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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ESPAÇO E FORMA - EXPLORANDO E APRENDENDO


    Em minha turma, como ainda são pequenos, trabalho espaço e formas através de experiências, sensações, exploração do ambiente e manipulação de objetos, estabelecendo relações de orientação espacial, como colocar-se, colocar e identificar objetos, em diferentes posições e situações, como: em cima-embaixo, ao lado, dentro-fora, na frente/atrás, perto- longe, junto-separado.  Para o desenvolvimento desses conceitos alguns dos materiais gosto de utilizar são caixas de vários tamanhos e sucatas, proporcionar a exploração livre, e em seguida fazer intervenções que possibilitem estabelecer tais relações.
As formas são trabalhadas através da manipulação comparação e experimentação, como jogos de encaixe de formas que podem ser também construídos com caixas e sucata.  Observar nos objetos e brinquedos formas semelhantes, e aos poucos identifica-las pelo nome, tenho alguns bonecos que confeccionei em tecido a partir de formas geométricas, que já receberam nomes dados pelas crianças, Senhor Quadrado, Seu retângulo, Circulinho e Triângulo Amigo.
Os textos indicados com leituras para a tarefa 10 são voltados para a Educação Infantil, Espaço, Forma e Criança descreve como a criança se apropria dos conceitos de espaço e formas de maneira detalhada, mas sucinta. O texto Espaço e Forma na Educação Infantil trás, algumas atividades práticas para o desenvolvimento desses conteúdos, e relata dificuldades encontradas por alguns professores para o desenvolvimento destes. Considero importantes esses textos para minha prática em sala de aula, já que trabalho com a Educação Infantil, como também para as colegas que trabalham nos anos iniciais, onde os conceitos trabalhados na Educação Infantil, deverão ser consolidados, se ainda não tiverem sido. Alguns professores ainda desconhecem os materiais e atividades neles apresentados, que são simples e podem ser utilizados para o desenvolvimento de atividades para o desenvolvimento de conteúdos em diferentes disciplinas e níveis de ensino. Podendo favorecer a interdisciplinaridade.
     

        Jogo de encaixe construído com sucata




Exploração e manipulação de caixas





                                                  Bonecos inspirados nas formas geométricas








Referencias:

http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo4/matematica/espaco_forma/espaco_forma_texto1.pdf

http://sbem.web1471.kinghost.net/anais/XIENEM/pdf/2462_1802_ID.pdf




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Registrando Vivências, Experiências e Aprendizagens



Na escola em que trabalho, o portfólio de aprendizagens dos alunos complementa o parecer descritivo na avaliação no segundo semestre. Geralmente é feito reunindo as produções realizadas durante o período letivo e algumas fotografias impressas.  No ano de 2016 fizemos muitos registros em fotos, de atividades, brincadeiras, momentos livres, descobertas, explorações, enfim de vivências e experiências de nossos alunos, inclusive as atividades propostas pelo PEAD que realizei com a turma no decorrer do ano. Então e para complementar mais ainda a avaliação fiz para cada aluno um portfólio no Power Point, registrando os seus" momentos" durante o ano. 
Confesso que não foi planejado com muita antecedência, eu apenas entregaria aos pais as fotos em um DVD. Mas ao começar selecionar... Nossa! Quanta informação! Não resisti!
Ainda não tinha feito um trabalho assim, nem sabia muito bem como fazer, fui descobrindo, provavelmente existem formas mais fáceis ou ferramentas mais apropriadas para essa tarefa. 
Gostei do resultado. Ficaram assim registradas as vivencias, experiencias e aprendizagens de meus pequenos alunos durante esse tempo nesse espaço o ano de 2016 na E.M.E.I. BEM ME QUER.   Acredito que se não fosse o PEAD certamente não teria feito. 
Agora já estou planejando o próximo.
Aqui está o vídeo da Manuela.









Projeto de aprendizagem: O Que é o Céu?




