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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Reavaliando as postagens do blog 1 - Pensando na Saúde do Professor





Em maio de 2016 a postagem  Pensando na Saúde do Professor, reflexão a partir do filme “Minha voz minha vida”, abordando o cuidado com a voz, assunto que  considerei muito importante, pois a voz é um dos instrumentos de trabalho que nós professores mais utilizamos. Agora revisitando a postagem considero importante dizer que os cuidados com a voz fazem parte de minha prática diária, como  desligar o ventilador, fechar a porta para reduzir o ruído no ambiente e evitar esforço desnecessário devido a  competição sonora e  beber mais água.

Referencias:
Minha Voz, Minha Vida. Direção Deivison Fiuza. Produção Marcos Verdugo. Aranhas Films, 2011. https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY   

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Impossível não Falar



           Estou em falta com o blog, ainda não publiquei nada nesse semestre. Porém não posso deixar de relatar um momento que emocionou. Na  noite de 04 de outubro, fui a um evento na FACED - Conversa com quem gosta de brincar na perspectiva da Pedagogia Waldorf- em que a professora Leda Maffioletti, que no semestre passado trabalhou conosco no PEAD a interdisciplina Música na escola, era coordenadora adjunta. E nessa noite foi homenageada pelo grupo que trabalhou no evento, por seu trabalho que estava se encerrando pois estava se despedindo para gozar de sua aposentadoria. 
          Eu como aluna senti-me grata por ter tido a oportunidade de ter estado em sua presença, ser contagiada por sua alegria que fizeram das poucas aulas presenciais que tivemos momentos inesquecíveis. E ao mesmo tempo lamentei por saber que não a teremos novamente como professora. O que também não posso deixar de registrar aqui é que a alegria e disposição contagiante da professora Leda, foram no Eixo III motivo de admiração e de inspiração para mim e com certeza para muitas colegas também. E muito bom ver uma professora prestes a se aposentar com tamanha capacidade de encantar seus alunos.
             Obrigada, obrigada, obrigada!




sábado, 16 de julho de 2016

Aprendendo sobre Música

Ao saber que Música na Escola seria uma das interdisciplinas do semestre fiquei muito curiosa e apreensiva, pois gosto muito de música, que é conteúdo obrigatório na educação básica e que por muito tempo foi usada como um recurso. Como meio de estabelecer rotinas, em apresentações, em datas comemorativas, como coadjuvante nas atividades motoras ou ainda como prêmio após todas as outras atividades serem realizadas. Em nossa primeira aula presencial experimentamos algumas atividades que pelo que pude sentir, perceber em aula e pelo que as colegas relataram nos fóruns, todas consideraram muito agradáveis e divertidas.  Eu já havia brincado de Escravos de Jó de outras formas, mas não em roda como fizemos na aula. No dia seguinte na escola propus para 3 de meus alunos de 2 e 3 anos (meus alunos têm de 1 ano e 6 meses a 3 anos, nem todos se interessam pelas mesmas atividades ao mesmo tempo), logo aprenderam e aos poucos o grupo foi ficando maior. Agora já é uma daquelas atividades que repetimos com frequência. Também tenho visto de maneira diferente quando as crianças se utilizam de alguns objetos, como colheres ou alguns brinquedos para produzir sons. O que antes parecia bagunça hoje vejo como uma experimentação rica em significados e quando isso acontece faço intervenções para ampliar a brincadeira. Outro dia algumas crianças começaram a bater com peças de um jogo no chão, então sugeri marcarmos algumas sílabas de uma música que já conheciam. Fiquei encantada com o resultado, alguns acompanharam direitinho.
Um dos textos que me chamou atenção foi “O canto espontâneo da criança de zero a seis anos: dos balbucios às canções transcendentes” (PARIZZI,2006) mesmo já tendo observado os aspectos descritos no texto, em crianças bem pequenas, não tinha conhecimento de que eram tão carregados de significados, que obedecem um padrão de desenvolvimento e que acontecem com todas as crianças, claro que cada um a seu modo, e de acordo com os estímulos oferecidos.   Observava apenas como exercícios de desenvolvimento da linguagem, desenvolvimento motor ou como uma brincadeira espontânea e não como produção musical.
O que me deixou apreensiva no início do semestre foi que não tinha nenhum conhecimento técnico sobre música, não sei tocar nenhum instrumento e sou uma daquelas professoras que me identifico com a fala citada no texto: “Minha voz, tua voz: falando e cantando na sala de aula”(BELLOCHIO, 2011), muitas vezes digo: “não tenho dom para cantar, minha voz é feia, desafinada...” Só canto com meus alunos pequenos e, em alguns momentos, quando estou sozinha. Algumas dicas do texto já experimentei como gravar minha voz de diferentes formas. Entendi que para trabalhar com música, não se faz tão necessário saber cantar, mas saber ouvir. Não pretendo me tornar uma cantora, mas gostaria de lidar com minha voz e com a música com um pouco mais de segurança e desenvoltura para melhor contribuir para o desenvolvimento de meus pequenos.
O cuidado com a voz do professor abordado pelo filme Minha Voz, Minha Vida, considerei de extrema importância para a saúde do professor. Levei o assunto para minhas colegas de trabalho e tenho percebido que elas estão tomando mais cuidado com o uso da voz e eu também.
Os conhecimentos adquiridos nessa interdisciplina com certeza farão a diferença em minha pratica daqui para a frente. Aprendi e continuarei aprendendo. Os textos da coletânea que já li, considerei muito ricos e sei que muito me beneficiarei deles em minha prática profissional.


