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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Reavaliando as postagens do blog 2 - Brincar na Escola


             A postagem Brincar na Escola, foi baseada em uma atividade da interdiciplina Ludicidade e Educação, em que a proposta era a seguinte:
(...) promover a retomada da questão que desencadeou os debates e os estudos na interdisciplina: Brincar é importante? Por quê?
Na sua escola, os pais das crianças da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão questionando o trabalho realizado, reclamando que as crianças estão perdendo tempo com brincadeiras. Por estar estudando a temática Ludicidade na Educação, você recebeu a incumbência de explicar aos pais a razão das brincadeiras terem sido incluídas nas aulas.”

           Revisitando as postagens do blog, retomo esta postagem lembrando que os argumentos foram realmente utilizados na escola em reuniões e conversas com os pais. Quanto ao texto considerei importante rever a formatação e as referências.

Brincar na Escola

              

Muitas vezes o brincar na escola é questionado, pelos pais e até mesmo por alguns professores, por ser uma atividade prazerosa é visto como uma atividade de menor importância, perda de tempo. Brincar não só é importante, como também é um direito da criança, sua primeira forma de expressão, sua linguagem natural. Brincando a criança se desenvolve em todos os aspectos. Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental as atividades lúdicas são de extrema importância, pois através delas a criança se relaciona e dá significado ao seu mundo.
No sec. XIX, pesquisadores como Piaget, Wallon e Vygotsky, procuraram compreender como as crianças aprendem e como se relacionam, com o meio e com a cultura. Suas pesquisas, mesmo que de formas diferentes, passam pela investigação do brincar infantil, confirmando o jogo e as interações como meio de aprendizagem.  Suas pesquisas têm embasado o trabalho de muitos professores e pesquisadores que ao longo dos tempos veem confirmando suas teorias na prática. Muito ainda precisamos conhecer sobre como a criança se desenvolve e aprende. Mas já sabemos que ela muito se beneficia do brincar. Tanto do brincar que ofertado pelo professor, o jogo planejado, com regras definidas com intencionalidade dirigido para um saber especifico, como do brincar mais livre aquele em que a criança busca prazer e diversão, este não deve ser considerado menos importante.
 Ao brincar a criança dá significado as suas vivências, experiencia e consolida conceitos fundamentais para suas aprendizagens futuras. Ao brincar no pátio, na pracinha ou em outros espaços que lhe oportunizem subir descer, escorregar, balançar-se, equilibrar-se e movimentar-se de várias formas ela desenvolve sua coordenação motora ampla e orientação espacial. Brincando na areia com baldinhos e potinhos estabelece relações matemáticas como tamanho, proporção, peso e quantidade. Brincando de esconder, pular corda, amarelinha aprende a contar. Quando conta quantos colegas estão brincando ou as casas de uma trilha, relaciona o número a quantidade.  
 O jogo simbólico, o faz de conta, as dramatizações, a partir de histórias que ouviu ou de fatos do cotidiano, levam a criança a substituir um objeto por outro, depois imaginá-lo na sua ausência, habilidade essa que será muito útil na resolução de problemas e questões matemáticas. Mais uma vez o aprendizado da matemática, onde se encontra tantas dificuldades, se beneficiando das brincadeiras. Aprende a se relacionar com o outro, resolvendo conflitos, aprende a ceder e a argumentar, estabelecendo relações amigáveis. Amplia o vocabulário, a capacidade de se comunicar e se expressar oralmente, falando, ouvindo e atribuindo sentido as sensações e aos pensamentos por meio da linguagem. Aprendendo, negociando e inventando regras para jogos e brincadeiras que conhece e por vezes criando outros, adquire autonomia ao brincar e se comunicar com seus pares. Reconhece a si e ao outro como parte de um grupo. Brincando com cantigas de roda parlendas, lendas e histórias   se apropriam dessas manifestações culturais. Desenvolve-se cognitiva e corporalmente, exercitando a memória e a atenção, despertando a musicalidade, a criatividade, a fantasia e a imaginação. Habilidades que contribuirão com o aprendizado e o aprimoramento da leitura e da escrita entre outros.             
 Na escola o jogo acontece om a mediação do professor que ao trabalhar com jogos deve ofertar grande quantidade de jogos, oportunizar que todos joguem, levar em conta o interesse dos alunos, os objetivos a serem alcançados, e que os desafios apresentados estejam de acordo com as capacidades e necessidades do grupo, observar como jogam, como lidam com a questão ganhar e perder dar oportunidade para que falem sobre o jogo e discutam as regras.          
Então brincando com seus pares e com o adulto a criança resignifica suas experiências, amplia suas habilidades estabelece relações sociais e afetivas, amadurece física e emocionalmente e adquire autonomia, o que lhe trará mais segurança em relação a suas atividades futuras.  O brincar na escola não é tempo perdido é sim, em vista de todos os argumentos apresentados, tempo ganho, aproveitado, já que oportuniza tantas aprendizagens. Nos dias atuais em que cada vez menos as crianças frequentam espaços coletivos, como ruas e parques onde antes os jogos e as brincadeiras aconteciam e para jogar e brincar é necessário que haja interação, da criança com outras crianças, com adultos e como meio, a escola é o ambiente que possibilita que essas interações aconteçam.  
                                                                                                              
