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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Reavaliando as postagens do blog 1 - Pensando na Saúde do Professor





Em maio de 2016 a postagem  Pensando na Saúde do Professor, reflexão a partir do filme “Minha voz minha vida”, abordando o cuidado com a voz, assunto que  considerei muito importante, pois a voz é um dos instrumentos de trabalho que nós professores mais utilizamos. Agora revisitando a postagem considero importante dizer que os cuidados com a voz fazem parte de minha prática diária, como  desligar o ventilador, fechar a porta para reduzir o ruído no ambiente e evitar esforço desnecessário devido a  competição sonora e  beber mais água.

Referencias:
Minha Voz, Minha Vida. Direção Deivison Fiuza. Produção Marcos Verdugo. Aranhas Films, 2011. https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY   

quinta-feira, 26 de abril de 2018

ESCOLAS DEMOCRÁTICAS





                 “Escolas democráticas” é o título do filme que assistimos na primeira aula do seminário integrador do eixo VII, ao tomar conhecimento do título, logo pensei veremos exemplos de escolas inovadoras, uma inspiração para qualificar nossa pratica, para que possamos melhor trabalhar com os alunos que recebemos atualmente. Escolas que incentivem a autonomia, o protagonismo e o desenvolvimento integral dos estudantes.
Escolas onde os alunos participam das decisões daquilo que vão estudar e quando e como; onde há espaço para alunos, educadores e funcionários debaterem e tomar decisões sobre temas que vão desde o uso dos espaços até a gestão da instituição e onde a comunidade se faz sempre presente em todos os aspectos que envolvem ou interferem na educação e na aprendizagem dos alunos.. 
                      Tosto (2011, p.4) nos diz que: “Na escola democrática o professor deixa de ser autoridade ou transmissor do conhecimento para tornar-se mediador das relações interpessoais e facilitador do descobrimento. ”Para surpresa tanto minha como de grande parte da turma, nos deparamos com a representação de uma escola muito semelhante as que frequentamos como alunas no início de nossa formação escolar, e que muitas de nós ainda vivenciamos como professoras. Escola compartimentada, espaços pré-definidos, salas de aula sem grandes atrativos, sem oportunidade para que o aluno e desenvolva a criatividade, o senso crítico, com professores que aulas expositivas sem possibilidades de interação. Mesmo o professor que procurava utilizar-se de metodologias diferentes, não conseguia a atenção e participação dos alunos em suas propostas.
                         Me chamou atenção a aula em que a professora trazia uma grande gravura de uma borboleta e na janela a criança observava uma borboleta voando. A professora então percebendo o interesse da criança pelo animal era maior do que por sua aula, apressou-se em fechar a janela. O que me leva a relatar uma situação ocorrida dias atrás na escola em que trabalho, uma borboleta foi atração da turma do Maternal II (3 a 4 anos), que estavam brincando no pátio. Nesse dia eu estava auxiliando nessa turma, eu e minha colega apreciamos com as crianças a ilustre visita. Observamos atentamente as reações e as falas das crianças sobre a borboleta, foram feitas muitas observações pelas crianças, e provocações por nós professoras, quanto a cor, tamanho, o que estaria ela fazendo ali? Foram feitos registros, pelas professoras anotando as falas das crianças e também com fotos. Posteriormente a professora retomou o assunto com a turma trazendo, as fotos tiradas na ocasião, historias, músicas, poemas e brincadeiras referentes ao tema, aproveitando-se do interesse das crianças. Para Freire (1991), “a partir do diálogo enfatiza-se a reflexão, a investigação crítica, a análise, a interpretação e a reorganização do conhecimento. ” (FREIRE 1991 apud TOSTO 2011, p.4)

Referencias:
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>.
ESCOLA Democrática. 2010. (3 min.), color. Publicado por Andrea Trigueiro no You Tube. Disponível em: <https://www.youtube.com/results?search_query=escola+democratica>. Acesso em: 14 de março de 2018.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Gestão Democrática na Escola

   A educação só se faz se ela for democrática. A gestão democrática é administrar com a participação dos pais, professores, alunos, funcionários com a comunidade e em prol dessa, com autonomia para desenvolver projetos comunitários garantindo a inclusão de todos, tendo como principal característica a transparência na administração, na tomada de decisões e na gestão dos recursos.
   O papel da escola é propiciar condições para que o aluno aprenda e assegurar o direito à apropriação da cultura.


