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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

PIAGET X VIGOTSKY

Piaget e Vigotsky  se dedicaram ao estudo do desenvolvimento e da aprendizagem. O suiço Jean Piaget e o russo Lev Vigotsky eram contemporâneos,  Vigotsky morreu jovem aos 37 anos Piaget continuou seus estudos por décadas. Vigotsky teve contato e faz em suas obras referência aos estudos de Piaget, mas o contrario não aconteceu, pois a edição das suas obras na União Soviética, entre 1936 e 1956, foi proibida, o que fez com que suas ideias fossem difundidas no meio acadêmico anos após sua morte.    Piaget era biólogo, suas pesquisas  foram  influenciadas pela biologia,  psicanálise e pela psicologia.  Vigotsky, formou-se em Direito e Literatura (História e Filosofia), fez cursos de  medicina e interessou-se pela  psicologia  no trabalho de formação de professores, com os problemas de crianças com defeitos congênitos. ,  viveu na União Soviética criada pela Revolução Russa de 1917, esse contexto as ideias  marxista, a antropologia, a  sociologia e a psicologia influenciaram suas pesquisas.  
               Ambos, em suas teorias,  partilham da ideia de que o desenvolvimento se dá na interação e na construção do conhecimento,   por isso são chamados interacionista construtivistas.          O primeiro como biólogo privilegia a maturação biológica,  considerando que  como outros organismos   os seres humanos,  sendo todos de uma mesma espécie se  desenvolvem da mesma maneira e que fatores internos têm maior importância que os externos. Para Piaget o começo do conhecimento é a ação do sujeito sobre o objeto, pois aprender é modificar, descobrir, inventar. o conhecimento. Depende da etapa do desenvolvimento em que o indivíduo se encontra.  O  conhecimento é a equilibração/reequilibração entre assimilação e acomodação, ou seja, entre os indivíduos e os objetos do mundo.  Cada pessoa constrói ativamente o conhecimento na interação com o meio e forma individual.
        Para Vigotsky, o desenvolvimento cognitivo se dá pelo processo de internalização da interação social com materiais fornecidos pela cultural, isto é também na interação, mas na interação social com a cultura mediado pela linguagem e/na relação como outro.  Mesmo tendo biologicamente o potencial de se desenvolver, se não interagir não se desenvolverá.
Quanto ao desenvolvimento da linguagem: Piaget acreditava que o desenvolvimento cerebral individual na criança permite que ela desenvolva as competências necessárias para a aquisição da linguagem,  para Piaget o pensamento resulta da coordenação dos esquemas sensorimotores e aparece antes da linguagem. O desenvolvimento cognitivo acontece anteriormente ao desenvolvimento da linguagem. O sujeito se desenvolve primeiramente nos aspectos psicomotores, para ele os balbucios do bebê fazem parte do desenvolvimento cognitivo, que virá favorecer o desenvolvimento da linguagem. A partir daí esses acontecem paralelamente.
         Para Vigotsky, o desenvolvimento cognitivo e o desenvolvimento da linguagem são processos interdependentes, que acontecem simultaneamente  desde o nascimento, influenciados por fatores externos, o meio social e cultural em que está inserido. O choro os balbucios para ele já são o  A aquisição da linguagem é importante na formação do pensamento,  possibilita o aparecimento da imaginação, o uso da memória e o planejamento da ação. Para Vygotsky os signos (significante + significado, por ex.: mesa, mapa, livro) e sistemas de signos          (a linguagem, a escrita, o sistema de números) não têm um caráter individual, mas são compartilhados por uma sociedade. Sua origem é social e foram elaborados ao longo          da história social e cultural desta sociedade.
         Para ambos a interação do sujeito com o meio é que favorece o desenvolvimento, a aprendizagem e a construção do conhecimento. Para Piaget os fatores internos têm maior importância que os externos, enquanto que para Vigotsky os externos são mais importantes que os internos.
 Referências:
 