Referências 
BIBIANO, Bianca.  A Teoria da Diversão. NOVA ESCOLA, edição especial, , p. 12 a 15.set/2009. Disponível em: file:///C:/Users/gisla/Downloads/A%20teoria%20da%20divers%C3%A3o%20(1).pdf, acesso em: 22/01/2019.

DE VRIES, Rheta; ZAN, Betty, HILDEBRANDT, Carolin, Jogos em grupo, in O Currículo Construtivista na Educação Infantil, Práticas e atividades, trad. Vinicius Figueira - Porto Alegre: Artmed, 2004. Cap III, p. 191 a 201.  Disponível em: file:///C:/Users/gisla/Downloads/Jogos%20em%20grupo.pdf, acesso em: 22/01/2019.






terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ESPAÇO E FORMA - EXPLORANDO E APRENDENDO


    Em minha turma, como ainda são pequenos, trabalho espaço e formas através de experiências, sensações, exploração do ambiente e manipulação de objetos, estabelecendo relações de orientação espacial, como colocar-se, colocar e identificar objetos, em diferentes posições e situações, como: em cima-embaixo, ao lado, dentro-fora, na frente/atrás, perto- longe, junto-separado.  Para o desenvolvimento desses conceitos alguns dos materiais gosto de utilizar são caixas de vários tamanhos e sucatas, proporcionar a exploração livre, e em seguida fazer intervenções que possibilitem estabelecer tais relações.
As formas são trabalhadas através da manipulação comparação e experimentação, como jogos de encaixe de formas que podem ser também construídos com caixas e sucata.  Observar nos objetos e brinquedos formas semelhantes, e aos poucos identifica-las pelo nome, tenho alguns bonecos que confeccionei em tecido a partir de formas geométricas, que já receberam nomes dados pelas crianças, Senhor Quadrado, Seu retângulo, Circulinho e Triângulo Amigo.
Os textos indicados com leituras para a tarefa 10 são voltados para a Educação Infantil, Espaço, Forma e Criança descreve como a criança se apropria dos conceitos de espaço e formas de maneira detalhada, mas sucinta. O texto Espaço e Forma na Educação Infantil trás, algumas atividades práticas para o desenvolvimento desses conteúdos, e relata dificuldades encontradas por alguns professores para o desenvolvimento destes. Considero importantes esses textos para minha prática em sala de aula, já que trabalho com a Educação Infantil, como também para as colegas que trabalham nos anos iniciais, onde os conceitos trabalhados na Educação Infantil, deverão ser consolidados, se ainda não tiverem sido. Alguns professores ainda desconhecem os materiais e atividades neles apresentados, que são simples e podem ser utilizados para o desenvolvimento de atividades para o desenvolvimento de conteúdos em diferentes disciplinas e níveis de ensino. Podendo favorecer a interdisciplinaridade.
     

