quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Questões Étnico-raciais

 A interdisciplina Questões Étnico-raciais  na Educação: Sociologia e história é um convite a reflexão sobre as relações de raça e etnia na educação, contextualizando os movimentos e grupos étnicos e raciais nos diferentes tempos e espaços, com ênfase no estudo das questões: afro e indígenas no Brasil e no Rio Grande do Sul. Com a leitura dos textos e reflexões teórico-práticas que nos possibilitou a compreensão da diversidade étnico-racial, na complexidade social em que cada um se insere e se constitui, individual e coletivamente. Para tal compreender o lugar histórico de cada indivíduo sua etnia é de fundamental importância entendermos como os povos de matriz africana “Afrodescendentes" foram tratados na história e construção dos costumes que levaram ao um sistema de preconceito e racismo estrutural que levou a atual desigualdade social. A luta dos movimentos sociais que ajudaram a criar leis representadas através de políticas públicas com o objetivo de reparação ao retrocesso vivido por estes povos.
Algumas situações vivenciadas no cotidiano escolar são originadas na cultura que alimenta esta desigualdade.  Com o objetivo de contribuir para uma cultura de paz foi criado pelo Ministério da Educação / Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade: Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais Brasília: SECAD, 2006.  A cartilha entre outros assuntos traz Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana PARECER CNE/CP 003/2004. RESOLUÇÃO CNE/CP Nº. 001/2004 - LEI 10.639/03. Dando suporte aos professores na sua prática pedagógica com as crianças, adolescentes e adultos nas instituições de educação.
                      Infelizmente ainda esbarramos na falta de cumprimento destas leis, pois para sua real efetivação é necessário sensibilização, compreensão e comprometimento dos professores, equipe diretiva e secretarias de educação.

Referencias:
.mailto:Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais Brasília: SECAD, 2006. em mailto:https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2116579/mod_resource/content/2/Orienta%C3%A7%C3%B5es%20e%20A%C3%A7%C3%B5es%20para%20a%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20das%20Rela%C3%A7%C3%B5es%20%C3%89tnico-Raciais.pdf

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Relembrando e Compartilhando Experiências sobre Inclusão


           O texto “História, conceito e tipos de deficiência”   e o vídeo da professora Izabel Maior trouxe muitos esclarecimentos quanto aos tipos de deficiências e os desafios encontrados pelas pessoas que apresentam uma ou mais deficiências. Em todos esses anos de trabalho na educação infantil tive alguns contatos com alunos com deficiência, a primeira vez que recebi um aluno de inclusão foi no ano 2000, ele ouvia, mas não falava e apresentava deficiência intelectual (cognitiva). 
              Era um menino prestes a completar 6 anos, vivendo sua primeira experiência escolar, e de interação social, pois sua família mostrava-se extremamente superprotetora e frequentar a escola de educação infantil foi recomendação médica. Em nosso primeiro encontro ele me olhava pulava e gritava, os outros alunos não presenciaram este encontro.  Eu tinha pouca experiência na época, mesmo percebendo que seria uma tarefa difícil, considerei como um desfio, e como eu tinha um vínculo muito forte com a turma em que trabalhava, busquei sensibiliza-los e consegui que colaborassem e auxiliassem na adaptação e na inclusão desse aluno. Tive apoio de técnicos da SME, psicóloga, fonoaudióloga, psicopedagoga o que considero contribuiu muito para os avanços e aprendizagens do menino que ao final daquele ano já brincava e interagia com os colegas, participava de jogos e brincadeiras, demostrava algum interesse em realizar as atividades propostas e começava a pronunciar algumas palavras. 
                   Essa foi uma experiência positiva. Depois disso já tivemos casos na escola em que nos sentimos totalmente abandonadas, à deriva, pouco ou nenhum apoio das famílias e da equipe   diretiva e da SME.    Atualmente na minha turma não tenho nenhum aluno com deficiência, mas percebo que as professoras estão mais preparadas, não só no que diz respeito ao trabalho pedagógico com os alunos portadores de necessidades educacionais especiais, como também estão buscando amparo legal para a inclusão seja efetiva. É um longo caminho.

Referências: 
MAIOR, Izabel, Historia, Conceitos e Tipos de Deficiência. Disponível em <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2206603/mod_resource/content/1/Hist%C3%B3ria%2C%20conceito%20e%20tipos%20de%20defici%C3%AAncia.pdf> acesso em 12 de janeiro de 18.

MAIOR, Izabel: BEZERRA, Benilton. DEFICIÊNCIAS e Diferenças. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=27&v=29JooQEOCvA. Acesso em 12 de janeiro de 18. 

“E se fosse ao contrário?”





