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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Reavaliando as postagens do blog 2 - Brincar na Escola


             A postagem Brincar na Escola, foi baseada em uma atividade da interdiciplina Ludicidade e Educação, em que a proposta era a seguinte:
(...) promover a retomada da questão que desencadeou os debates e os estudos na interdisciplina: Brincar é importante? Por quê?
Na sua escola, os pais das crianças da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão questionando o trabalho realizado, reclamando que as crianças estão perdendo tempo com brincadeiras. Por estar estudando a temática Ludicidade na Educação, você recebeu a incumbência de explicar aos pais a razão das brincadeiras terem sido incluídas nas aulas.”

           Revisitando as postagens do blog, retomo esta postagem lembrando que os argumentos foram realmente utilizados na escola em reuniões e conversas com os pais. Quanto ao texto considerei importante rever a formatação e as referências.

Brincar na Escola

              

Muitas vezes o brincar na escola é questionado, pelos pais e até mesmo por alguns professores, por ser uma atividade prazerosa é visto como uma atividade de menor importância, perda de tempo. Brincar não só é importante, como também é um direito da criança, sua primeira forma de expressão, sua linguagem natural. Brincando a criança se desenvolve em todos os aspectos. Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental as atividades lúdicas são de extrema importância, pois através delas a criança se relaciona e dá significado ao seu mundo.
No sec. XIX, pesquisadores como Piaget, Wallon e Vygotsky, procuraram compreender como as crianças aprendem e como se relacionam, com o meio e com a cultura. Suas pesquisas, mesmo que de formas diferentes, passam pela investigação do brincar infantil, confirmando o jogo e as interações como meio de aprendizagem.  Suas pesquisas têm embasado o trabalho de muitos professores e pesquisadores que ao longo dos tempos veem confirmando suas teorias na prática. Muito ainda precisamos conhecer sobre como a criança se desenvolve e aprende. Mas já sabemos que ela muito se beneficia do brincar. Tanto do brincar que ofertado pelo professor, o jogo planejado, com regras definidas com intencionalidade dirigido para um saber especifico, como do brincar mais livre aquele em que a criança busca prazer e diversão, este não deve ser considerado menos importante.
 Ao brincar a criança dá significado as suas vivências, experiencia e consolida conceitos fundamentais para suas aprendizagens futuras. Ao brincar no pátio, na pracinha ou em outros espaços que lhe oportunizem subir descer, escorregar, balançar-se, equilibrar-se e movimentar-se de várias formas ela desenvolve sua coordenação motora ampla e orientação espacial. Brincando na areia com baldinhos e potinhos estabelece relações matemáticas como tamanho, proporção, peso e quantidade. Brincando de esconder, pular corda, amarelinha aprende a contar. Quando conta quantos colegas estão brincando ou as casas de uma trilha, relaciona o número a quantidade.  
 O jogo simbólico, o faz de conta, as dramatizações, a partir de histórias que ouviu ou de fatos do cotidiano, levam a criança a substituir um objeto por outro, depois imaginá-lo na sua ausência, habilidade essa que será muito útil na resolução de problemas e questões matemáticas. Mais uma vez o aprendizado da matemática, onde se encontra tantas dificuldades, se beneficiando das brincadeiras. Aprende a se relacionar com o outro, resolvendo conflitos, aprende a ceder e a argumentar, estabelecendo relações amigáveis. Amplia o vocabulário, a capacidade de se comunicar e se expressar oralmente, falando, ouvindo e atribuindo sentido as sensações e aos pensamentos por meio da linguagem. Aprendendo, negociando e inventando regras para jogos e brincadeiras que conhece e por vezes criando outros, adquire autonomia ao brincar e se comunicar com seus pares. Reconhece a si e ao outro como parte de um grupo. Brincando com cantigas de roda parlendas, lendas e histórias   se apropriam dessas manifestações culturais. Desenvolve-se cognitiva e corporalmente, exercitando a memória e a atenção, despertando a musicalidade, a criatividade, a fantasia e a imaginação. Habilidades que contribuirão com o aprendizado e o aprimoramento da leitura e da escrita entre outros.             
 Na escola o jogo acontece om a mediação do professor que ao trabalhar com jogos deve ofertar grande quantidade de jogos, oportunizar que todos joguem, levar em conta o interesse dos alunos, os objetivos a serem alcançados, e que os desafios apresentados estejam de acordo com as capacidades e necessidades do grupo, observar como jogam, como lidam com a questão ganhar e perder dar oportunidade para que falem sobre o jogo e discutam as regras.          
Então brincando com seus pares e com o adulto a criança resignifica suas experiências, amplia suas habilidades estabelece relações sociais e afetivas, amadurece física e emocionalmente e adquire autonomia, o que lhe trará mais segurança em relação a suas atividades futuras.  O brincar na escola não é tempo perdido é sim, em vista de todos os argumentos apresentados, tempo ganho, aproveitado, já que oportuniza tantas aprendizagens. Nos dias atuais em que cada vez menos as crianças frequentam espaços coletivos, como ruas e parques onde antes os jogos e as brincadeiras aconteciam e para jogar e brincar é necessário que haja interação, da criança com outras crianças, com adultos e como meio, a escola é o ambiente que possibilita que essas interações aconteçam.  
                                                                                                              
