenho percebido que elas estão tomando mais cuidado com o uso da voz e eu também.
Os conhecimentos adquiridos nessa interdisciplina com certeza farão a diferença em minha pratica daqui para a frente. Aprendi e continuarei aprendendo. Os textos da coletânea que já li, considerei muito ricos e sei que muito me beneficiarei deles em minha prática profissional.


Referencias:
BELLOCHIO, C. R. Minha voz, tua voz: falando e cantando na sala de aula. Música na Educação Básica, v. 3, n. 3, p. 56-67, 2011.
PARIZZI, Maria Betânia. O canto espontâneo da criança de zero a seis anos: dos balbucios às canções transcendentes. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 15, 39-48, set. 2006.

Minha Voz, Minha Vida. Direção Deivison Fiuza. Produção Marcos Verdugo. Aranhas Films, 2011. https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY    

domingo, 29 de maio de 2016

Experiência com LIBRAS na escola


               
              Gostaria de contar uma experiência que tivemos na minha escola. Em 2009 recebemos um aluno surdo de 5 anos, ele recebia atendimentos especializados e a família foi orientada a matriculá-lo na escola. Não tínhamos conhecimento de LIBRAS, ele estava iniciando sua comunicação em LIBRAS, a professora dele a princípio ficou muito preocupada, sentia-se insegura, e até questionava os benefícios da inclusão, sentia-se como muitas colegas comentaram, despreparadas para trabalhar com ele. Ela uma profissional muito dedicada e sempre disposta a realizar um bom trabalho, logo o susto do primeiro momento deu lugar ao empenho em buscar soluções.
               Nós professores e os funcionários da escola tivemos aulas semanais em formato de oficinas com um professor surdo, para aprendermos um pouco de LIBRAS e assim podermos nos comunicar com o menino e para facilitar a comunicação com as outras crianças. Preparamos materiais como jogos, alfabetos, identificamos objetos e espaços da escola, como já fazemos na Educação Infantil, nesse caso além do nome escrito incluímos em LIBRAS.
               Assim o menino foi ampliando seu vocabulário e as demais crianças foram aprendendo LIBRAS e a comunicação e a interação entre eles começou a acontecer. Foi por pouco tempo, no ano seguinte ele passou para a EMEF Especial para Surdos, hoje Escola Bilíngue. A professora que tinha no início tinha muitas dúvidas e inseguranças, relatou-me que após essa experiência, começava a acreditar que a inclusão mesmo não sendo fácil é possível, pois percebeu que todos se beneficiaram. Numa escola inclusiva é preciso incluir e integrar todos, se não for assim, deixa de ser inclusão.


               Sei que não é fácil, que muito ainda temos que fazer, muito a aprender, os recursos são escassos, muitos alunos, cada um com suas peculiaridades, mas sendo LIBRAS, agora incluída na formação de professores, considero que seja um início. É natural o estranhamento ao que não conhecemos, mas esse estranhamento diante do novo, do desconhecido não deve nos paralisar e sim nos impulsionar em direção a superação das nossas dificuldades.