        O vídeo “e se fosse ao contrário?” traz no titulo uma pergunta e um convite a reflexão   sobre deficiência, incapacidade e desvantagem. quando o ambiente é favorável, adaptado as desvantagens são reduzidas, mesmo quem apresenta deficiência, tem suas capacidades reveladas. Então é importante que se crie condições para que todos tenham oportunidades para se desenvolverem ampliando suas capacidades e potencialidades mesmo nas diferenças. 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ED1HNWDhKaE (acesso em 10 de janeiro de 2018)

Sobre Crocodilos E Avestruzes



A autora Ligia Assumpção do Amaral, no texto: “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação” fala sobre inclusão, dos preconceitos, mitos e barreiras que enfrentamos ao lidar com o diferente, faz isso através de metáforas e analogias.
Sobre ser diferente diz que “diferente” é tudo o que foge a um modelo
Para avaliar se alguém é diferente costumamos utilizar alguns critérios como critérios estatísticos, a média ou a moda, não são esses bons critérios. Critérios estrutural/funcional (biológicos) um pouco mais adequado, segundo a autora é e o critério de cunho psicossocial como o do tipo ideal, geralmente são padrões idealizados.
Alguns entraves cercam e dificultam o trabalho de inclusão. Primeiro os mitos que cercam a deficiência. Explica isso fazendo a analogia com os crocodilos. Dizendo que, se pensarmos num castelo medieval cercado por um fosso com crocodilos esses crocodilos seriam os mitos os preconceitos. O castelo seria a verdade sobre os fatos, a ponte então seria a oportunidade do encontro com a verdade.     Os Mitos mais comuns quando se fala em deficiências são generalização indevida, correlação linear, contagio osmótico. Outro entrave seriam as Barreiras atitudinais intrínsecas (preconceitos agem como filtros) procurando negar a diferença.
              Outra analogia que ela faz é a do Avestruz, que enfia a cabeça na terra para fugir dos perigos, agimos assim quando utilizamos mecanismos de defesa para lidar com as deficiências, negando ou afastando tudo que causa ansiedade, tensão, desconforto.  
             No texto também são conceituadas deficiência incapacidade e desvantagem:
Deficiência é aquilo que anatomicamente está faltando no corpo ou que a sua funcionalidade não está sendo atendida.
Incapacidade refere-se à restrição de atividades, é aquilo que se deixa de fazer por conta da deficiência.
Desvantagem refere-se à condição social de prejuízo, é o papel social que não se consegue fazer por conta da deficiência, da incapacidade, quando faltam condições de interação com o meio.  
             E o vídeo “e se fosse ao contrário” leva a refletir sobre esses conceitos, quando o ambiente é favorável, adaptado as desvantagens são reduzidas, mesmo quem apresenta deficiência, tem suas capacidades reveladas. Então é importante que se crie condições para que todos tenham oportunidades para se desenvolverem ampliando suas capacidades e potencialidades mesmo nas diferenças.
            Muitas vezes nos preocupamos com o fato de ainda não estarmos preparados para determinada situação, nos apegamos ao que nos falta deixando que isso nos limite, quando que o mais indicado seria analisar e administrar o que temos, e estabelecer metas para alcançar o que necessitamos. Como já vi acontecer na escola ao ser dada a notícia de que receberíamos um aluno deficiente. Antes de sua chegada já se havia criado um estereótipo, uma barreira, sem nem ao menos tomar ciência da real situação.
      Não há problema nenhum ser diferente, a deficiência existe e não há problema com ela. O problema é como que a gente lida com isto, devemos estabelecer o parâmetro de comparação que deve ser o motivo da nossa reflexão.  Como definimos a nós mesmos e como definimos o outro.


Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.


Mediação

O vídeo como o próprio título sugere, explica como foram criadas e a que se propõe as teorias da psicologia do desenvolvimento. A psicologia do desenvolvimento se pergunta sobre a interferência o tempo de vida nos processos da criança. Preocupa-se com as mudanças ao longo da vida e estuda que fatores promovem essas mudanças.   Para isso utiliza-se das Teorias psicogenéticas que priorizam a interação e a construção do conhecimento. Interação explicada da seguinte maneira por Piaget, Vygotsky e Wallon,

 

Piaget – mediação é a ação da criança. - As necessidades levam a ação, as ações serão desequilibradas pelas transformações que aparecem no mundo.

Cada nova conduta vai reestabelecer o equilíbrio e construir um equilíbrio ainda mais estável que o anterior.

 

Vygotsky – mediação pela cultura – ferramentas culturais interferindo na interação com pessoas e com o meio. 

 

Wallon –quem faz a mediação são as emoções, elas estruturam até as primeiras cognições. Podem ser consideradas como a origem da consciência, provocam mudanças na inteligência e impulsionam o desenvolvimento mental.

 

Para Piaget, cada nova conduta vai estabelecer o equilíbrio e construir um equilíbrio ainda mais estável que o anterior. Etapas sequenciais superando fases anteriores.  O desenvolvimento se dá por etapas, todo o conhecimento começou de algum ponto e assim etapas anteriores possibilitaram uma nova etapa na aprendizagem.

 

São aspectos estudados pela Psicologia do Desenvolvimento: o desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento afetivo, desenvolvimento social e desenvolvimento psicomotor.



