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sábado, 16 de julho de 2016

Cinema Acessível


Acessibilidade é um direito de todos assegurado na constituição, sabemos que no dia-a-dia pessoas portadoras de necessidades especiais ainda encontram muitas barreiras.  Pois nem todos os espaços e serviços são ofertados adequadamente. Alguns dias atrás assisti a uma reportagem que mostrava uma seção de cinema em Porto Alegre, adaptada à cegos e surdos, usando legendas, Libras e audiodescrição do filme. Ao assistir tive dois sentimentos diferentes. Primeiro fiquei contente com a possibilidade de pessoas surdas e cegas poderem apreciar essa arte que eu gosto tanto com mais autonomia. Em seguida, junto ao contentamento veio a constatação de que ainda muitos são privados desse prazer. Já existem aplicativos para serem utilizados em celulares ou tablets para serem usados em cinemas, mas poucas ainda são as salas que adaptadas a oferecer essa possibilidade. Já percebi que em alguns eventos, realizados até mesmo por escolas e universidades como formaturas, pessoas surdas e cegas, são privadas de aproveitar de forma integral o momento. Então mais uma vez a certeza que muito ainda precisa ser feito para que a acessibilidade seja efetivamente garantida a todos a em todos os espaços e situações.

domingo, 29 de maio de 2016

Experiência com LIBRAS na escola


               
              Gostaria de contar uma experiência que tivemos na minha escola. Em 2009 recebemos um aluno surdo de 5 anos, ele recebia atendimentos especializados e a família foi orientada a matriculá-lo na escola. Não tínhamos conhecimento de LIBRAS, ele estava iniciando sua comunicação em LIBRAS, a professora dele a princípio ficou muito preocupada, sentia-se insegura, e até questionava os benefícios da inclusão, sentia-se como muitas colegas comentaram, despreparadas para trabalhar com ele. Ela uma profissional muito dedicada e sempre disposta a realizar um bom trabalho, logo o susto do primeiro momento deu lugar ao empenho em buscar soluções.
               Nós professores e os funcionários da escola tivemos aulas semanais em formato de oficinas com um professor surdo, para aprendermos um pouco de LIBRAS e assim podermos nos comunicar com o menino e para facilitar a comunicação com as outras crianças. Preparamos materiais como jogos, alfabetos, identificamos objetos e espaços da escola, como já fazemos na Educação Infantil, nesse caso além do nome escrito incluímos em LIBRAS.
               Assim o menino foi ampliando seu vocabulário e as demais crianças foram aprendendo LIBRAS e a comunicação e a interação entre eles começou a acontecer. Foi por pouco tempo, no ano seguinte ele passou para a EMEF Especial para Surdos, hoje Escola Bilíngue. A professora que tinha no início tinha muitas dúvidas e inseguranças, relatou-me que após essa experiência, começava a acreditar que a inclusão mesmo não sendo fácil é possível, pois percebeu que todos se beneficiaram. Numa escola inclusiva é preciso incluir e integrar todos, se não for assim, deixa de ser inclusão.


               Sei que não é fácil, que muito ainda temos que fazer, muito a aprender, os recursos são escassos, muitos alunos, cada um com suas peculiaridades, mas sendo LIBRAS, agora incluída na formação de professores, considero que seja um início. É natural o estranhamento ao que não conhecemos, mas esse estranhamento diante do novo, do desconhecido não deve nos paralisar e sim nos impulsionar em direção a superação das nossas dificuldades.