Referencias:
BELLOCHIO, C. R. Minha voz, tua voz: falando e cantando na sala de aula. Música na Educação Básica, v. 3, n. 3, p. 56-67, 2011.
PARIZZI, Maria Betânia. O canto espontâneo da criança de zero a seis anos: dos balbucios às canções transcendentes. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 15, 39-48, set. 2006.

Minha Voz, Minha Vida. Direção Deivison Fiuza. Produção Marcos Verdugo. Aranhas Films, 2011. https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY    

Música, música...

                          “Música é alegria/Ela vem, faz se vai nostalgia/ Música nos ajuda a viver          a sorrir/ mais amor pela vida sentir/ Música, música...”                                                                                                                                         (Nanci Wanderley, Chocolate e Chico Anísio)
Os primeiros versos, ou mesmo os primeiros acordes de Hino ao Músico de Chico Anísio, já começam a dizer o quanto a música é presente e pode nos influenciar e emocionar.  E comigo não é diferente, não considero que sei cantar, não toco nenhum instrumento, nunca tive aula de música, mas a música me acompanha. Sempre que posso ouço música, de épocas e estilos variados, gosto de ouvir CDs, DVDs, assistir programas musicais e que falem de música e também competições musicais.
Músicas contam histórias, falam de uma época, de um povo, de um momento histórico. Costumo dizer que para nossa vida tem uma trilha sonora, para cada acontecimento tem uma canção, como em filmes e novelas. Com o passar do tempo, ao ouvi-la novamente logo recordamos aqueles momentos que um dia relacionamos a ela, como a infância, o namoro, a chegada dos filhos, formatura... Relaciono músicas até com textos e livros que leio. No meu trabalho com crianças pequenas (1 a 3 anos), a música é sempre presente, pois estimula várias áreas, como a linguagem, o movimento, ritmo, equilíbrio, também auxilia no estabelecimento de rotinas, acalma e traz informações. Não é raro observar crianças em momentos livres e em momentos de descanso cantando. E mesmo que ouçam CDs e DVDs geralmente cantam espontaneamente aquelas que ouvem cantadas pelas professoras.
Considero importante proporcionar aos alunos contato com vários estilos e ritmos musicais. Nas ocasiões em que trabalhei com crianças maiores procurei saber o que gostavam de ouvir e apresentar a eles músicas que ainda não conheciam, relacionando-as aos conteúdos a serem trabalhados, algumas vezes renderam ótimos trabalhos e descobertas.
Ao ouvir “A Velha a Fiar”, fui levada a uma viagem no tempo de mais de 40 anos, quando meu pai nos colocava no colo e cantava esta e outras canções. Também já trabalhamos ela na escola com as crianças do jardim, fizeram uma dramatização para apresentar para as outras turmas, gostam muito desse tipo de atividade.


domingo, 29 de maio de 2016

 Pensando na Saúde do Professor


              Ao assistir ao filme “Minha Voz, Minha Vida”, percebi nele muitas ações e atitudes que costumamos presenciar diariamente na escola. Inclusive poucos dias antes de assistir ao filme, eu e algumas colegas, em nosso intervalo estávamos falando sobre esse assunto, foram relatados casos como o do professor que mesmo em sua casa fala gritando sem se dar conta. O que considero preocupante é que a maioria considera normal e diz que não tem como agir de maneira diferente. E que para conseguir a atenção dos seus alunos é preciso gritar. Quando comecei a trabalhar esse era um dos conselhos que recebíamos das colegas mais experientes. Com o passar do tempo pude presenciar alguns professores que não precisam   fazer uso desse recurso para realizar um bom trabalho, não raro são esses que conseguem o respeito e o carinho dos alunos, mas sei que poucos fazem uso correto de ações preventivas, como aquecimento vocal, ingestão de água ao longo do dia e desligar equipamentos e  fechar portas para evitar a competição sonora,  ações estas que ao mesmo tempo que permitem ao professor falar mais baixo, evitando esforço desnecessário sinaliza ao aluno que neste momento deseja sua atenção. Considero muito importante o alerta feito através de exemplos que tão bem ilustram diferentes formas de fazer uso da voz e a possibilidade de buscar ajuda profissional de forma preventiva.
             Durante todos esses anos de trabalho, e também de estudos, tive muitas oportunidades de aprender técnicas, teorias, pensar e repensar práticas e ações pedagógicas e no bem-estar dos alunos, mas percebo agora que poucas vezes paramos para pensar no bem-estar do professor, que com frequência prejudica sua saúde durante sua jornada de trabalho, utilizando de forma inadequada, não somente a voz como vimos, mas também seu corpo. Muitas vezes nas escolas não se tem móveis e equipamentos adequados para o desempenho das atividades diárias do profissional. E diferente do que acontece em empresas, ações preventivas raramente são propostas. E quando o são como por exemplo ginastica laboral, poucos são os que participam. Às vezes dizemos que por falta de vontade. Mas esses momentos acontecem em horários que não podemos no ausentar da sala de aula, pois não tem quem substitua o professor por aqueles 10 minutos de atividade. Para que um maior número de profissionais participe, considero que deva haver um melhor planejamento e ações de motivação e incentivo a participação, para que esse tipo de ação possa se consolidar e beneficiar um maior número de pessoas.