        Jogo de encaixe construído com sucata




Exploração e manipulação de caixas





                                                  Bonecos inspirados nas formas geométricas








Referencias:

http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo4/matematica/espaco_forma/espaco_forma_texto1.pdf

http://sbem.web1471.kinghost.net/anais/XIENEM/pdf/2462_1802_ID.pdf




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Registrando Vivências, Experiências e Aprendizagens



Na escola em que trabalho, o portfólio de aprendizagens dos alunos complementa o parecer descritivo na avaliação no segundo semestre. Geralmente é feito reunindo as produções realizadas durante o período letivo e algumas fotografias impressas.  No ano de 2016 fizemos muitos registros em fotos, de atividades, brincadeiras, momentos livres, descobertas, explorações, enfim de vivências e experiências de nossos alunos, inclusive as atividades propostas pelo PEAD que realizei com a turma no decorrer do ano. Então e para complementar mais ainda a avaliação fiz para cada aluno um portfólio no Power Point, registrando os seus" momentos" durante o ano. 
Confesso que não foi planejado com muita antecedência, eu apenas entregaria aos pais as fotos em um DVD. Mas ao começar selecionar... Nossa! Quanta informação! Não resisti!
Ainda não tinha feito um trabalho assim, nem sabia muito bem como fazer, fui descobrindo, provavelmente existem formas mais fáceis ou ferramentas mais apropriadas para essa tarefa. 
Gostei do resultado. Ficaram assim registradas as vivencias, experiencias e aprendizagens de meus pequenos alunos durante esse tempo nesse espaço o ano de 2016 na E.M.E.I. BEM ME QUER.   Acredito que se não fosse o PEAD certamente não teria feito. 
Agora já estou planejando o próximo.
Aqui está o vídeo da Manuela.









domingo, 5 de fevereiro de 2017

JOGANDO NOS ESPAÇOS DA SALA



O jogo que considerei adequado adaptar a minha turma de crianças de até 3 anos, foi o labirinto.

Materiais:
- Construir um labirinto utilizando fios e o mobiliário da sala, com setas feitas com fita crepe no chão.
- Caixinhas contendo uma surpresa (que pode ser um algum objeto ou brinquedo da sala uma gravura, ou alguma outra coisa que seja significativo para a turma no momento)

Procedimentos:
- Reunir um grupo de crianças (nas primeiras vezes jogar com grupo pequeno)
- Dar as orientações para o jogo
- Colocar uma caixinha por vez no final do labirinto

Regras:
- Uma criança de cada vez irá entrar no labirinto.
- Devem entrar no labirinto pelo local indicado como início e devem seguir por onde as setas indicam. Sem passar por baixo nem por cima dos fios.
- Ao chegar a caixa surpresa podem pegá-la.

Observações: pode-se acrescentar outros elementos ao labirinto, como tecidos, lençóis, fraldas ou mesmo papel pardo com prendedores de roupa, para simular paredes no labirinto.

PENSANDO O TRABALHO COM OPERAÇÕES ARITMÉTICAS


        Trabalho desde 2011, com crianças de 0 a 3 anos em turmas mistas, isto é, em uma mesma turma atendo crianças em diferentes níveis de desenvolvimento e com diferentes interesses. Anterior a isso trabalhei em turmas de jardim crianças de 5 a 7 anos (antes do ingresso obrigatório aos 6 anos no 1º ano do ensino fundamental). Com o ensino fundamental, tive pouca experiência, somente no estágio do magistério, que fiz quando já trabalhava na educação infantil, e com filhos, sobrinhos e alguns poucos alunos a quem dei algumas aulas particulares.Quando fiz o estágio do magistério utilizei muito o material dourado, a sapateira, o ábaco e outros recursos que me foram apresentados na época. Para trabalhar a adição e a subtração. Usando materiais como esses e fazendo registros das atividades os alunos se apropriam do conhecimento matemático para que a utilização da técnica faça sentido
            Nas turmas de jardim costumava utilizar jogos, coleções de tampinhas, figurinhas, contávamos os alunos presentes, os dias, quantos dias do mês tínhamos aula, quantos não tínhamos, quantas segundas-feiras, quantos dias chuvosos, e nublados, ao final do mês registrávamos em forma de gráfico, somávamos, confirmando com o número de dias do calendário. Contar e somar as letras do nome e sobrenome, primeiro com a utilização de fichas com os nomes, como por exemplo:
                          MARIA EDUARDA GARCIA

M   A   R   I   A                    E   D   U   A   R   D   A          G   A   R   C   I    A
   
*    *    *    *    *                    *     *    *   *   *     *    *           *    *    *    *   *    *  

         5                         +                         7                          +                   6

· Substituir cada letra por material concreto como tampinhas ou bolinhas, depois contá-las.