Projeto: Aprendemos Todos Juntos


Temática:  APRENDEMOS TODOS JUNTOS

Público alvo: crianças de 6 meses a 3 anos,  

Justificativa:  trabalhando com uma turma mista de berçário e maternal, diariamente me deparo com situações em que o trabalho em uma turma com esta característica é questionado, assim como os benefícios das interações que ali acontecem. São dúvidas dos pais e até mesmo de nós professores.  
-  As crianças são prejudicadas nesta convivência?   
- Os maiores podem regredir em seu desenvolvimento?
- As crianças menores podem estar ameaçadas devido a diferença de idade, tamanho e habilidades?
- Como planejar para que todos se beneficiem?
 Através da observação e escuta das crianças da turma de berçário e maternal I da E.M.I. BEM-ME-QUER, percebi o interesse das crianças maiores, pelas menores e o quanto as menores apreciam a presença dos maiores, seus movimentos, gestos, falas. E levando em conta que esta é a organização que podemos ter no momento. Considero que se deva tirar o melhor proveito dessa convivência e das interações nela possíveis.

 Objetivo geral:        
                    Oportunizar à criança a participação em atividades lúdicas que envolvam movimento, musicalidade, literatura, linguagem oral, artes plásticas, autonomia, sociabilidade e iniciação de alguns conceitos dentro da faixa etária, visando o desenvolvimento das capacidades do grupo e de cada um, por meio de experiências significativas.

Objetivos específicos:
o    Desenvolver a imaginação, a curiosidade e a capacidade de expressão em suas múltiplas linguagens (linguagem dos gestos, do corpo, plástica, verbal, musical,),
o   Desenvolver da linguagem oral através das interações com o adulto e com outras crianças.
o   Ampliar o vocabulário,
o   Ampliar das habilidades e capacidades motoras.
o   Participar de atividades que envolvam música e dança,
o   Participar de atividades, brincadeiras, contação de histórias, dramatizações.
o   Desenvolver sentimentos positivos em relação a si e aos colegas (respeito, proteção).
o    Manusear explorar materiais como livros, papeis tintas, massa de modelar, sucatas...
o    Manusear brinquedos e materiais de diferentes texturas.
o    Desenvolver o pensamento lógico-matemático.

Metodologia

o    Leitura e contação de histórias
o   Conversa dirigida
o    Participação em atividades jogos e brincadeiras que envolvam música dança exploração de movimentos corporais
o    Manuseio de brinquedos de materiais variados como borracha, pelúcia, tecido e plástico.
o    Exploração de materiais como tinta têmpera, massa de modelar, giz de cera, papeis, cola, sucata...
o    Observação nomeação e identificação de objetos do cotidiano (pertences, utensílios, móveis...)
o    Participação em jogos, brincadeiras e atividades da rotina que envolvam conceito matemáticos, relações espaciais, cores, classificação e seriação.

Áreas do conhecimento -Conteúdos
o   Identidade – Autonomia – Sociabilidade – Higiene: corpo humano, sensações, desejos próprios, relacionamentos
o   Movimento – desenvolvimento psicomotor:  coordenação motora fina e ampla, autoestima, percepção, corpo humano
o   Música:  musicalidade, expressão oral, corpo humano (reprodução de movimentos e gestos), percepção espaço-temporal
o   Artes visuais: motricidade fina criatividade, produções artísticas, valorização de suas produções e das do outro.
o   Linguagem oral e escrita: expressividade, ampliação do vocabulário, leitura de imagens, oralidade.
o   Natureza e Sociedade: escola, respeito, corpo humano.
o   Matemática: relações espaciais, noções de espaço e tempo, igualdade e diferença.




Cronograma
Data
22/06/2017
26/06/2017
29/06/2017
03/072017
06/07/2017
10/07/2017
17/072017
Atividades
- Conversa dirigida sobre a turma, habilidades que possuem e que irão adquirir:
-Conto: livro “o bebê da cabeça aos pés
-Mostrar as partes do corpo seu e de colegas
- Como são os nossos bebês?
- Quem não é bebê?
- Vocês querem fazer algo para os bebês brincarem.

