Felicidade na escola Assisti alguns dos filmes indicados na interdisciplina Escolarização espaço e tempo na Perspectiva Histórica, em alguns momentos me
identifiquei como professora, em outros com questões vivenciadas pelos alunos.
São tantos anos de escola, tantas vivencias como aluna, como professora.
Difícil é escolher uma para relatar, poderia buscar na minha infância, no
inicio da minha vida profissional ou em momentos mais recentes.
Como professora lembro-me que em 2009, na escola em que trabalho houve mudança de direção escolar, foi um ano muito
difícil, por questões de adaptação a nova administração na escola. No início do ano assumi uma turma de
jardim da escola em que trabalho, mas as aulas aconteciam em outro espaço, em
uma escola estadual no turno da tarde. Na escola onde trabalho as coisas ficaram
muito difíceis, após a troca da direção. As manhãs eram complicadas, o ambiente
pesado, onde era muito difícil trabalhar e consequentemente difícil ser feliz.
Mas ao me dirigir para a outra escola, andando por cinco minutos, já começava a
ser feliz, lá encontrava um ambiente muito agradável, alunos entusiasmados,
autonomia para trabalhar. Passamos por algumas adversidades, como obras na
escola, o que ocasionou o desalojamento da turma, alterando nossa rotina de
trabalho. Trocamos de sala, passamos dois meses trabalhando em um espaço
improvisado na biblioteca e depois um mês no saguão, todos os dias precisávamos
buscar e guardar nossos materiais em uma outra sala, mesmo assim naquela
escola, naquele momento fomos felizes, eu e meus alunos que ali estavam vivendo
sua primeira experiência escolar. Hoje quando encontro alguns deles, lembram de
tudo com muita alegria, como se fosse uma aventura.
"A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles."
(Albert Einstein)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Pensando avaliação
Nesses últimos dias do ano em que estou, na
escola, terminando de redigir os pareceres descritivos do segundo semestre, avaliando
o crescimento e o desenvolvimento dos alunos diante das atividades experiências
e vivências ofertadas. Consequentemente avalio também meu desempenho durante o
ano como professora. Ao ver os progressos dos alunos, posso identificar o resultado
minhas ações. Pensar avaliar e repensar meu trabalho, para cada vez mais contribuir
para a formação dos meus pequenos.
É tão bom
chegar ao final do ano e ver como crescemos todos juntos.
sábado, 5 de dezembro de 2015
FINAL DO SEMESTRE CHEGANDO
Essa frase de Rubem
Alves ilustra e de certa forma explica os sentimentos que me acompanham nesse
final de semestre. Workshop, Retrato da Escola, conclusão das interdisciplinas,
postagens no blog, juntamente com outros compromissos profissionais e pessoais.
Sinto-me angustiada, presa, amarrada, meus pensamentos se misturam e fogem.
Aguardo as borboletas, elas virão,
lindas, fortes e saudáveis. Dando ao final de 2015 mais colorido e alegria.
No dia 31 de agosto tivemos a primeira aula presencial do semestre. Nessa aula fomos convidadas a pensar na infância. Mas para mim foi muito emocionante estar novamente em aula como aluna. Na mesma semana, na quinta-feira, mais uma aula presencial, seminário integrador I, em que de tão nervosa (ou ansiosa, não sei bem), esqueci até a senha do meu email. Adaptação de horários, trânsito, dirigir por lugares em que não estava habituada, já que não sou muito experiente, novos lugares, novas, pessoas, novos desafios, novas ferramentas, enfim, um turbilhão de pensamentos, sentimentos e emoções tomando conta de mim, que até hoje sinto dificuldade de organizar para escrever, comecei várias vezes. Mas vamos lá!
As interdisciplinas me fizeram viajar no tempo. Primeiro pensar nas “infâncias”: a que tive juntamente com meus irmãos, em que não tínhamos muita participação no mundo adulto, brincávamos em um pátio grande, poucas obrigações, e algumas privações, já que nossa família tinha poucos recursos, a mãe trabalhava em casa e o pai trabalhava bastante, mas em suas horas de folga sempre nos dava atenção, cantava e contava ‘’causos’’, como ele dizia, repetindo os que mais gostávamos. Em contrapartida, não nos era permitido fazer muitas perguntas, com frequência ouviamos como resposta: “isso não é assunto pra criança”. Pensei na infância relatada por meus pais, em que muito cedo as crianças passavam a assumir tarefas hoje consideradas de adultos, se responsabilizando pelos cuidados com os irmãos menores, pela casa e pela alimentação deles, outros acompanhavam os pais no trabalho, ali também trabalhando como os adultos, mas segundo eles essas tarefas, embora pesadas e cercadas de cobranças e exigências, eram feitas naturalmente, pois era a vida que eles conheciam. Na escola pouco iam, se tivessem dificuldades, era melhor não insistir, se aprendeu a ler já está bom, se já cresceu é melhor ir trabalhar. A infância de meus filhos, em um primeiro momento cuidados em casa por mim, depois pela avó, em alguns períodos, e também indo para a creche, que naquela época começava a ter um olhar não apenas de cuidar, mas também de educar, em casa sem tantas privações, mas ainda com algumas dificuldades, sempre precisando esperar um pouco para ter seus desejos atendidos, ou tendo que lidar com a frustração de não ser atendido. Observando as crianças com as quais trabalho, percebo que cada vez mais cedo, vão para a escola, onde são cuidadas e estimuladas em todos os aspectos. Passam lá muitas horas do dia. A maioria são filhos únicos, têm em casa muitos brinquedos, , seus pais têm como objetivo dar a elas o que não tiveram em sua infância, mas não têm tempo, pois trabalham muito para satisfazer suas necessidades e vontades, estimulando assim o consumismo cada vez mais cedo, como vimos em aula. Porém ainda tem crianças que vivem uma infância como a minha, como a de meus pais, cada indivíduo vive sua história como ela se apresenta, de forma única. Mesmo em uma mesma família, e ao mesmo tempo a percepção de cada um é diferente.
Junto a todos esses pensamentos, vieram as memórias provocadas pela interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica, como escolhi ser professora, lembranças, momentos especiais, comidas, cheiros, pessoas que já se foram, outras que há muito não vejo, músicas muitas músicas, minhas primeiras lembranças escola, o processo de alfabetização, que para mim foi tranquilo. Foi muito bom reviver tudo isso, para seguir em frente encarando as dificuldades com o moodle, fóruns, blogs, enfim, essas novas ferramentas, esse novo jeito de estudar, tudo isso que é novo para mim, e por vezes me deixa inquieta e desconcentrada, me leva e pensar o quanto muitas vezes a sala de aula e todas aquelas informações que vamos tentando passar para nossos alunos podem ser apavorantes se eles estiverem, preocupados com outros assuntos, ou passando por alguma situação difícil, como por exemplo adaptação a uma nova rotina ou escola.