O que é o céu? foi a pergunta a que buscamos responder, através do nosso Projeto de Aprendizagem.O tema foi escolhido através de perguntas, grupos foram criados por aproximação destas.
Vivenciamos as etapas para a realização do projeto, definimos o tema, fizemos um quadro  de certezas e dúvidas e colocamos os conhecimentos que já tínhamos e as questões para as quais buscaríamos respostas no desenvolvimento do projeto. A partir do quadro certezas e duvidas criamos no CMap Tools o mapa conceitual inicial, traçamos um  plano de ação para buscarmos as informações que respondessem nossos questionamentos. Cada uma fazendo sua contribuição de forma que no final tivéssemos subsídios para elaborar um hipertexto. utilizamos o PBWORKS na realização do trabalho. E apresentamos o nosso projeto a turma, utilizando como recurso o Power Point. 
Foi  muito importante me aproximar desta forma de conduzir a aprendizagem, em grupo que por vezes nos reunimos presencialmente e em outras fazíamos nossas contribuições na plataforma e também nos comunicando por emails e WhatsApp, rompendo assim com a barreiras do espaço e do tempo. E também as barreiras da utilização de  ferramentas que para algumas de nos são novas e que aos poucos vamos utilizando-as com mais destreza.

Aqui um pouco do nosso projeto no Power Point:






domingo, 5 de fevereiro de 2017

MATEMÁTICA



         Como trabalho com crianças de 0 a 3 anos multiplicação e divisão não são objetivos a serem atingidos. Mas a divisão se faz presente nas ações do cotidiano. Como ao distribuir frutas por exemplo, vamos dividir o lanche, uma banana para cada um, ou meia maça para cada um, ou biscoitos, distribuir brinquedos e materiais em igual quantidade em duas ou três caixas. Outro dia após distribuir bananas na hora do lanche, ficou uma no prato, duas crianças pediram mais eu disse-lhes: “tem só uma! ” Um deles disse-me: “faz assim. ” Mostrando-me que eu poderia parti-la. Essa atitude nos mostra que ele já sabe que podemos dividir uma unidade. Quanto a multiplicação, nesse faixa etária podem realizar soma de algumas parcelas iguais (2 ou 3) desde que utilizem material concreto em um contexto lúdico. Utilizando brinquedos por exemplo.

          O texto Multiplicação e Divisão a Toda Hora, mostra que trabalhando com material concreto como trabalhamos na Educação Infantil, os alunos maiores, como os do 5º ano também, se beneficiam de jogos e experiências com material concreto. As aprendizagens tornam-se mais significativas, a Matemática está em toda parte, e importante que nos professores façamos uso do que está no cotidiano de nossos alunos, para aproxima-lo desses conhecimentos. Os conceitos vão sendo construídos através das vivencias.

E.M.E.I. BEM ME QUER - ESPAÇO E TEMPO


         A construção deste vídeo é parte da interdisciplina  REPRESENTAÇÃO do mundo pelos estudos sociais, ele  traz  informações sobre o bairro São José, mais especificamente sobre os arredores da Escola Municipal de Educação Infantil Bem Me Quer, do município de Canoas/RS. Destacando os espaços e as mudanças ocorridas nele com o passar do tempo, as condições atuais e alguns fatos que influenciaram para que ocorressem estas mudanças. Este material deverá ser utilizado em sala de aula da educação infantil por professores e alunos, para melhor conhecer o ambiente que nos cerca. Considerando a idade e os interesses de meus alunos decidi criar um personagem que explorasse um pouco mais os espaços que eles visualizam diariamente, pelos quais transitam para chegar á escola. 




   






Referências

PENNA, Rejane(coord.), Gayeski, Miguel e Corbellini, Darnis Canoas – Para lembrar quem somos: São Luiz e São José – Identidades, Industria e Universidade. Canoas 2001. 


*Fotografias – arquivo pessoal
** Fotografias retiradas do livro: Canoas – Para lembrar quem somos: São Luiz e São José  






VISITA A ESPAÇO DE HISTÓRIA/MEMÓRIA




                                 Parque dos Rosa - Canoas



                Escolhi para visitar e conhecer o Parque dos Rosa, recentemente inaugurado no município de Canoas. Situado no centro de Canoas, abriga a Casa dos Rosa considerada a residência mais antiga construída na cidade, tombada pelo patrimônio histórico em 2009. O local abriga o acervo do Museu Municipal Hugo Simões Lagranha e também conta com salas multimídia para exposições, além de acervo permanente e um café com vista para os jardins. Cultura história e lazer em um mesmo espaço.
1) Parque dos Rosa

2) Endereço: av. Victor Barreto, Centro – Canoas
    Telefone: 3236 1463

Horários:

De terças a sábados: das 10h às 21h
Domingos e feriados: das 14h às 21h
Segunda-feira: fechado
O Parque e o Café funcionam das 10h às 22h.