-Confecção de almofada com uma calça comprida para apoio dos bebês.
-Desenhar com caneta para tecido na almofada.
-Cantar músicas de ninar.
- Conversa dirigida sobre oferecer aos bebês a almofada confeccionada com a participação dos maiores.
- Ofertar a almofada aos bebês posicionando os e ofertando-lhes brinquedos e livros de plástico e tecido.
Oportunizar o acesso dos maiores a livros de materiais variados.
-Conto:  Ted Ajuda
-Conversa:
Podemos ajudar?
- Confecção de objetos para serem utilizados pela turma garrafinhas coloridas
- Cantar músicas e fazer gestos: “cabeça ombro joelho e pé”
- Cantar para sair ao pátio:
“Essa é a história da serpente...”
- Brincar na pracinha
-Dançar ao som de músicas
- Brincar e compartilhar as garrafinhas e potes confeccionados anteriormente, explorando
- Manusear bonecos feitos com balão e farinha.
- Brincar no pátio

-Explorar um cesto dos tesouros (contendo objetos de interesse das crianças, trazidos pelas famílias ou pelas professoras)
- Brincar com bonecas, pratos mamadeiras e outros brinquedos e objetos utilizados no cotidiano.
- Exposição para as crianças e para as famílias, de registros, materiais, produções e fotos das atividades, vivencias, experiências e aprendizagens ocorridas no decorrer do projeto.


Atividades e ações diárias
- Atender todos os bebês e crianças em suas necessidades.
-  possibilitar que bebês e crianças possam exercer a autonomia permitida por seu estágio de desenvolvimento
-Valorizar e incentivar atitudes de cooperação, tolerância recíproca e respeito
- Possibilitar que bebês e crianças expressem com tranquilidade sentimentos e pensamentos;
-Auxiliar bebês e crianças nas atividades que não podem realizar sozinhos;
-Assegurar que bebês e crianças sejam atendidos em suas necessidades de saúde: nutrição, higiene, descanso e movimentação;
- Intervir para assegurar que bebês e crianças possam movimentar-se em espaços amplos diariamente.

Observações importantes para a realização deste projeto
- As atividades deste projeto serão desenvolvidas com a turma de Berçario e Maternal I, ora pela turma toda, ora por parte dela conforme suas habilidades e interesse em realizá-las.
- As crianças participarão das atividades utilizando os mesmos brinquedos e materiais, mas com diferentes intenções.
- Cada criança será observada tanto na realização das atividades, quanto em suas manifestações em todos os momentos, para que se possa realizar intervenções adequadas para alcançar os objetivos do projeto.
- Este projeto será executado em meio a outros que já estão no calendário da escola

Culminância
Exposição para as crianças e para as famílias, de registros, materiais, produções e fotos das atividades, vivencias, experiências e aprendizagens ocorridas no decorrer do projeto.

Avaliação:
A avaliação será realizada de forma contínua, através das observações e registros, analisando o envolvimento do grupo e de cada criança nas atividades propostas e das habilidades por elas desenvolvidas no decorrer do projeto. Tendo em vista que cada criança é diferente e tem o seu tempo e sua forma de aprender, interagir e relacionar-se.

Referências bibliográficas
ADLER, Victória O bebê da cabeça aos pés, tradução: Rosemarie Ziegelmaier, ilustração: Hiroe  Nakata. Globo Editora, 2012.
REYNOLDS, Alisson, Ted Ajuda – Crescendo e Aprendendo, tradução: Michele de Souza Lima, ilustrações de Lee Krutop. Ciranda Cultural Editora.2008.

Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. – Brasília : MEC, SEB, 2010.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