Referências 
BIBIANO, Bianca.  A Teoria da Diversão. NOVA ESCOLA, edição especial, , p. 12 a 15.set/2009. Disponível em: file:///C:/Users/gisla/Downloads/A%20teoria%20da%20divers%C3%A3o%20(1).pdf, acesso em: 22/01/2019.

DE VRIES, Rheta; ZAN, Betty, HILDEBRANDT, Carolin, Jogos em grupo, in O Currículo Construtivista na Educação Infantil, Práticas e atividades, trad. Vinicius Figueira - Porto Alegre: Artmed, 2004. Cap III, p. 191 a 201.  Disponível em: file:///C:/Users/gisla/Downloads/Jogos%20em%20grupo.pdf, acesso em: 22/01/2019.






Reavaliando as postagens do blog 1 - Pensando na Saúde do Professor





Em maio de 2016 a postagem  Pensando na Saúde do Professor, reflexão a partir do filme “Minha voz minha vida”, abordando o cuidado com a voz, assunto que  considerei muito importante, pois a voz é um dos instrumentos de trabalho que nós professores mais utilizamos. Agora revisitando a postagem considero importante dizer que os cuidados com a voz fazem parte de minha prática diária, como  desligar o ventilador, fechar a porta para reduzir o ruído no ambiente e evitar esforço desnecessário devido a  competição sonora e  beber mais água.

Referencias:
Minha Voz, Minha Vida. Direção Deivison Fiuza. Produção Marcos Verdugo. Aranhas Films, 2011. https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY   

quinta-feira, 26 de abril de 2018

ESCOLAS DEMOCRÁTICAS





                 “Escolas democráticas” é o título do filme que assistimos na primeira aula do seminário integrador do eixo VII, ao tomar conhecimento do título, logo pensei veremos exemplos de escolas inovadoras, uma inspiração para qualificar nossa pratica, para que possamos melhor trabalhar com os alunos que recebemos atualmente. Escolas que incentivem a autonomia, o protagonismo e o desenvolvimento integral dos estudantes.
Escolas onde os alunos participam das decisões daquilo que vão estudar e quando e como; onde há espaço para alunos, educadores e funcionários debaterem e tomar decisões sobre temas que vão desde o uso dos espaços até a gestão da instituição e onde a comunidade se faz sempre presente em todos os aspectos que envolvem ou interferem na educação e na aprendizagem dos alunos.. 
                      Tosto (2011, p.4) nos diz que: “Na escola democrática o professor deixa de ser autoridade ou transmissor do conhecimento para tornar-se mediador das relações interpessoais e facilitador do descobrimento. ”Para surpresa tanto minha como de grande parte da turma, nos deparamos com a representação de uma escola muito semelhante as que frequentamos como alunas no início de nossa formação escolar, e que muitas de nós ainda vivenciamos como professoras. Escola compartimentada, espaços pré-definidos, salas de aula sem grandes atrativos, sem oportunidade para que o aluno e desenvolva a criatividade, o senso crítico, com professores que aulas expositivas sem possibilidades de interação. Mesmo o professor que procurava utilizar-se de metodologias diferentes, não conseguia a atenção e participação dos alunos em suas propostas.
                         Me chamou atenção a aula em que a professora trazia uma grande gravura de uma borboleta e na janela a criança observava uma borboleta voando. A professora então percebendo o interesse da criança pelo animal era maior do que por sua aula, apressou-se em fechar a janela. O que me leva a relatar uma situação ocorrida dias atrás na escola em que trabalho, uma borboleta foi atração da turma do Maternal II (3 a 4 anos), que estavam brincando no pátio. Nesse dia eu estava auxiliando nessa turma, eu e minha colega apreciamos com as crianças a ilustre visita. Observamos atentamente as reações e as falas das crianças sobre a borboleta, foram feitas muitas observações pelas crianças, e provocações por nós professoras, quanto a cor, tamanho, o que estaria ela fazendo ali? Foram feitos registros, pelas professoras anotando as falas das crianças e também com fotos. Posteriormente a professora retomou o assunto com a turma trazendo, as fotos tiradas na ocasião, historias, músicas, poemas e brincadeiras referentes ao tema, aproveitando-se do interesse das crianças. Para Freire (1991), “a partir do diálogo enfatiza-se a reflexão, a investigação crítica, a análise, a interpretação e a reorganização do conhecimento. ” (FREIRE 1991 apud TOSTO 2011, p.4)