3) A visitação é gratuita, aberta ao público em geral, atualmente tem sido visitada, por famílias, estudantes, e tem sido ponto de encontro de amigos nos finais de tarde. Que aproveitam o café e o ambiente arborizado no centro da cidade, após o dia de trabalho.



4) Para visitação com alunos do município de Canoas, oferece transporte gratuito e visita guiada por historiador, que deve ser agendada previamente, pelo telefone.

5) Na visitação os alunos terão acesso a Casa dos Rosa, espaços de convivência e descanso em meio à natureza e um playground para as crianças. Em frente está situada a antiga Estação Férrea, prédio também tombado pelo patrimônio histórico, local destinado a experimentações artísticas, que também passou por reformas.


6) Fotos




Foto/arquivo pessoal


Foto/arquivo pessoal

Foto/arquivo pessoal

Foto/arquivo pessoal



Referências:
https://www.facebook.com/pages/Parque-dos-Rosa/219108818524049

http://www.canoas.rs.gov.br/site/noticia/visualizar/id/124248

SUSTENTABILIDADE



          O desenvolvimento econômico foi, por muito tempo, priorizado em detrimento da preservação dos recursos naturais. Ao pensarmos em preservação ambiental, pensávamos em algo distante de nós, como as grandes florestas, os animais e plantas que nelas vivem. Sabíamos que eram agredidos pela exploração inadequada de recursos naturais, que as águas dos rios e dos mares eram poluídas por grandes indústrias. Geralmente deixávamos de considerar o que estava bem próximo de nós, o nosso próprio ambiente, o qual foi sendo agredido por ações consideradas inofensivas, como o descarte inadequado dos resíduos domésticos, utilização de materiais de difícil decomposição na natureza, sem a preocupação com o possível reaproveitamento destes, mas hoje sabemos que devido a sua repetição essas ações vem trazendo graves consequências prejudicando as condições de vida em nosso planeta.

         Atualmente muito se fala em sustentabilidade, é termo recorrente em discursos políticos, em projetos de governo, em discussões a nível mundial, na publicidade e é objeto de estudo de cientistas de diferentes áreas. O desenvolvimento sustentável é um objetivo que deve ser perseguido. Sabe-se que só será alcançado a longo prazo, por isso exige o envolvimento de todos, de governantes de empresários, cientistas, e de todos os setores da sociedade, visando produção e consumo consciente, isso só poderá ser alcançado com conhecimento, informação e educação.  É importante que os conhecimentos científicos sejam utilizados também para esse fim. Que possam ser aliados a esses, outros conhecimentos como os dos povos indígenas que demonstram respeito a natureza e a vida. Que as ações exitosas sejam divulgadas e compartilhadas. Desenvolvimento econômico, cientifico, tecnológico e vida sustentável devem andar juntos e não se oporem, para que o homem e a natureza possam se relacionar de forma equilibrada e harmônica.  



JOGANDO NOS ESPAÇOS DA SALA



O jogo que considerei adequado adaptar a minha turma de crianças de até 3 anos, foi o labirinto.

Materiais:
- Construir um labirinto utilizando fios e o mobiliário da sala, com setas feitas com fita crepe no chão.
- Caixinhas contendo uma surpresa (que pode ser um algum objeto ou brinquedo da sala uma gravura, ou alguma outra coisa que seja significativo para a turma no momento)

Procedimentos:
- Reunir um grupo de crianças (nas primeiras vezes jogar com grupo pequeno)
- Dar as orientações para o jogo
- Colocar uma caixinha por vez no final do labirinto

Regras:
- Uma criança de cada vez irá entrar no labirinto.
- Devem entrar no labirinto pelo local indicado como início e devem seguir por onde as setas indicam. Sem passar por baixo nem por cima dos fios.
- Ao chegar a caixa surpresa podem pegá-la.

Observações: pode-se acrescentar outros elementos ao labirinto, como tecidos, lençóis, fraldas ou mesmo papel pardo com prendedores de roupa, para simular paredes no labirinto.