· Registrar em forma de desenho, inicialmente cada criança registra a seu modo, aos poucos esses registros tornam-se mais organizados, pode ser a princípio uma organização proposta pelos alunos. Depois os números começam a aparecer nos registros. 
       Com crianças de 0 a 3 anos a adição e subtração ainda não é um objetivo a ser perseguido, mas algumas crianças nas brincadeiras, nos jogos, interações e manipulações já começam a adicionar “mais um”. A exploração dos espaços de formas variadas como engatinhando, caminhando, correndo, entrando, saindo, ultrapassando obstáculos, utilizando o corpo em variados movimentos e posições, jogos, brincadeiras, o faz de conta, a manipulação e exploração de material concreto como os brinquedos da sala, pedrinhas, folhas de árvores, e tudo mais que o ambiente oferecer. A presença de números na sala de aula, nos brinquedos, nos materiais, a realização de contagem em atividades cotidianas, demonstrando que o número tem uma função social. 
       O ensino da matemática costuma ser um grande desafio e motivo de apreensão de alunos e professores. Eu apesar de pessoalmente não ter grandes dificuldades com a matemática, lembro-me de momentos em que chegando a uma resposta correta não conseguia explicar de que forma cheguei a ela, qual caminho percorri, que raciocínio segui, chegando muitas vezes a conclusão de que estava errada por não ter chegado ao resultado da maneira que me foi “ensinada”. Minha mãe, com pouca instrução escolar, e minha avó que nem ao menos sabia ler e escrever, sempre apresentaram uma habilidade incrível para realizar cálculos matemáticos envolvendo as quatro operações, realizando-os mentalmente, com precisão e muito mais rápido que nós (eu e meus irmãos) da maneira que aprendíamos na escola. Considero importante para o professor, principalmente nos anos iniciais, conhecer e compreender e dominar várias técnicas para o ensino matemático, pois nem todas as crianças desenvolvem o pensamento matemático da mesma forma. Conheci crianças com dificuldade em realizar cálculos, mas quando esses envolvessem dinheiro demostravam grande habilidade. Esse é um caso que demonstra que não podemos ignorar o conhecimento do aluno.

       O texto Técnicas e Tecnologias no Trabalho com as Operações Aritméticas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental dos autores Bittar, Freitas e Pais, pode influenciar nosso trabalho em sala de aula a medida que nos traz diferentes formas de como são apresentadas as quatro operações (adição, subtração, multiplicação e divisão), e lembra-nos que não existe um caminho único para a construção do saber matemático. Considero importante para nós professores, principalmente nos anos iniciais, conhecer e compreender e dominar várias técnicas para o ensino matemático, pois nem todas as crianças desenvolvem o pensamento matemático da mesma forma.

JOGO LABIRINTO DAS BORBOLETAS


Campo aditivo  Mais um jogo  inspirado  na história No Reino das Borboletas Brancas.Materiais:- Labirinto desenhado em papel pardo- Flores e borboletas coloridas          - Dois dados: um com borboletas e flores e outro com bolinhas indicando uma ou duas unidadesProcedimento:Convidar as crianças para brincar. Mostrando os materiais.Estabelecer as regras do jogo:As flores e as borboletas serão colocadas no final do labirintoUma criança de cada vez, jogará o primeiro dado que indicará borboletas ou flores. Em seguida jogará o outro dado que indicará a quantidade 1 ou 2.Então encaminhar-se-á ao labirinto e recolherá o que foi indicado.Intervenções: - A medida que vão recolhendo a professora fará alguns questionamentos como: quantas você pegou? E o Colega? Quem tem mais?- Observar as falas das crianças.Observação: realizar a atividade com grupos de 4 ou 5 crianças de cada vez.   Relato da atividade:Pensava em realizar a atividade com grupos pequenos, mas não houve a possibilidade de utilizar outro espaço para dividir a turma. Pensei e combinei com minha colega que faria com os que se interessassem e ela faria outra atividade com os outros. Ao iniciar a atividade, o número de interessados foi bem maior que o previsto, o que torna um pouco mais difícil a realização da atividade.Materiais expostos, crianças sentadas ao lado do labirinto.Primeiras orientações dadas e demonstradas.Iniciou-se o jogo. A cada jogada as crianças realizavam as ações indicadas pelos dados. E íamos conferindo se as ações estavam de acordo.Realizamos 2 rodadas, e em alguns momentos eu perguntava: Quem tem 2 flores agora? Quem tem uma flor? E uma borboleta? Quem tem mais? Quem tem borboletas e flores também? Quantas? E juntando todas quantas tem?As crianças maiores já conseguem contar 3 ou 4 unidades, mostram da seguinte forma: Peguei 1 depois mais 2.Os menores mesmo querendo participar, ainda não têm essas respostas eles comparam os elementos. Repetirei a atividade com grupos separados. Como meus alunos tem idades bem diferentes. As intervenções devem ser diferentes, para tirar o melhor proveito da atividade.
                                                                            