PENSANDO O TRABALHO COM OPERAÇÕES ARITMÉTICAS


        Trabalho desde 2011, com crianças de 0 a 3 anos em turmas mistas, isto é, em uma mesma turma atendo crianças em diferentes níveis de desenvolvimento e com diferentes interesses. Anterior a isso trabalhei em turmas de jardim crianças de 5 a 7 anos (antes do ingresso obrigatório aos 6 anos no 1º ano do ensino fundamental). Com o ensino fundamental, tive pouca experiência, somente no estágio do magistério, que fiz quando já trabalhava na educação infantil, e com filhos, sobrinhos e alguns poucos alunos a quem dei algumas aulas particulares.Quando fiz o estágio do magistério utilizei muito o material dourado, a sapateira, o ábaco e outros recursos que me foram apresentados na época. Para trabalhar a adição e a subtração. Usando materiais como esses e fazendo registros das atividades os alunos se apropriam do conhecimento matemático para que a utilização da técnica faça sentido
            Nas turmas de jardim costumava utilizar jogos, coleções de tampinhas, figurinhas, contávamos os alunos presentes, os dias, quantos dias do mês tínhamos aula, quantos não tínhamos, quantas segundas-feiras, quantos dias chuvosos, e nublados, ao final do mês registrávamos em forma de gráfico, somávamos, confirmando com o número de dias do calendário. Contar e somar as letras do nome e sobrenome, primeiro com a utilização de fichas com os nomes, como por exemplo:
                          MARIA EDUARDA GARCIA

M   A   R   I   A                    E   D   U   A   R   D   A          G   A   R   C   I    A
   
*    *    *    *    *                    *     *    *   *   *     *    *           *    *    *    *   *    *  

         5                         +                         7                          +                   6

· Substituir cada letra por material concreto como tampinhas ou bolinhas, depois contá-las.

· Registrar em forma de desenho, inicialmente cada criança registra a seu modo, aos poucos esses registros tornam-se mais organizados, pode ser a princípio uma organização proposta pelos alunos. Depois os números começam a aparecer nos registros. 
       Com crianças de 0 a 3 anos a adição e subtração ainda não é um objetivo a ser perseguido, mas algumas crianças nas brincadeiras, nos jogos, interações e manipulações já começam a adicionar “mais um”. A exploração dos espaços de formas variadas como engatinhando, caminhando, correndo, entrando, saindo, ultrapassando obstáculos, utilizando o corpo em variados movimentos e posições, jogos, brincadeiras, o faz de conta, a manipulação e exploração de material concreto como os brinquedos da sala, pedrinhas, folhas de árvores, e tudo mais que o ambiente oferecer. A presença de números na sala de aula, nos brinquedos, nos materiais, a realização de contagem em atividades cotidianas, demonstrando que o número tem uma função social. 
       O ensino da matemática costuma ser um grande desafio e motivo de apreensão de alunos e professores. Eu apesar de pessoalmente não ter grandes dificuldades com a matemática, lembro-me de momentos em que chegando a uma resposta correta não conseguia explicar de que forma cheguei a ela, qual caminho percorri, que raciocínio segui, chegando muitas vezes a conclusão de que estava errada por não ter chegado ao resultado da maneira que me foi “ensinada”. Minha mãe, com pouca instrução escolar, e minha avó que nem ao menos sabia ler e escrever, sempre apresentaram uma habilidade incrível para realizar cálculos matemáticos envolvendo as quatro operações, realizando-os mentalmente, com precisão e muito mais rápido que nós (eu e meus irmãos) da maneira que aprendíamos na escola. Considero importante para o professor, principalmente nos anos iniciais, conhecer e compreender e dominar várias técnicas para o ensino matemático, pois nem todas as crianças desenvolvem o pensamento matemático da mesma forma. Conheci crianças com dificuldade em realizar cálculos, mas quando esses envolvessem dinheiro demostravam grande habilidade. Esse é um caso que demonstra que não podemos ignorar o conhecimento do aluno.

       O texto Técnicas e Tecnologias no Trabalho com as Operações Aritméticas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental dos autores Bittar, Freitas e Pais, pode influenciar nosso trabalho em sala de aula a medida que nos traz diferentes formas de como são apresentadas as quatro operações (adição, subtração, multiplicação e divisão), e lembra-nos que não existe um caminho único para a construção do saber matemático. Considero importante para nós professores, principalmente nos anos iniciais, conhecer e compreender e dominar várias técnicas para o ensino matemático, pois nem todas as crianças desenvolvem o pensamento matemático da mesma forma.

domingo, 6 de novembro de 2016

CLASSIFICANDO - JOGO DAS BORBOLETAS COLORIDAS


Jogo das borboletas coloridas
Atividade realizada com crianças de 2 anos e meio e 3 anos, em grupos de 2 ou três crianças. 