PENSANDO O TRABALHO COM OPERAÇÕES ARITMÉTICAS


        Trabalho desde 2011, com crianças de 0 a 3 anos em turmas mistas, isto é, em uma mesma turma atendo crianças em diferentes níveis de desenvolvimento e com diferentes interesses. Anterior a isso trabalhei em turmas de jardim crianças de 5 a 7 anos (antes do ingresso obrigatório aos 6 anos no 1º ano do ensino fundamental). Com o ensino fundamental, tive pouca experiência, somente no estágio do magistério, que fiz quando já trabalhava na educação infantil, e com filhos, sobrinhos e alguns poucos alunos a quem dei algumas aulas particulares.Quando fiz o estágio do magistério utilizei muito o material dourado, a sapateira, o ábaco e outros recursos que me foram apresentados na época. Para trabalhar a adição e a subtração. Usando materiais como esses e fazendo registros das atividades os alunos se apropriam do conhecimento matemático para que a utilização da técnica faça sentido
            Nas turmas de jardim costumava utilizar jogos, coleções de tampinhas, figurinhas, contávamos os alunos presentes, os dias, quantos dias do mês tínhamos aula, quantos não tínhamos, quantas segundas-feiras, quantos dias chuvosos, e nublados, ao final do mês registrávamos em forma de gráfico, somávamos, confirmando com o número de dias do calendário. Contar e somar as letras do nome e sobrenome, primeiro com a utilização de fichas com os nomes, como por exemplo:
                          MARIA EDUARDA GARCIA

M   A   R   I   A                    E   D   U   A   R   D   A          G   A   R   C   I    A
   
*    *    *    *    *                    *     *    *   *   *     *    *           *    *    *    *   *    *  

         5                         +                         7                          +                   6

· Substituir cada letra por material concreto como tampinhas ou bolinhas, depois contá-las.

· Registrar em forma de desenho, inicialmente cada criança registra a seu modo, aos poucos esses registros tornam-se mais organizados, pode ser a princípio uma organização proposta pelos alunos. Depois os números começam a aparecer nos registros. 
       Com crianças de 0 a 3 anos a adição e subtração ainda não é um objetivo a ser perseguido, mas algumas crianças nas brincadeiras, nos jogos, interações e manipulações já começam a adicionar “mais um”. A exploração dos espaços de formas variadas como engatinhando, caminhando, correndo, entrando, saindo, ultrapassando obstáculos, utilizando o corpo em variados movimentos e posições, jogos, brincadeiras, o faz de conta, a manipulação e exploração de material concreto como os brinquedos da sala, pedrinhas, folhas de árvores, e tudo mais que o ambiente oferecer. A presença de números na sala de aula, nos brinquedos, nos materiais, a realização de contagem em atividades cotidianas, demonstrando que o número tem uma função social. 
       O ensino da matemática costuma ser um grande desafio e motivo de apreensão de alunos e professores. Eu apesar de pessoalmente não ter grandes dificuldades com a matemática, lembro-me de momentos em que chegando a uma resposta correta não conseguia explicar de que forma cheguei a ela, qual caminho percorri, que raciocínio segui, chegando muitas vezes a conclusão de que estava errada por não ter chegado ao resultado da maneira que me foi “ensinada”. Minha mãe, com pouca instrução escolar, e minha avó que nem ao menos sabia ler e escrever, sempre apresentaram uma habilidade incrível para realizar cálculos matemáticos envolvendo as quatro operações, realizando-os mentalmente, com precisão e muito mais rápido que nós (eu e meus irmãos) da maneira que aprendíamos na escola. Considero importante para o professor, principalmente nos anos iniciais, conhecer e compreender e dominar várias técnicas para o ensino matemático, pois nem todas as crianças desenvolvem o pensamento matemático da mesma forma. Conheci crianças com dificuldade em realizar cálculos, mas quando esses envolvessem dinheiro demostravam grande habilidade. Esse é um caso que demonstra que não podemos ignorar o conhecimento do aluno.

       O texto Técnicas e Tecnologias no Trabalho com as Operações Aritméticas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental dos autores Bittar, Freitas e Pais, pode influenciar nosso trabalho em sala de aula a medida que nos traz diferentes formas de como são apresentadas as quatro operações (adição, subtração, multiplicação e divisão), e lembra-nos que não existe um caminho único para a construção do saber matemático. Considero importante para nós professores, principalmente nos anos iniciais, conhecer e compreender e dominar várias técnicas para o ensino matemático, pois nem todas as crianças desenvolvem o pensamento matemático da mesma forma.