Luis Gustavo - duas borboletas

Adicionar legenda

Arthur dizendo à Isabelly: "É uma flor!"
                                                     
Repetirei a atividade com grupos separados. Como meus alunos tem idades bem diferentes. As intervenções devem ser diferentes, para tirar o melhor proveito da atividade.

                                                                                                                                                                              








domingo, 6 de novembro de 2016

OBJETOS DIGITAIS



Atividade realizada com crianças de 1 a 3 anos.
Nos últimos dias realizamos muitas atividades a partir da história “No Reino das Borboletas Brancas”, em minha turma, entre elas tralhamos com uma sacola surpresa, para fazer um cartaz coletivo representando a história.
Materiais:
- Uma sacola
- Flores e borboletas de papel brancas e coloridas, que foram pintadas pelas crianças e recortadas pela professora
- Dois cartazes em cartolina, representando o início e o final da história.
- Cola
Procedimento:
Após contar a história e realizar outras atividades, propor o seguinte:
- Vamos colar borboletas e flores em seus devidos lugares, as borboletas na parte azul que é o céu e as flores na parte verde que é a grama do jardim do reino das borboletas. As brancas em um cartaz e as coloridas, que vocês pintaram, no outro. Para termos Reino das Borboletas Brancas e O Reino das Borboletas coloridas.
- Cada criança coloca a mão na sacola e pega uma flor ou borboleta olha, observa e coloca no lugar combinado. Para isso são algumas perguntas como: o que você pegou? É branca ou colorida? Onde vamos colocar?

                                  .
                     
Realizando essa atividade as crianças observaram, e classificaram como flores ou borboletas, brancas ou coloridas, assim formando 4 diferentes grupos por suas características, estabelecendo relação de pertinência Algumas crianças ainda observaram que haviam borboletas grandes e pequenas e que em um cartaz ficou com mais figuras que no outro dizendo “aqui tem muito!"                                                                                                                                                                       



post 16/11/2016

terça-feira, 26 de julho de 2016

O jogo do planejamento e o planejamento do jogo

Jogando com as fotos da turma 

Turma: berçário e maternal l – 1 ano e 6 meses à 3 anos
Objetivos:  -  Reconhecer o colega na foto e pronunciar o seu nome.
                    -  Manifestar carinho pelos colegas.
                    -  Esperar sua vez.
Metodologia: Crianças sentadas em círculo. Dispor as fotos viradas para baixo. E ao lado as fichas com as ilustrações. Indicar uma criança para virar uma ficha com foto. Vira a ficha, fala o nome do colega, dirige-se as outras fichas vira uma e realiza ação indicada por ela, abraçando ou fazendo um carinho ao colega da foto e entregando a ele a foto. Este vira a próxima ficha, fala o nome do colega dirige-se a ele e dá um abraço. E assim sucessivamente até que todos tenham participado.
Materiais: - Fichas com fotos dos alunos acompanhadas do nome (pode ser da chamadinha)
                   - Outras duas fichas com ilustração de um abraço e de carinho.
Realizei o jogo com os alunos duas vezes.
No primeiro dia foi um pouco difícil, demoraram para entender as regras e como já esperado, tiveram dificuldade de esperar sua vez. Reconhecem os colegas sabem seus nomes, exercitaram a pronúncia.  
No segundo dia já participaram com mais tranquilidade. A maioria, cada um a seu modo, já que a turma é composta de crianças de idades e fases de desenvolvimento bem diferentes, conseguiu realizar todas as ações, atingindo os objetivos elaborados.
Com crianças pequenas é comum ser necessário realizar mais de uma vez uma atividade, para alcançar os objetivos. E algumas vezes é preciso dividir a turma para a realização de forma satisfatória. 