Referencias:
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>.
ESCOLA Democrática. 2010. (3 min.), color. Publicado por Andrea Trigueiro no You Tube. Disponível em: <https://www.youtube.com/results?search_query=escola+democratica>. Acesso em: 14 de março de 2018.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Pensando a Educação

   A LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) completou 20 anos em 2016, um marco na educação no Brasil, regulamenta o ensino, estabelece metas e responsabilidades quanto a educação. Nesse período muitas conquistas se concretizaram e como em muitos outros momentos da história da educação brasileira tivemos perdas e ganhos. Atualmente vivemos um momento delicado em nosso pais em que ao mesmo tempo que consideramos a necessidade de mudanças sentimos medo na iminência delas.  Queremos o novo, mas não queremos abrir mão do que já conhecemos. Devemos estar atentos as tentativas de mexer na LDBEN como em qualquer outra lei.
   Medidas estabelecidas com a reforma do ensino médio, implantada como medida provisória, nos assustam, pois, conhecemos a realidade das escolas que temos, e sabemos que para que a reforma seja além de uma lei uma realidade há muito a ser feito, para contemplar o que a lei determina: O aumento da carga horaria; a oferta dos itinerários formativos e formação profissional.
   Considero a possibilidade de formação profissionalizante vem ao encontro das aspirações de muitos jovens, que está nessa fase da vida ansiando pela inserção no mercado de trabalho e muitas vezes abrem mão da conclusão do ensino médio, pois não consegue conciliar trabalho e estudo. A possibilidade de uma formação profissional pode ser um incentivo para permanecer na escola.  A escola precisa ser mais atrativa, orientar e incentivar o jovem para que dê prosseguimento aos estudos.


Projeto: Aprendemos Todos Juntos – Em ação

Criando e compartilhando:

- Confecção de almofada com uma calça comprida para apoio dos bebês;





- Ofertar a almofada aos bebês posicionando os e ofertando-lhes brinquedos e livros de plástico e tecido;

- Confecção de objetos para serem utilizados pela turma garrafinhas coloridas;


- Brincar e compartilhar as garrafinhas e potes confeccionados anteriormente.



Pais e Filhos



   Os humanos são seres sociais que crescem interagindo com outros e aprendem os valores e costumes da sociedade em que estão inseridos. O núcleo que exerce maior influencia na construção social do sujeito é a família, sendo os pais os principais modelos para as crianças.

Percebemos que as ações das crianças refletem as atitudes dos adultos.