Referências:

Introdução à Psicologia do Desenvolvimento, Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=7GEV7HOsETM . acesso em 10 de janeiro de 18.



 

Glossário - Epistemologia Genética




            Organizei um pequeno glossário com alguns termos para melhor compreender epistemologia genética, estudos do modulo 4 da interdisciplina Desenvolvimento sob o Enfoque da Psicologia II.


A aprendizagem é o resultado do processo da motivação e interesse gerados pelas provocações formuladas para gerar o interesse e, por conseguinte acarretar mudanças de comportamento e no desempenho dos resultados nas atividades. A aprendizagem ocorre de forma provocada por situações externas.

Cognição remonta as estruturas biológicas, a estrutura biológica se faz psicológica na interação com o meio e se faz cognitiva na interação com o meio sem nunca deixar de ser biológica.

Conhecimento, o conhecimento não vem pronto, nem imposto pelo meio, acontece com interação entre condições internas do sujeito e do meio.  É na interação com o objeto que o sujeito constrói sua aprendizagem

Construtivismo valoriza a ação do sujeito, esta ação é essencial para que haja aprendizagem, pois é na interação com o objeto que o sujeito constrói sua aprendizagem.

Desenvolvimento é um processo espontâneo que está ligado a embriogênese.  O desenvolvimento explica a aprendizagem.  Se dá por sucessivas aprendizagens.

Embriogênese desenvolvimento do corpo do sistema nervoso e das funções mentais.

Epistemologia genética é o estudo da origem do conhecimento humano, criada pelo biólogo francês Jean Piaget (1896- 1980). O texto é bem complexo, necessitando de bastante reflexão. Mas pelo que li e entendi essa teoria defende que todas as características e as capacidades de conhecimentos que adquirimos, assim como as transformações no desenvolvimento humano são resultados dos processos de maturação e de aprendizagem.

Equilibração ou autorregulação que seria a organização atividades mentais a partir dos conflitos chamados por ele de conflitos cognitivos que temos com o meio.

Estádio é o lugar onde acontecem coisas interessantes, é um tempo em que acontecem coisas importantes.  As pessoas passam por diversos estádios pois precisam destes contextos para desenvolver-se como indivíduo.

Espontâneo (é aquilo que não é determinado pelos estímulos escolares, mas que de modo nenhum é independente dos estímulos sociais).

Maturação nada mais é do que o resultado dos processos orgânicos ou das mudanças que ocorrem dentro dos indivíduos. Essas mudanças independem das condições ou experiência externa. Esse desenvolvimento é uma continuação da embriogênese;

Objeto para Piaget é a totalidade do que o sujeito não. É o meio, o cotidiano e todas as relações sociais.

Papel da experiência dos efeitos do ambiente físico na estrutura da inteligência.

Psicologia genética se refere ao desenvolvimento individual a ontogenia.

Transmissão social em sentido amplo transmissão por linguagem, educação, etc.





Referencias:
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
PIAGET, Jean. Development and learning. In LAVATTELLY, C. S. e STENDLER, F. Reading in child behavior and development. New York: Hartcourt Brace Janovich, 1972. (Trad.: Paulo F. Slomp, prof. FACED/UFRGS. Revisão: Fernando Becker, PPGEdu-UFRGS). Para uso na aula de Psicologia da Educação: Aprendizagem (EDU-01051) do Prof. Fernando Becker (2007/2)

Introdução à Psicologia do Desenvolvimento, Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=7GEV7HOsETM . acesso em 10 de janeiro de 18.

BECKER, Fernando. Jean Piaget: Aprendizagem e Conhecimento Escolar, Disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=R_XTeXesslI>. Acesso em 10 de janeiro de 18.

É Preciso Seguir em Frente

               Eixo VI, um eixo com muitas dificuldades pessoais que refletiram no meu desempenho acadêmico. No mês de maio meu pai faleceu repentinamente, e o que é natural passo por um período de luto, cada um de nós passa por esses momentos de forma particular. E além desse fato, eu já havia planejado uma reforma em minha casa o que teve início no mês de julho retornando à minha casa em outubro.  Durante o período da reforma passei na casa de minha mãe, o que consideramos importante para o momento que ela estava passando, assim minha rotina foi alterada. Na escola muitas mudanças, falta de professores, devido a aposentadorias, exonerações e mudança na direção da escola, o que resultou em sobrecarga de trabalho para todos.  Sem querer me estender, resumo: foi difícil, e nesse período a dificuldade de concentração foi muito grande, fui as aulas presenciais, li os materiais das interdisciplinas, mas não consegui realizar as atividades propostas. As práticas fiz, mas as produções escritas ficaram prejudicadas. E em muitos momentos foi grande a vontade de desistir, mas sei que só depende de mim seguir em frente, e com todas as dificuldades quando terminar sei que será uma grande conquista. Então o jeito é retomar e seguir. Vou concluir e postar os textos que já iniciei. Correr atrás do prejuízo como se diz. E hoje 26/12/2017, retomo as atividades.