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Lendas, Parlendas e Trava-línguas

LENDAS
Lenda é uma narrativa de cunho popular que é transmitida, principalmente de forma oral, de geração para geração. As lendas não podem ser comprovadas cientificamente, pois são frutos da imaginação das pessoas que as criaram.



       














 




PARLENDAS
As parlendas são conjuntos de palavras com arrumação rítmica em forma de verso, que podem rimar ou não. Geralmente envolvem alguma brincadeira, jogo, ou movimento corporal.














TRAVA-LÍNGUAS
Os trava-línguas brincam com o som, a forma gráfica e o significado das palavras. A sonoridade, a cadência e o ritmo dessas composições encantam adultos e crianças. O grande desafio é recitá-los sem tropeços na pronúncia das palavras.




Referências:

http://www.suapesquisa.com/o_que_e/lenda.htm
http://alfabetizandocommonicaeturma.blogspot.com.br/2011/08/lendas-gauchas.html
https://ensfundamental1.files.wordpress.com/2010/07/trava-linguas.gif
http://sosplaneta.pbworks.com/w/page/68004962/FOLCLORE
http://brinquedoteca.net.br/?page_id=65

sábado, 16 de julho de 2016

Brincar na Escola



               Muitas vezes o brincar na escola é questionado, pelos pais e até mesmo por alguns professores, por ser uma atividade prazerosa é visto como uma atividade de menor importância, perda de tempo. Brincar não só é importante, como também é um direito da criança, sua primeira forma de expressão, sua linguagem natural. Brincando a criança se desenvolve em todos os aspectos. Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental as atividades lúdicas são de extrema importância, pois através delas a criança se relaciona e dá significado ao seu mundo.               
              No sec. XIX, pesquisadores como Piaget, Wallon e Vygotsky, procuraram compreender como as crianças aprendem e como se relacionam, com o meio e com a cultura. Suas pesquisas, mesmo que de formas diferentes, passam pela investigação do brincar infantil, confirmando o jogo e as interações como meio de aprendizagem.  Suas pesquisas têm embasado o trabalho de muitos professores e pesquisadores que ao longo dos tempos veem confirmando suas teorias na prática. Muito ainda precisamos conhecer sobre como a criança se desenvolve e aprende. Mas já sabemos que ela muito se beneficia do brincar. Tanto do brincar que ofertado pelo professor, o jogo planejado, com regras definidas com intencionalidade dirigido para um saber especifico, como do brincar mais livre aquele em que a criança busca prazer e diversão, este não deve ser considerado menos importante.
               Ao brincar a criança dá significado as suas vivências, experencia e consolida conceitos fundamentais para suas aprendizagens futuras. Ao brincar no pátio, na pracinha ou em outros espaços que lhe oportunizem subir descer, escorregar, balançar-se, equilibrar-se e movimentar-se de várias formas ela desenvolve sua coordenação motora ampla e orientação espacial. Brincando na areia com baldinhos e potinhos estabelece relações matemáticas como tamanho, proporção, peso e quantidade. Brincando de esconder, pular corda, amarelinha aprende a contar. Quando conta quantos colegas estão brincando ou as casas de uma trilha, relaciona o número a quantidade.  
                O jogo simbólico, o faz de conta, as dramatizações, a partir de histórias que ouviu ou de fatos do cotidiano, levam a criança a substituir um objeto por outro, depois imaginá-lo na sua ausência, habilidade essa que será muito útil na resolução de problemas e questões matemáticas. Mais uma vez o aprendizado da matemática, onde se encontra tantas dificuldades, se beneficiando das brincadeiras. Aprende a se relacionar com o outro, resolvendo conflitos, aprende a ceder e a argumentar, estabelecendo relações amigáveis. Amplia o vocabulário, a capacidade de se comunicar e se expressar oralmente, falando, ouvindo e atribuindo sentido as sensações e aos pensamentos por meio da linguagem. Aprendendo, negociando e inventando regras para jogos e brincadeiras que conhece e por vezes criando outros, adquire autonomia ao brincar e se comunicar com seus pares. Reconhece a si e ao outro como parte de um grupo. Brincando com cantigas de roda parlendas, lendas e histórias   se apropriam dessas manifestações culturais. Desenvolve-se cognitiva e corporalmente, exercitando a memória e a atenção, despertando a musicalidade, a criatividade, a fantasia e a imaginação. Habilidades que contribuirão com o aprendizado e o aprimoramento da leitura e da escrita entre outros.              
             Na escola o jogo acontece com a mediação do professor que ao trabalhar com jogos deve ofertar grande quantidade de jogos, oportunizar que todos joguem, levar em conta o interesse dos alunos, os objetivos a serem alcançados, e que os desafios apresentados estejam de acordo com as capacidades e necessidades do grupo, observar como jogam, como lidam com a questão ganhar e perder dar oportunidade para que falem sobre o jogo e discutam as regras.          
             Então brincando com seus pares e com o adulto a criança resignifica suas experiências, amplia suas habilidades estabelece relações sociais e afetivas, amadurece física e emocionalmente e adquire autonomia, o que lhe trará mais segurança em relação a suas atividades futuras.  O brincar na escola não é tempo perdido é sim, em vista de todos os argumentos apresentados, tempo ganho, aproveitado, já que oportuniza tantas aprendizagens. Nos dias atuais em que cada vez menos as crianças frequentam espaços coletivos, como ruas e parques onde antes os jogos e as brincadeiras aconteciam e para jogar e brincar é necessário que haja interação, da criança com outras crianças, com adultos e como meio, a escola é o ambiente que possibilita que essas interações aconteçam.  