JOGO LABIRINTO DAS BORBOLETAS


Campo aditivo  Mais um jogo  inspirado  na história No Reino das Borboletas Brancas.Materiais:- Labirinto desenhado em papel pardo- Flores e borboletas coloridas          - Dois dados: um com borboletas e flores e outro com bolinhas indicando uma ou duas unidadesProcedimento:Convidar as crianças para brincar. Mostrando os materiais.Estabelecer as regras do jogo:As flores e as borboletas serão colocadas no final do labirintoUma criança de cada vez, jogará o primeiro dado que indicará borboletas ou flores. Em seguida jogará o outro dado que indicará a quantidade 1 ou 2.Então encaminhar-se-á ao labirinto e recolherá o que foi indicado.Intervenções: - A medida que vão recolhendo a professora fará alguns questionamentos como: quantas você pegou? E o Colega? Quem tem mais?- Observar as falas das crianças.Observação: realizar a atividade com grupos de 4 ou 5 crianças de cada vez.   Relato da atividade:Pensava em realizar a atividade com grupos pequenos, mas não houve a possibilidade de utilizar outro espaço para dividir a turma. Pensei e combinei com minha colega que faria com os que se interessassem e ela faria outra atividade com os outros. Ao iniciar a atividade, o número de interessados foi bem maior que o previsto, o que torna um pouco mais difícil a realização da atividade.Materiais expostos, crianças sentadas ao lado do labirinto.Primeiras orientações dadas e demonstradas.Iniciou-se o jogo. A cada jogada as crianças realizavam as ações indicadas pelos dados. E íamos conferindo se as ações estavam de acordo.Realizamos 2 rodadas, e em alguns momentos eu perguntava: Quem tem 2 flores agora? Quem tem uma flor? E uma borboleta? Quem tem mais? Quem tem borboletas e flores também? Quantas? E juntando todas quantas tem?As crianças maiores já conseguem contar 3 ou 4 unidades, mostram da seguinte forma: Peguei 1 depois mais 2.Os menores mesmo querendo participar, ainda não têm essas respostas eles comparam os elementos. Repetirei a atividade com grupos separados. Como meus alunos tem idades bem diferentes. As intervenções devem ser diferentes, para tirar o melhor proveito da atividade.
                                                                            
Luis Gustavo - duas borboletas

Adicionar legenda

Arthur dizendo à Isabelly: "É uma flor!"
                                                     
Repetirei a atividade com grupos separados. Como meus alunos tem idades bem diferentes. As intervenções devem ser diferentes, para tirar o melhor proveito da atividade.

                                                                                                                                                                              








segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O TEMPO NA ESCOLA

           O tempo nas escolas ainda é cronometrado, para que as obrigações sejam cumpridas nos devidos prazos, calendários escolares, na maioria das vezes impostos. Espera-se que objetivos sejam alcançados dentro de determinados espaços de tempo. Sabemos que esses instrumentos servem para a organização do trabalho. Porém atividades puramente burocráticas e repetitivas são exigidas do professor, utilizando para isso um tempo que poderia ser aproveitado  com mais observação e escuta, em reflexões e na busca de recursos que possam enriquecer sua prática pedagógica, como trocas com a comunidade escolar, professores, direção, famílias que o levariam a conhecer melhor seus alunos, como vivem, como se relacionam, como aprendem, suas preferências e  habilidades, que por vezes podem passar despercebidas, principalmente quando apresenta dificuldades em algumas áreas do conhecimento, aspectos esses que sabemos em muito influenciam na aprendizagem. Mesmo que se saiba que as aprendizagens são construídas por cada indivíduo a sua maneira, que cada um faz uso dos espaços e do tempo para apropriar-se dos conhecimentos, o professor tem prazos a cumprir.

domingo, 6 de novembro de 2016

CLASSIFICANDO - JOGO DAS BORBOLETAS COLORIDAS


Jogo das borboletas coloridas
Atividade realizada com crianças de 2 anos e meio e 3 anos, em grupos de 2 ou três crianças. 

Materiais
- borboletas E flores coloridas pequenas e grandes (de cada cor 2 iguais de cada forma e tamanho) 
-Procedimentos
- Oferecer as crianças as peças e pedir a elas que me ajudem a arrumar (nesse momento observar).
- Perguntar o que você fez? Por que fez assim? Pode arrumar de outro jeito?