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo, PENSAMENTO E LINGUAGEM: PERCURSO PIAGETIANO DE INVESTIGAÇÃO, Psicologia em Estudo, Maringá, v. 11, n. 1, p. 119-127, jan./abr. 2006. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2390158/mod_resource/content/2/Percursos%20piagetianos.pdf  (acesso em: 28 de junho de 2018)
PPT Vigotsky A CONCEPÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE LEV S. VYGOTSKY E SUA INFLUÊNCIA NO CONTEXTO ESCOLAR.  Disponível em:    (acesso em: 28 de junho de 2018)
Vídeo Pensamento e Linguagem,  Disponível em:   https://www.youtube.com/watch?v=_BZtQf5NcvE
(acesso em: 28 de junho de 2018)

domingo, 5 de agosto de 2018

Wallon

Henri Wallon foi médico filósofo e psicólogo nasceu na frança em 1879 faleceu em 1962.  Viveu num período marcado pelas duas guerras mundiais (1914 -1918 e 1939 – 1945). Em 1925 fundou  um laboratório destinado à pesquisa e ao atendimento de crianças ditas deficientes. Em 1942, filiou-se ao Partido Comunista. Wallon dedicou-se ao estudo da criança por acreditar que esse era o melhor caminho para se compreender a origem dos processos psicológicos humano.  Ao estudar o desenvolvimento infantil Wallon estudou desenvolvimento de forma integral, tanto nos aspectos cognitivos, quanto motores e afetivos. Sua teoria representa um marco importante no pensamento pedagógico pois até então a afetividade era pouco considerada no processo educativo. Os trabalhos de Wallon situam-se nos campos da psicologia genética e da psicologia do desenvolvimento. A psicologia genética interessa-se pelas origens dos processos psicológicos e  a psicologia do desenvolvimento pelas mudanças que ocorrem nos seres humanos ao longo da vida. Wallon utilizou conhecimentos da antropologia,  psicopatologia,  neurologia e outras áreas de conhecimento para desenvolver seu trabalho de pesquisa. 
 Wallon não é o único teórico no campo da psicologia genética, mas é um dos mais relevantes.  Ele entendia que os processos psicológicos têm origem orgânica, ou seja biológica, mas que eles só podem ser bem compreendidos quando consideramos as maneiras pelas quais as influências sócio-ambientais interagem com esses processos,  tanto as condições orgânicas quanto às exigências sociais que influenciam o desenvolvimento psíquico. Wallon defende que o processo de evolução depende tanto da capacidade biológica do sujeito,  quanto do ambiente, que o afeta de alguma forma. Ele nasce com um equipamento orgânico, que lhe dá determinados recursos, mas é o meio que vai permitir que essas potencialidades se desenvolvam..  Nós nos desenvolvemos na interdependência entre fatores biológicos e sociais.  O desenvolvimento do pensamento infantil,  segundo Wallon não ocorre de forma contínua,  ele é marcado por descontinuidades,  ou seja crises e conflitos,  essas descontinuidades são resultado do amadurecimento do sistema nervoso que traz novas possibilidades orgânicas para o exercício do pensamento e de alterações no meio social trazem situações novas e estímulos diferenciados. É do conflito entre essas duas condições que emergem o pensamento e a inteligência.  Ou seja, conflitos e contradições fazem parte do desenvolvimento psíquico normal da criança,  não são necessariamente problemas a serem combatidos pelos educadores,  as crises muitas vezes são dinamizadoras do processo desenvolvimental e portanto benéficas.  A inteligência para Wallon se desenvolve após afetividade, surge de dentro da afetividade,  estabelece com ela certa relação de conflito. Como quando aprendemos com maior facilidade aquilo de que gostamos do que o que não nos agrada. 
Para Wallon, a cognição está alicerçada a quatro categorias de atividades cognitivas específicas,  denominadas campos funcionais  que são: o movimento, a afetividade, a inteligência e a pessoa. 
 O Movimento que é o primeiro sinal de vida psíquica que da criança ao nascer e  vai permear todas as idades e todos os campos.  Walon  discrimina duas dimensões do movimento
Movimentos instrumentais que é a  ação direta sobre o meio físico, como por exemplo:  as  ações executadas para alcançar um objeto imediato
- Movimentos expressivos têm uma função comunicativa, estando usualmente associada a outros indivíduos ou sendo usados para estruturação do pensamento. 
A Afetividade    é a primeira forma de interação com o meio ambiente, a motivação primeira do movimento, o elemento mediador das relações sociais e a base do desenvolvimento do terceiro campo funcional, a inteligência. 
 A Inteligência na obra de Wallon, inteligência tem um significado bem específico, estando diretamente relacionado com duas importantes atividades cognitivas humanas o raciocínio simbólico e a linguagem. 
A Pessoa é o campo funcional responsável pelo desenvolvimento da consciência da identidade do eu. 
Ao nascer o bebê é frágil exige cuidados de outros  seres humanos para que sobreviva  e se desenvolva.  Essa condição de dependência nos primeiros anos de vida é responsável por nos tornamos seres afetivos.  A  emotividade do bebê expressa no choro e grito mobiliza o adulto para atender às suas necessidades,  logo a expressão emocional é uma linguagem, com função fundamentalmente social usada para comunicar necessidades,  essa atividade tem raízes biológicas, mas ao mesmo tempo uma função social. Afetividade é diferente de  amor e carinho.  Todos somos afetados por elementos externos como o olhar do outro, um objeto que chama atenção, mas também somos afetados por elementos internos, como a fome e as lembranças, então a afetividade é a capacidade de sermos afetados de forma positiva ou negativa por eventos externos e internos. O choro da criança por exemplo afeta o adulto que cuida dela, esse caráter contagiante da atividade humana permite que as expressões afetivas como choro sejam culturalmente interpretadas pelo adulto que então age para atender a criança é no contexto dessa interação emocional e social que se dá o desenvolvimento cognitivo da criança,  mas Wallon ainda destaca a importância das atividades motoras nesse processo,  pois o bebê também expressa sua emotividade por gestos,  expressões faciais,  agitação corporal.  O ato motor é uma atividade expressiva que comunica os estados emocionais do bebê e o mesmo tempo gera estados emocionais nos adultos. Na medida em que a função simbólica se desenvolve,  ou seja,  que a criança se torna capaz de pensar sobre coisas que não estão presentes de ver o desenho de um cachorrinho e associá-lo mentalmente a um animal real,  essa sofisticação das capacidades cognitivas permite a internalização dos atos motores,  quer dizer os atos motores vão diminuindo porque a criança desenvolve outros recursos para se comunicar como as palavras,  além disso ela adquire maior controle sobre o ato motor.  
Para Wallon o desenvolvimento humano não acontece de maneira linear, mas em sua teoria propõe cinco  estágios do desenvolvimento:  
- Estágio impulsivo emocional é predominantemente afetivo,  onde a criança está imersa no mundo e não consegue se distinguir dele,  as emoções são o principal instrumento de interação com o meio.  A coordenação motora  ainda não está muito bem desenvolvida.  Aproximadamente de 0 a  1 ano.  
- Estágio sensório motor e projeto é uma fase onde a inteligência predomina e o mundo externo prevalece nos fenômenos cognitivos. Os pensamentos, nesse estágio, muito comumente se projetam em atos motores. Aproximadamente de 3 meses a 3 anos.
-Estágio do personalismo  marcado pela formação dos aspectos pessoais da criança, ou seja, da sua personalidade e da autoconsciência. A criança tende a apresentar a 'crise negativista': a criança acaba por se opor sistematicamente ao adulto. Aproximadamente de 3 a 6 anos.  
Estágio categorial  e começa o processo de categorização mental onde a criança tem um salto em seu desenvolvimento humano. Aproximadamente de 6 a 11 anos. 
Estágio da adolescência é um estágio caracterizada -mente afetivo, onde o individuo passa por uma série de conflitos internos e externos. Aproximadamente a partir dos 11/12 anos. 
Wallon  não estabeleceu idades limites para cada estágio,  como também não especificou um estágio final.  Para ele o processo de aprendizagem acontece  ao longo de toda a vida do indivíduo. Afetividade e cognição estarão, dialeticamente, sempre em movimento, alternando-se nas diferentes aprendizagens que o indivíduo incorporará ao longo de sua vida.