"Filosofia, Educação e Política" disponível em 13 de julho de 2017 em http://www.portalconscienciapolitica.com.br/products/filosofia-e-educacao/

"Importância do exemplo dos pais" disponível em 13 de julho de 2017 em https://www.youtube.com/watch?v=zRnJ84Cq6c8

Projeto: Aprendemos Todos Juntos


Temática:  APRENDEMOS TODOS JUNTOS

Público alvo: crianças de 6 meses a 3 anos,  

Justificativa:  trabalhando com uma turma mista de berçário e maternal, diariamente me deparo com situações em que o trabalho em uma turma com esta característica é questionado, assim como os benefícios das interações que ali acontecem. São dúvidas dos pais e até mesmo de nós professores.  
-  As crianças são prejudicadas nesta convivência?   
- Os maiores podem regredir em seu desenvolvimento?
- As crianças menores podem estar ameaçadas devido a diferença de idade, tamanho e habilidades?
- Como planejar para que todos se beneficiem?
 Através da observação e escuta das crianças da turma de berçário e maternal I da E.M.I. BEM-ME-QUER, percebi o interesse das crianças maiores, pelas menores e o quanto as menores apreciam a presença dos maiores, seus movimentos, gestos, falas. E levando em conta que esta é a organização que podemos ter no momento. Considero que se deva tirar o melhor proveito dessa convivência e das interações nela possíveis.

 Objetivo geral:        
                    Oportunizar à criança a participação em atividades lúdicas que envolvam movimento, musicalidade, literatura, linguagem oral, artes plásticas, autonomia, sociabilidade e iniciação de alguns conceitos dentro da faixa etária, visando o desenvolvimento das capacidades do grupo e de cada um, por meio de experiências significativas.

Objetivos específicos:
o    Desenvolver a imaginação, a curiosidade e a capacidade de expressão em suas múltiplas linguagens (linguagem dos gestos, do corpo, plástica, verbal, musical,),
o   Desenvolver da linguagem oral através das interações com o adulto e com outras crianças.
o   Ampliar o vocabulário,
o   Ampliar das habilidades e capacidades motoras.
o   Participar de atividades que envolvam música e dança,
o   Participar de atividades, brincadeiras, contação de histórias, dramatizações.
o   Desenvolver sentimentos positivos em relação a si e aos colegas (respeito, proteção).
o    Manusear explorar materiais como livros, papeis tintas, massa de modelar, sucatas...
o    Manusear brinquedos e materiais de diferentes texturas.
o    Desenvolver o pensamento lógico-matemático.

Metodologia

o    Leitura e contação de histórias
o   Conversa dirigida
o    Participação em atividades jogos e brincadeiras que envolvam música dança exploração de movimentos corporais
o    Manuseio de brinquedos de materiais variados como borracha, pelúcia, tecido e plástico.
o    Exploração de materiais como tinta têmpera, massa de modelar, giz de cera, papeis, cola, sucata...
o    Observação nomeação e identificação de objetos do cotidiano (pertences, utensílios, móveis...)
o    Participação em jogos, brincadeiras e atividades da rotina que envolvam conceito matemáticos, relações espaciais, cores, classificação e seriação.

Áreas do conhecimento -Conteúdos
o   Identidade – Autonomia – Sociabilidade – Higiene: corpo humano, sensações, desejos próprios, relacionamentos
o   Movimento – desenvolvimento psicomotor:  coordenação motora fina e ampla, autoestima, percepção, corpo humano
o   Música:  musicalidade, expressão oral, corpo humano (reprodução de movimentos e gestos), percepção espaço-temporal
o   Artes visuais: motricidade fina criatividade, produções artísticas, valorização de suas produções e das do outro.
o   Linguagem oral e escrita: expressividade, ampliação do vocabulário, leitura de imagens, oralidade.
o   Natureza e Sociedade: escola, respeito, corpo humano.
o   Matemática: relações espaciais, noções de espaço e tempo, igualdade e diferença.




Cronograma
Data
22/06/2017
26/06/2017
29/06/2017
03/072017
06/07/2017
10/07/2017
17/072017
Atividades
- Conversa dirigida sobre a turma, habilidades que possuem e que irão adquirir:
-Conto: livro “o bebê da cabeça aos pés
-Mostrar as partes do corpo seu e de colegas
- Como são os nossos bebês?
- Quem não é bebê?
- Vocês querem fazer algo para os bebês brincarem.