Materiais
- borboletas E flores coloridas pequenas e grandes (de cada cor 2 iguais de cada forma e tamanho) 
-Procedimentos
- Oferecer as crianças as peças e pedir a elas que me ajudem a arrumar (nesse momento observar).
- Perguntar o que você fez? Por que fez assim? Pode arrumar de outro jeito?



  

 Com a distribuição dos materiais foram criadas várias configurações, 





por cores


só flores, 








só borboletas

                                                                                                     
no verso todas têm a mesma cor

                                                                                           






                                                                                                                                                                                         


Algumas crianças ainda não verbalizam suas ações, mas a Antônia pediu ao colega: "quero rosa", o colega cedeu ela comparou, eu perguntei: "o que está fazendo?" Ela mostrou-me 2 flores iguais, e disse:  "igual" e em seguida organizou colocando juntas as que são iguais em forma, cor e tamanho. 







Pude perceber nessa atividade que mesmo não verbalizando, as crianças classificaram as figuras, levando em conta uma ou mais de suas características em comum.
Classificar é ciência pois é necessário observar, comparar, estabelecer relações entre os itens, objetos, elementos, seres, fatos ou o que mais se desejar estudar. A classificação é importantíssima para as investigações científicas em qualquer área.  

MISTURANDO AS CORES



Experimento: misturando as cores
Atividade realizada com 5 crianças de 3 anos. Na minha turma tem crianças de 1 a 3 anos, preferi realizar a atividade com os maiores.
Justificativa: As cores têm grande importância na natureza, para os animais para os vegetais e para os seres humanos. Através da cor podemos identificar o estado de alimentos, como por exemplo maturação das frutas, alguns animais mudam de cor para se protegerem, para atrair parceiros ou em decorrência da idade.
Objetivos: Reconhecer que cores (secundárias) podem ser resultantes da mistura de outras cores (primárias)
Materiais
1º momento: - massa de modelar nas cores primárias 
2º momento: - tintas nas cores primárias
                     - potinhos (sucata para misturar as tintas
                     - palitos de picolé
                     - folhas de papel branco
Ações anteriores ao experimento
 - Contação da história “No Reino das Borboletas Brancas” Marli Assunção Gomes Pereira.
- Conversa dirigida propondo a identificação das cores.
   
Procedimentos:
1º momento
- Combinação: vamos trabalhar todos como a prof vai falando e fazendo cada um vai fazer com sua massinha para ver o que vai acontecer.
- Oferecer as crianças massa de modelar nas cores primárias.
- Pegar um pedacinho de massinha amarela e um pedacinho de massinha vermelha, misturar e amassar. Fazer o mesmo com azul e amarela e com azul e vermelha.
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual? ”
2º momento
- Perguntar: Será que isso só acontece quando misturamos as massinhas? E se misturarmos tintas, também vão mudar de cor? A azul e a amarela ficarão verde?
- Oferecer a uns 3 potinhos e pingar neles tintas nas cores amarela e vermelha, azul e amarela, azul e vermelha.
- Pedir que misturem com palitos de picolé
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual a dos colegas? ” “ Ficou da mesma cor que a massinha? ”
- Registrar em folha branca.  
Reações, falas e aprendizagens das crianças: logo no início, ao começar as orientações procurei dar um tom de mistério ao que estava propondo, dizendo-lhes que queria descobrir muitas cores  como as das flores e borboletas da história, o reino das borboletas brancas, para envolve-los  nas atividades seguintes. Das 5 crianças 1 não quis misturar a massinha. Utilizando-a da forma que preferiu. Outro resistiu um pouco mas percebendo o que os demais estavam fazendo, também participou. E os comentários logo começaram:  “olha Prof Gi, tá ficando laranja! ” “É o meu também! ” “O Arthur não quer fazer Prof Gi! ”  Respondi que em outro dia ele vai fazer. Sem muita necessidade de intervenções foram realizando a atividade e fazendo comentários pertinentes. No final Giovani juntou todas as massinhas.  E o Arthur continuou sem misturá-las. Mas estava prestando atenção no que os colegas fizeram. 
Quando perguntei se misturássemos as tintas também mudariam de cor, demostraram interesse em misturá-las, dizendo que mudariam de cor, e se teriam as mesmas cores das massinhas, disseram que sim, a Bianca disse: “quero ver! ”. E as tintas o Arthur aceitou misturar. Foram misturando e comparando: “ficou igual! ” “A mesma cor! ”
Após registramos em uma folha branca a mistura das tintas e colamos um pedaço da massinha, deixei exposto na sala, após alguns dias eles olham e comentam a atividade quando utilizam massa de modelar eles experimentam novamente.
Reflexões: na educação infantil, mais precisamente nessa faixa etária, as crianças são muito curiosas, porém o tempo que conseguem manter-se em uma atividade é bem curto, o que os leva a participarem é geralmente, uma história, um personagem, algo concreto ou lúdico e as interações com os colegas. Foi muito bom vê-los entusiasmados ao realizar a experiência e também nos dias seguintes perceber em suas falas que realmente aprenderam, e continuam elaborando esse conhecimento quando retornam ao relato exposto e novamente misturando as massinhas para constatar que novas cores surgirão. Também já misturamos com branco. "Fica bem clarinho!" Dizem eles.   