Referências 
Apontamentos sobre a teoria de Henri Wallon Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2448208/mod_resource/content/1/Henri%20wallon.pdf Acesso em: 15 de julho de 18.
FERREIRA, Aurino Lima. ACIOLY- REGNIER, Nadja Maria. Contribuições de Henry Wallon à relação cognição e afetividade na educação. Revista Educar n. 36, p. 21 a 38. Curitiba: 2010. Editora UFPR.Henri wallon Disponível em:. https://www.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=8BN9RtRMdXE Acesso em: 15 de julho de 18.
Henri wallon (1) - afetividade e inteligência | teoria psicogenética, Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-6vuFpW9dFs   Acesso em: 15 de julho de 18.
Henri Wallon Coleção Grandes Educadores. Disponível em:         https://www.youtube.com/watch?v=BgLiZLAa4hA   Acesso em: 15 de julho de 18.
 HENRI PAUL HYACINTHE WALLON. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Henri_Paul_Hyacinthe_Wallon&oldid=52466559>. Acesso em: 27 jun. 2018.
MAZIN, Gabriel. Estágios do Desenvolvimento para Henri Wallon. Disponível em: http://www.blogpsicologos.com.br/psicologia/desenvolvimento-humano/item/98-estagios-do-desenvolvimento-para-henri-wallon Acesso em: 15 de julho de 18.
SALLA, Fernanda. O conceito de afetividade de Henri Wallon. In: Nova Escola (Online), 1º Out. 2011. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/264/0-conceito-de-afetividade-de-henri-wallon Acesso em: 11 de julho de 18.