-Confecção de almofada com uma calça comprida para apoio dos bebês.
-Desenhar com caneta para tecido na almofada.
-Cantar músicas de ninar.
- Conversa dirigida sobre oferecer aos bebês a almofada confeccionada com a participação dos maiores.
- Ofertar a almofada aos bebês posicionando os e ofertando-lhes brinquedos e livros de plástico e tecido.
Oportunizar o acesso dos maiores a livros de materiais variados.
-Conto:  Ted Ajuda
-Conversa:
Podemos ajudar?
- Confecção de objetos para serem utilizados pela turma garrafinhas coloridas
- Cantar músicas e fazer gestos: “cabeça ombro joelho e pé”
- Cantar para sair ao pátio:
“Essa é a história da serpente...”
- Brincar na pracinha
-Dançar ao som de músicas
- Brincar e compartilhar as garrafinhas e potes confeccionados anteriormente, explorando
- Manusear bonecos feitos com balão e farinha.
- Brincar no pátio

-Explorar um cesto dos tesouros (contendo objetos de interesse das crianças, trazidos pelas famílias ou pelas professoras)
- Brincar com bonecas, pratos mamadeiras e outros brinquedos e objetos utilizados no cotidiano.
- Exposição para as crianças e para as famílias, de registros, materiais, produções e fotos das atividades, vivencias, experiências e aprendizagens ocorridas no decorrer do projeto.


Atividades e ações diárias
- Atender todos os bebês e crianças em suas necessidades.
-  possibilitar que bebês e crianças possam exercer a autonomia permitida por seu estágio de desenvolvimento
-Valorizar e incentivar atitudes de cooperação, tolerância recíproca e respeito
- Possibilitar que bebês e crianças expressem com tranquilidade sentimentos e pensamentos;
-Auxiliar bebês e crianças nas atividades que não podem realizar sozinhos;
-Assegurar que bebês e crianças sejam atendidos em suas necessidades de saúde: nutrição, higiene, descanso e movimentação;
- Intervir para assegurar que bebês e crianças possam movimentar-se em espaços amplos diariamente.

Observações importantes para a realização deste projeto
- As atividades deste projeto serão desenvolvidas com a turma de Berçario e Maternal I, ora pela turma toda, ora por parte dela conforme suas habilidades e interesse em realizá-las.
- As crianças participarão das atividades utilizando os mesmos brinquedos e materiais, mas com diferentes intenções.
- Cada criança será observada tanto na realização das atividades, quanto em suas manifestações em todos os momentos, para que se possa realizar intervenções adequadas para alcançar os objetivos do projeto.
- Este projeto será executado em meio a outros que já estão no calendário da escola

Culminância
Exposição para as crianças e para as famílias, de registros, materiais, produções e fotos das atividades, vivencias, experiências e aprendizagens ocorridas no decorrer do projeto.

Avaliação:
A avaliação será realizada de forma contínua, através das observações e registros, analisando o envolvimento do grupo e de cada criança nas atividades propostas e das habilidades por elas desenvolvidas no decorrer do projeto. Tendo em vista que cada criança é diferente e tem o seu tempo e sua forma de aprender, interagir e relacionar-se.

Referências bibliográficas
ADLER, Victória O bebê da cabeça aos pés, tradução: Rosemarie Ziegelmaier, ilustração: Hiroe  Nakata. Globo Editora, 2012.
REYNOLDS, Alisson, Ted Ajuda – Crescendo e Aprendendo, tradução: Michele de Souza Lima, ilustrações de Lee Krutop. Ciranda Cultural Editora.2008.

Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. – Brasília : MEC, SEB, 2010.

Sobre a Avaliação


 Não é suficiente avaliarmos o aluno seu desenvolvimento é necessário avaliarmos o processo educativo da escola, nos perguntarmos se a escola e as oportunidades de aprendizagens que estamos ofertando aos nossos alunos é realmente o caminho para formar os cidadãos que queremos e o mundo que esperamos.
Em uma vida agitada, Copy é um pai que tenta ensinar o caminho correto a seu filho Paste. Mas... O que é correto fazer?