  

 Com a distribuição dos materiais foram criadas várias configurações, 





por cores


só flores, 








só borboletas

                                                                                                     
no verso todas têm a mesma cor

                                                                                           






                                                                                                                                                                                         


Algumas crianças ainda não verbalizam suas ações, mas a Antônia pediu ao colega: "quero rosa", o colega cedeu ela comparou, eu perguntei: "o que está fazendo?" Ela mostrou-me 2 flores iguais, e disse:  "igual" e em seguida organizou colocando juntas as que são iguais em forma, cor e tamanho. 







Pude perceber nessa atividade que mesmo não verbalizando, as crianças classificaram as figuras, levando em conta uma ou mais de suas características em comum.
Classificar é ciência pois é necessário observar, comparar, estabelecer relações entre os itens, objetos, elementos, seres, fatos ou o que mais se desejar estudar. A classificação é importantíssima para as investigações científicas em qualquer área.  

MISTURANDO AS CORES



Experimento: misturando as cores
Atividade realizada com 5 crianças de 3 anos. Na minha turma tem crianças de 1 a 3 anos, preferi realizar a atividade com os maiores.
Justificativa: As cores têm grande importância na natureza, para os animais para os vegetais e para os seres humanos. Através da cor podemos identificar o estado de alimentos, como por exemplo maturação das frutas, alguns animais mudam de cor para se protegerem, para atrair parceiros ou em decorrência da idade.
Objetivos: Reconhecer que cores (secundárias) podem ser resultantes da mistura de outras cores (primárias)
Materiais
1º momento: - massa de modelar nas cores primárias 
2º momento: - tintas nas cores primárias
                     - potinhos (sucata para misturar as tintas
                     - palitos de picolé
                     - folhas de papel branco
Ações anteriores ao experimento
 - Contação da história “No Reino das Borboletas Brancas” Marli Assunção Gomes Pereira.
- Conversa dirigida propondo a identificação das cores.
   
Procedimentos:
1º momento
- Combinação: vamos trabalhar todos como a prof vai falando e fazendo cada um vai fazer com sua massinha para ver o que vai acontecer.
- Oferecer as crianças massa de modelar nas cores primárias.
- Pegar um pedacinho de massinha amarela e um pedacinho de massinha vermelha, misturar e amassar. Fazer o mesmo com azul e amarela e com azul e vermelha.
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual? ”
2º momento
- Perguntar: Será que isso só acontece quando misturamos as massinhas? E se misturarmos tintas, também vão mudar de cor? A azul e a amarela ficarão verde?
- Oferecer a uns 3 potinhos e pingar neles tintas nas cores amarela e vermelha, azul e amarela, azul e vermelha.
- Pedir que misturem com palitos de picolé
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual a dos colegas? ” “ Ficou da mesma cor que a massinha? ”
- Registrar em folha branca.  
Reações, falas e aprendizagens das crianças: logo no início, ao começar as orientações procurei dar um tom de mistério ao que estava propondo, dizendo-lhes que queria descobrir muitas cores  como as das flores e borboletas da história, o reino das borboletas brancas, para envolve-los  nas atividades seguintes. Das 5 crianças 1 não quis misturar a massinha. Utilizando-a da forma que preferiu. Outro resistiu um pouco mas percebendo o que os demais estavam fazendo, também participou. E os comentários logo começaram:  “olha Prof Gi, tá ficando laranja! ” “É o meu também! ” “O Arthur não quer fazer Prof Gi! ”  Respondi que em outro dia ele vai fazer. Sem muita necessidade de intervenções foram realizando a atividade e fazendo comentários pertinentes. No final Giovani juntou todas as massinhas.  E o Arthur continuou sem misturá-las. Mas estava prestando atenção no que os colegas fizeram. 
Quando perguntei se misturássemos as tintas também mudariam de cor, demostraram interesse em misturá-las, dizendo que mudariam de cor, e se teriam as mesmas cores das massinhas, disseram que sim, a Bianca disse: “quero ver! ”. E as tintas o Arthur aceitou misturar. Foram misturando e comparando: “ficou igual! ” “A mesma cor! ”
Após registramos em uma folha branca a mistura das tintas e colamos um pedaço da massinha, deixei exposto na sala, após alguns dias eles olham e comentam a atividade quando utilizam massa de modelar eles experimentam novamente.
Reflexões: na educação infantil, mais precisamente nessa faixa etária, as crianças são muito curiosas, porém o tempo que conseguem manter-se em uma atividade é bem curto, o que os leva a participarem é geralmente, uma história, um personagem, algo concreto ou lúdico e as interações com os colegas. Foi muito bom vê-los entusiasmados ao realizar a experiência e também nos dias seguintes perceber em suas falas que realmente aprenderam, e continuam elaborando esse conhecimento quando retornam ao relato exposto e novamente misturando as massinhas para constatar que novas cores surgirão. Também já misturamos com branco. "Fica bem clarinho!" Dizem eles.   