                                                                         
                                                                                           


   




                                                                 
                                                  

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Medo de Escrever


            Neste início de semestre, estamos trabalhando em relação a importância da escrita, principalmente no que diz respeito ao portfólio e a síntese reflexiva. Compreendo a importância destes, porém encontro grande dificuldade para desenvolver a escrita. O que consequentemente resulta no empobrecimento do portfólio e da síntese, já que estão intimamente ligados.  Gosto de ler e admiro quem escreve, sempre considerei muito difícil escrever, reconheço que quando o faço geralmente consigo resultados satisfatórios, mas é difícil começar, os pensamentos se confundem. Então chega o medo, a insegurança e até a vergonha já que não gosto muito de me expor, evito falar em público, e penso que através da escrita minha fala toma proporção muito maior. Quando escrevo me comprometo, corro riscos, como se estivesse dando vida aos meus pensamentos, que não mais serão meus e como filhos crescidos ganharão o mundo e ao encontrarem outras pessoas, estas com eles se relacionarão. E assim uma parte de mim estará fora do meu controle.  
            Geralmente quando me pergunto ou sou questionada por alguém como fazer algo a resposta é fazendo.  Isso vale para a maioria das coisas. Como perder o medo de dirigir? Dirigindo. Como pintar? Pintando. Como dançar? Dançando. Como aprender a cozinhar? Cozinhando...  Seguindo essa lógica, quando a pergunta é como escrever? A resposta deve ser escrevendo. Sim exercitar a escrita sua parte técnica, tipos de textos, estrutura, concordância, gramatica, ortografia. Saber usar as ferramentas que temos disponível, mas não é só isso também é preciso clareza no que se pretende informar consistência nas argumentações, é nessa parte que o medo aparece será que está claro? Será entenderão o que eu digo? E as referências. De onde veio isso? Onde li? Onde ouvi? Pensei agora? 
              No segundo encontro, tivemos a oportunidade, de pensar e falar sobre a escrita e o medo de escrever.  Me identifiquei com o assunto e vi que não sou a única, algumas colegas expressaram esse mesmo sentimento, já não me sinto tão só.



Impossível não Falar



           Estou em falta com o blog, ainda não publiquei nada nesse semestre. Porém não posso deixar de relatar um momento que emocionou. Na  noite de 04 de outubro, fui a um evento na FACED - Conversa com quem gosta de brincar na perspectiva da Pedagogia Waldorf- em que a professora Leda Maffioletti, que no semestre passado trabalhou conosco no PEAD a interdisciplina Música na escola, era coordenadora adjunta. E nessa noite foi homenageada pelo grupo que trabalhou no evento, por seu trabalho que estava se encerrando pois estava se despedindo para gozar de sua aposentadoria. 
          Eu como aluna senti-me grata por ter tido a oportunidade de ter estado em sua presença, ser contagiada por sua alegria que fizeram das poucas aulas presenciais que tivemos momentos inesquecíveis. E ao mesmo tempo lamentei por saber que não a teremos novamente como professora. O que também não posso deixar de registrar aqui é que a alegria e disposição contagiante da professora Leda, foram no Eixo III motivo de admiração e de inspiração para mim e com certeza para muitas colegas também. E muito bom ver uma professora prestes a se aposentar com tamanha capacidade de encantar seus alunos.
             Obrigada, obrigada, obrigada!