Alike – disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=UATPH44jRSw    (acesso em 11/07 2017 as 12h e 55min)





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Minha História Docente

                                                

Para relatar minha trajetória docente, primeiro preciso contar que diferentemente da maioria de minhas colegas, eu nunca quis ser professora, não era um sonho de infância, não sabia exatamente o que queria como futuro profissional. Meus pais pouco estudaram, o que era normal, naquele tempo, no local onde viviam. Mas sempre incentivaram seus cinco filhos a estudarem. Meu pai era operador de máquinas, em metalúrgicas trabalhava muito, e minha mãe trabalhava em casa como costureira. Eles desejavam que nós seus filhos tivéssemos bons empregos, um trabalho mais leve que o deles, em lojas, supermercados ou escritórios, cursar uma universidade, naquela época era algo muito distante da nossa realidade.   Sou a primeira filha. Fui para a escola, e só pensava que o que aprendesse lá precisava ensinar para minha irmã. Eu era boa aluna, um pouco atrapalhada na realização das tarefas, devido ao Disturbio do Déficit de Atenção (DDA) hoje conhecido como TDAH. Mas quando alguém (irmãos parentes professores) dizia que eu devia ser professora, eu dizia que não. Eu pensava que não seria capaz, que era um trabalho de muita responsabilidade, não era para mim. Ao mesmo tempo, lembro-me de sempre acreditar no potencial das crianças, e observar como cada uma reagia a determinadas situações, o que lhes despertava interesse, as reações que tinham frente as ações dos adultos, enfim o desenvolvimento das crianças sempre me fascinou.  Além de meus irmãos eu tinha muitos primos menores com quem convivia diariamente.
Concluído o primeiro grau, comecei a trabalhar no comércio e escolhi cursar contabilidade, estudava à noite. Não queria ser professora.
Casei tive filhos, e minha irmã me falou de um concurso na prefeitura de Canoas, o cargo Atendente de Creche, a nível de 1º grau, estabilidade, bom salário, carga horaria de 30 horas semanais, benefícios, para trabalhar “cuidando” de crianças pequenas e a possibilidade de levar minhas filhas comigo. Fiz o concurso em 1995 e fui chamada um ano depois, quando estava grávida de meu terceiro filho.
Comecei a trabalhar em abril de 1996, no final daquele ano a educação infantil é inserida na LDB como primeira etapa da educação básica. Ao começar a trabalhar, o que era para mim a possibilidade de um bom emprego revelou-se ser muito mais que isso. Passei a gostar e me interessar cada vez mais por tudo o que envolvia o trabalho com as crianças. Era sim um bom emprego, eu levava para a mesma escola em que eu trabalhava meus dois filhos menores, mas também era um trabalho que eu desejava desempenhar cada vez melhor, para isso eu participava das formações oferecidas, de cursos fora ligados ao desenvolvimento infantil na área da educação e da saúde, prevenção de acidentes, primeiros socorros e outros que eu acreditasse contribuir para o trabalho. Observava o trabalho das colegas, para ver o que funcionava e o que não funcionava, muitos exemplos positivos e também negativos, que mesmo sem formação pedagógica eu os considerava como adequados ou inadequados.
 Naquela época trocávamos de escola, de turma a qualquer momento, se nenhum aviso, chegava-se a escola e éramos informadas que deveríamos nos apresentar em outra.  Eu de escola não mudei, trabalhei 6 anos na mesma, mas de turma passei por trocas. Já fazíamos um planejamento diário, que era mais voltado à rotina do que ao ensino-aprendizagem, aos poucos fomos aprendendo mais, digo fomos pois não somente eu, minhas colegas também na maioria, não tinham formação pedagógica. Pelo que recordo acredito que foi em 1998 que começamos a falar em Proposta Politico Pedagógica, e em reuniões e grupos de estudos com uma Supervisora Pedagógica, fomos lendo e discutindo sobre o assunto, e em seguida fazendo a PPP da escola, penso que trabalhamos nisso praticamente o ano todo. Reuniões de professores, reuniões e entrevistas com os pais e muitos estudos. Hoje se lemos aquela primeira PPP que construímos era muito diferente da que temos, mas era a escola que tínhamos.
Em 2002 cursei o magistério como complementação de estudos, no colégio La Salle em Canoas, em uma turma em que a maioria dos alunos eram como eu atendente de creche.  Acredito que cursar o Magistério após ter experiência do trabalho com crianças o curso foi mais significativo.
Há 14 anos trabalho em outra escola, a E.M.E.I. Bem Me Quer.  O PPP, que foi formulada nela em 1998, já passou por muitas mudanças, anualmente são revistos e reformulados alguns aspectos. Sempre em reuniões, após estudos e reflexões. O PPP pode ser considerado um documento vivo, está sempre sujeito a mudanças, como nos professores sempre buscando aprimorar nossos conhecimentos e nossa prática. O PPP também precisa ser constantemente aperfeiçoado, pois nele deve estar contemplada a realidade da comunidade escolar.
Trabalho atualmente com turma mista de Berçário e Maternal I, com crianças de 1 a 3 anos. Estou sempre procurando conhecer mais a criança dessa faixa etária e buscando formas de ampliar suas experienciais, para contribuir com o desenvolvimento de meus alunos.
Avaliar considero muito importante para dar seguimento ao trabalho e as aprendizagens. É das atribuições do professor uma das mais importantes e mais difíceis pois requer muito cuidado e atenção, e deve ser construída no dia a dia.
                 Dar segmento aos meus estudos cursando a graduação em pedagogia era um desejo, um projeto que foi interrompido. O PEAD é um grande desafio, mesmo encontrando dificuldades tenho tido muita satisfação. Após eu ter retomado os estudos, algumas colegas que não possuíam graduação iniciaram e outras que já possuíam estão dando continuidade aos estudos. Uma certeza que me acompanha nesses 20 anos é que meus alunos merecem o melhor merecem que eu lhe ofereça o melhor. 