COMÊNIO PAI DA DIDÁTICA

Jan Amos Komenský (em português Comenius ou Comênio),nasceu em 28 de março de 1592,, em Niwnitz, na Moravia. em uma família protestante, perdeu seus pais e irmãos aos 12 anos, passou aos cuidados de uma tia paterna e entrou na escola Unitas Fratrum. foi um religioso, professor, cientista e escritor checo, considerado o " Pai da Didática ".  
Comênio vivenciou várias guerras, dificuldades e injustiças pois, seguiu carreira religiosa do grupo protestante Irmãos Boêmios. Sendo assim teve que fugir para a Polônia quando, no início da Guerra dos 30 Anos, em 1618, o rei Ferdinando II decidiu reimpor o catolicismo na Boêmia. Sua revolta com a situação o levou a escrever obras filosóficas e pedagógicas satirizando a ordem vigente e propondo mudanças radicais. Comênio, de fato revolucionou a sociedade de sua época. Num momento histórico em que o habitual era o uso da " palmatória ", Comênio lutava por uma escola na qual as crianças seriam respeitadas como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites.
Segundo Comênio Didática é a arte de ensinar, e assim como a religião, a educação é feita para o homem, e não o homem para educação. De acordo com ele o homem é um ser dotado de razão, e por isso o mesmo pode entender a si e a todas as coisas que o norteiam. O filosofo Comênio combateu o sistema Medieval, defendeu o ensino de “tudo para todos” e foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência das crianças. A prática escolar para Comênio deveria imitar os processos naturais, “a natureza”, onde os interesses das crianças deveriam ser relevantes, e o professor passaria então a ser encarado como um profissional, e como tal deveria ser bem remunerado. Comênio defende a ideia da natureza como modelo de ensino, Para  Comênioo desejo pelo saber se manifesta na infância, defendia a educação desde a infância, com espaços apropriados que deveria ser a escola que deveria ser uma oficina de humanidade. Quanto ao conteúdo de um currículo, para a educação infantil, refere-se, inicialmente, à aquisição da linguagem, atentando para as formas de raciocínio implícitas na conversa cotidiana das crianças, para desenvolver habilidades cognitivas básicas, que aparece no que ele denomina de Escola Materna de 0 aos 6 anos.          Comênio no século XVII, foi  pioneiro na proposta de uma educação democrática, que incluísse a todos, pobres, ricos, homens, mulheres, inteligentes e menos capazes. Na sua Didática Magna, prega um ensinar tudo a todos totalmente. Considerava  que Didática Magna, ou Tratado da Arte Universal de Ensinar Tudo a Todos , seria um método seguro de instituir em todas as comunidades, escolas para a formação de jovens, independente de sexo ou classe social. Nesse sentido a proposta de Comênio se constitui pioneira na democratização do ensino, onde mulheres e os menos favorecidos socialmente também são incluído             Para Comênio a aprendizagem está ligada à uma forma de percepção do mundo necessário  de que a criança, enquanto sujeito do conhecimento, vá tomando consciência do que existe ao seu redor e comece a constituir as razões pelas quais as coisas se fundamentam. O processo de conhecimento se dá a partir da experimentação do mundo.         Comênio ainda enfatiza a necessidade de um método didático que estimule os alunos ele afirma que : “ a alguns não falta a aptidão para os estudos, mas a vontade; e obrigá-los a estudar contra a vontade é ao mesmo tempo, enfadonho e inútil.( Comênio, 1966, p173).
Referências:
COMÊNIO, João Amós. Didática Magna – Tratado da Arte Universal de Ensinar tudo a todos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966. 
GASPARIN, João Luiz. Comênio ou da Arte de Ensinar tudo a todos. Campinas, SP: Papirus, 1994