sábado, 16 de julho de 2016

Cinema Acessível


Acessibilidade é um direito de todos assegurado na constituição, sabemos que no dia-a-dia pessoas portadoras de necessidades especiais ainda encontram muitas barreiras.  Pois nem todos os espaços e serviços são ofertados adequadamente. Alguns dias atrás assisti a uma reportagem que mostrava uma seção de cinema em Porto Alegre, adaptada à cegos e surdos, usando legendas, Libras e audiodescrição do filme. Ao assistir tive dois sentimentos diferentes. Primeiro fiquei contente com a possibilidade de pessoas surdas e cegas poderem apreciar essa arte que eu gosto tanto com mais autonomia. Em seguida, junto ao contentamento veio a constatação de que ainda muitos são privados desse prazer. Já existem aplicativos para serem utilizados em celulares ou tablets para serem usados em cinemas, mas poucas ainda são as salas que adaptadas a oferecer essa possibilidade. Já percebi que em alguns eventos, realizados até mesmo por escolas e universidades como formaturas, pessoas surdas e cegas, são privadas de aproveitar de forma integral o momento. Então mais uma vez a certeza que muito ainda precisa ser feito para que a acessibilidade seja efetivamente garantida a todos a em todos os espaços e situações.

domingo, 12 de junho de 2016

Novamente Pensando na Saúde


        No mês passado na sexta-feira que antecedeu ao dia das mães, ouvi uma notícia que me deixou pensativa. Uma professora, de 40 anos, mãe de três filhos menores de 12 anos, estudante de pedagogia como nós, que no sábado faria as fotos para sua formatura, marcada para agosto próximo. Ela após um mês cuidando de sua mãe que estava doente, hospitalizada e veio a falecer no dia primeiro de maio, acordou naquela sexta-feira, disse ao seu marido que sentia uma leve dor na garganta, provavelmente seria uma gripe, depois de tantos dias de idas e vindas ao hospital. Encaminhou-se para o banheiro para preparar-se para os afazeres do dia, cuidados com seus filhos, administração do lar, compromissos profissionais e acadêmicos entre outros que todas nós, mulheres conhecemos bem. Em seguida seu esposo ouvindo um barulho no banheiro, foi verificar encontrou-a caída no chão, chamou socorro e após inúteis tentativas de reanimá-la, foi constatada sua morte por infarto.
           Tendo ouvido esse relato de uma colega de trabalho minha, colega de aula dela, imediatamente lembrei-me que no semestre passado, nas primeiras aulas do seminário integrador II, a profª Cíntia ao nos propor a tabela do tempo, nos alertou para que, diante dos compromissos que começávamos a assumir com nossa vida acadêmica, deveríamos nos organizar e fazer escolhas  para realizarmos nossas atividades e damos atenção a outros aspectos de nossas vidas, como vida profissional, familiar, cuidados pessoais e cuidados com a saúde. Realmente, não raro ouço depoimentos de colegas e confesso me identifico com eles, são muitos compromissos e algumas vezes os cuidados com a saúde são negligenciados, consultas que deixamos de marcar, exames que demoramos a fazer ou protelamos o retorno ao médico para levar os resultados.

        Eu não a conhecia, mas noticia me deixou muito sensibilizada, por pensar nos sentimentos daquelas colegas que caminharam juntas trilhando um caminho como o nosso e que mesmo tendo adiado as fotos daquele sábado, fizeram-nas dias depois, na ausência física de uma colega. Tendo-a, cada uma em seu pensamento e lembrança. E também por seus filhos, que em tão tenra idade, passaram este último dia das mães sentindo uma ausência que nenhum de nós quer sentir. O meu objetivo nesse relato é o de fazer o seguinte alerta: temos que dar conta de dezenas de atribuições e compromissos que nos são imputados ou que assumimos semanalmente, sem deixar de estar atentas para a fragilidade da vida e a preciosidade que é desfrutar dela com saúde, na companhia daqueles que amamos. Cuidem-se. 




Sugestão de leitura:

http://diariodebiologia.com/2014/05/4-coisas-que-voce-pode-sentir-alguns-dias-antes-de-um-ataque-cardiaco/