Referencias
BIBIANO, Bianca, A Teoria da Diversão, NOVA ESCOLA, edição especial, setembro, 2009, pág. 12 a 15.DE VRIES, Rheta; ZAN, Betty, HILDEBRANDT, Carolin, Jogos em grupo, in O Currículo Construtivista na Educação Infantil, Práticas e atividades, trad. Vinicius Figueira - Porto Alegre: Artmed 2004.


Estádios do Desenvolvimento - características e jogos

                        

 Período Sensório-motor (0 a 2 anos)

A criança conhece o mundo através dos sentidos e do movimento. Ocorre o desenvolvimento físico de forma acelerada.
Nessa fase de brincadeiras de esconde-esconde com a fraldinha, primeiro escondendo o bebê depois escondendo objetos, pegar e jogar objetos repetidas vezes e bater palminhas são exemplos de jogos de exercício muito apreciados. Mordedores, chocalhos e brinquedos de diferentes materiais, formas cores e texturas, sobre os quais a criança possa agir, pegar, empurrar, puxar, atirar, arremessar, são apreciados.

Período Pré-operatório (2 a 7 anos)

A aquisição e o domínio da linguagem é a característica principal desse período e com ela vem o jogo simbólico, a imitação e o animismo. Ocorre também grande desenvolvimento motor.
Nessa fase o jogo simbólico é o mais presente, a criança assume papéis variados, imitando ações dos adultos, assume personagens, imita animais. Brinquedos e objetos que remetem a atividades ou profissões ou atividades com as quais estejam familiarizadas, auxiliam o jogo.  A medida que o jogo avança passa a usar um objeto para representar outro, como uma caixa pode ser um carro ou um barco, um pote pode ser um chapéu ou capacete, um palito um sorvete ou chimarrão. Atividades que envolvem movimento como brincadeiras de roda, jogos de encaixe que permitem construções e as idas a pracinha que permitem a utilização e o aprimoramento das habilidades motoras são apreciados.

 Período Operatório Concreto (7 a 11 anos)

O desenvolvimento do pensamento lógico e as relações sociais são características dessa fase. Jogos com regras e que estimulem o raciocínio são apreciados. Como por exemplo: bolinhas de gude, cinco marias, jogos de tabuleiro, como dama e trilhas e jogos ao ar livre como, caçador, queimada e jogo de tacos.

Período operatório formal (a partir dos 11 aos)

Desenvolvimento dom pensamento abstrato, já não necessita do objeto concreto, já compreende regras e cria hipóteses. São próprios para essa fase jogos de perguntas e respostas, cartas, jogos no computador, xadrez, jogos e competições esportivas.