                                                                         
                                                                                           


   




                                                                 
                                                  

OBJETOS DIGITAIS



Atividade realizada com crianças de 1 a 3 anos.
Nos últimos dias realizamos muitas atividades a partir da história “No Reino das Borboletas Brancas”, em minha turma, entre elas tralhamos com uma sacola surpresa, para fazer um cartaz coletivo representando a história.
Materiais:
- Uma sacola
- Flores e borboletas de papel brancas e coloridas, que foram pintadas pelas crianças e recortadas pela professora
- Dois cartazes em cartolina, representando o início e o final da história.
- Cola
Procedimento:
Após contar a história e realizar outras atividades, propor o seguinte:
- Vamos colar borboletas e flores em seus devidos lugares, as borboletas na parte azul que é o céu e as flores na parte verde que é a grama do jardim do reino das borboletas. As brancas em um cartaz e as coloridas, que vocês pintaram, no outro. Para termos Reino das Borboletas Brancas e O Reino das Borboletas coloridas.
- Cada criança coloca a mão na sacola e pega uma flor ou borboleta olha, observa e coloca no lugar combinado. Para isso são algumas perguntas como: o que você pegou? É branca ou colorida? Onde vamos colocar?

                                  .
                     
Realizando essa atividade as crianças observaram, e classificaram como flores ou borboletas, brancas ou coloridas, assim formando 4 diferentes grupos por suas características, estabelecendo relação de pertinência Algumas crianças ainda observaram que haviam borboletas grandes e pequenas e que em um cartaz ficou com mais figuras que no outro dizendo “aqui tem muito!"                                                                                                                                                                       



post 16/11/2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Medo de Escrever


            Neste início de semestre, estamos trabalhando em relação a importância da escrita, principalmente no que diz respeito ao portfólio e a síntese reflexiva. Compreendo a importância destes, porém encontro grande dificuldade para desenvolver a escrita. O que consequentemente resulta no empobrecimento do portfólio e da síntese, já que estão intimamente ligados.  Gosto de ler e admiro quem escreve, sempre considerei muito difícil escrever, reconheço que quando o faço geralmente consigo resultados satisfatórios, mas é difícil começar, os pensamentos se confundem. Então chega o medo, a insegurança e até a vergonha já que não gosto muito de me expor, evito falar em público, e penso que através da escrita minha fala toma proporção muito maior. Quando escrevo me comprometo, corro riscos, como se estivesse dando vida aos meus pensamentos, que não mais serão meus e como filhos crescidos ganharão o mundo e ao encontrarem outras pessoas, estas com eles se relacionarão. E assim uma parte de mim estará fora do meu controle.  
            Geralmente quando me pergunto ou sou questionada por alguém como fazer algo a resposta é fazendo.  Isso vale para a maioria das coisas. Como perder o medo de dirigir? Dirigindo. Como pintar? Pintando. Como dançar? Dançando. Como aprender a cozinhar? Cozinhando...  Seguindo essa lógica, quando a pergunta é como escrever? A resposta deve ser escrevendo. Sim exercitar a escrita sua parte técnica, tipos de textos, estrutura, concordância, gramatica, ortografia. Saber usar as ferramentas que temos disponível, mas não é só isso também é preciso clareza no que se pretende informar consistência nas argumentações, é nessa parte que o medo aparece será que está claro? Será entenderão o que eu digo? E as referências. De onde veio isso? Onde li? Onde ouvi? Pensei agora? 
              No segundo encontro, tivemos a oportunidade, de pensar e falar sobre a escrita e o medo de escrever.  Me identifiquei com o assunto e vi que não sou a única, algumas colegas expressaram esse mesmo sentimento, já não me sinto tão só.