domingo, 4 de junho de 2017

Tempo, tempo, tempo , tempo...



         No dia 3 de abril tivemos nossa primeira aula do Seminário Integrador no eixo V.  Nesta aula  em grupo discutimos sobre aspectos e fatos que influenciam na realização de nossas tarefas do Pead e abordamos as formas que utilizamos para driblar essas dificuldades:  problemas de saúde problemas com internet, problemas de saúde na família, dificuldades financeiras foram alguns dos aspectos citados, porém a questão que apareceu com mais frequência foi administração do tempo ou melhor, a dificuldade em administrar o tempo para dar conta de todas as tarefas e obrigações que temos trabalho, família e Pead. Nas trocas realizadas após as discussões nos grupos ficou evidente que a organização do tempo ou melhor a distribuição das tarefas e atividades que temos além do curso no tempo que temos disponível é o que mais dificulta que possamos dar a atenção que gostaríamos às tarefas. Assim como nos aprofundarmos mais nas leituras e Estudos do PEAD. 
        Constatar que não é uma dificuldade só minha, que minhas colegas também tem os mesmos problemas e dificuldades que eu ou até maiores, de certa forma me tranquilizou. É sempre bom saber que não estamos sós. E as sugestões de cada uma para driblar as dificuldades, acredito que contribuiu para nos fortalecermos para seguir em frente.

Projeto Pedagógico em Ação


            Como todo início de semestre foi momento de grande expectativa. A primeira das  interdisciplinas deste semestre é Projeto Pedagógico em Ação, nela a proposta de trabalhar com os alunos um projeto de Aprendizagem. No semestre passado vivenciamos a construção de um projeto de aprendizagem como aluna agora a proposta é vivenciar como professora.  

Este trabalho em grupo e nossas experiências serão divididas em um blog criado para esta interdisciplinar onde faremos reflexões e discussões acerca dos projetos de cada uma. Meu grupo é composto por mim Gislane, Roselane, Aline Capriolli, Fernanda e Simone. Cada uma de nós atua em uma área diferente eu trabalho em uma turma mista de Berçário Maternal 1 a Simone em uma turma de primeiro ano, a Fernanda na educação infantil em um quarto ano Aline trabalha na Secretaria de Educação departamento de inclusão E também como tutora em uma licenciatura à distância em espanhol. Acredito que as trocas serão muito ricas visto que nossos trabalhos serão bem diferentes.  Mas percebi que todos estamos bem empolgados na realização desse trabalho. E como já vimos para que um projeto de aprendizagem seja realmente significativo é necessário que seja de real interesse dos envolvidos.