DESCOBRINDO O MUNDO COM OS ANIMAIS




Turma mista Berçário/maternal I – 0 à 3 anos

Duração: 3 semanas

Áreas do conhecimento:

·         Movimento
·         Música
·          Artes Visuais
·         Linguagem Oral e Escrita,
·          Natureza e Sociedade e
·         Matemática

Justificativa

                    Durante o período de adaptação percebemos Tema o grande interesse demonstrado pelos alunos da turma Berçário/maternal I por atividades, histórias e músicas que tenham como tema os animais. É nessa fase que a criança apresenta grande desenvolvimento de suas potencialidades físicas, motoras, cognitivas e sócio afetivas. Acreditamos que através deste projeto criaremos oportunidades para o desenvolvimento das capacidades de cada um, proporcionando ao grupo experiências significativas.

Objetivos Gerais

                    Oportunizar à criança a participação em atividades lúdicas que envolvam movimento, musicalidade, literatura, linguagem oral, artes plásticas, autonomia, sociabilidade e iniciação de alguns conceitos dentro da faixa etária,

Objetivos específicos

·         Promover o desenvolvimento da linguagem através das interações com o adulto e com outras crianças.
·          Desenvolver a expressão oral e corporal, através de atividades que envolvam a imitação de animais.
·         Oportunizar a participação em atividades, brincadeiras, contação de histórias, dramatizações e canções que envolvam o tema.
·         Proporcionar e incentivar o desenvolvimento de sentimentos positivos em relação aos animais (respeito, proteção).
·         Oportunizar o estabelecimento de algumas diferenças e semelhanças entre os animais.
·         Estimular a fantasia, a imaginação e a afetividade através de brincadeiras, histórias e dramatizações, com o uso de fantoches máscaras e fantasias. 
·         Oportunizar atividades em que se movimentem de forma variada.
·         Oportunizar a exploração das diversidades sonoras (sons dos animais).
·          Oportunizar a manipulação de diversos materiais explorando suas características e propriedades.
·         Promover a ampliação do vocabulário.
·         Promover e incentivar o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático.
·         Promover a ampliação do conhecimento das crianças sobre os animais (características, alimentação, habitat, locomoção).

Metodologias

·         Leitura de histórias que tem como tema os animais.
·         Contação de histórias utilizando recursos variados, fantoches, gravuras, livros, sanfona, DVD.
·         Manuseio de livros de materiais, formatos e tamanhos variados.
·         Manuseio de brinquedos de materiais variados como borracha, pelúcia, tecido e plástico.
·         Exploração de materiais como tinta têmpera, massa de modelar, giz de cera, papeis, cola, sucata...
·         Observação e identificação dos animais em fotos e gravuras.
·          Montar um mural com fotos de seus animais de estimação.
·          Falar sobre os animais de estimação. 
·         Cantar músicas relacionadas ao tema.
·         Imitação do som dos animais.
·         Imitação do som dos animais.
·         Observação de animais no pátio e nos arredores da escola.
·         Participação em jogos, brincadeiras e atividades da rotina que envolvam conceito matemáticos, relações espaciais, cores, classificação e seriação.
·         Passeio ao minizoo do Parque Municipal Getúlio Vargas.
·         Exposição de registros fotográficos das atividades .

Avaliação

               A avaliação ocorrerá de forma contínua, através de observações, registros diários e parecer descritivo, levando em conta o envolvimento do grupo, as interações e o desenvolvimento de cada um no decorrer do trabalho.


Pensando sobre Planejamento de Ensino: um ato político-pedagógico




MOMENTOS
PRINCIPAIS IDÉIAS
DEGUSTAÇÃO
RELAÇÃO COM A PRÁTICA
  1. “Escola e realidade social”



A variável inicial a ser considerada no planejamento do ensino diz respeito à escola e às suas relações com a  realidade social para a qual a ação pedagógica será planejada.
Para que se possa planejar de maneira eficiente é imprescindível conhecer a realidade social em que a escola está inserida, quais suas possibilidades e necessidades.
Para que o planejamento esteja relacionado com a realidade social da escola, procuramos estar atentas e informadas quanto aos fatos e  acontecimentos a que nossos aluno estão expostos e de que forma são afetados por estes.
  1. “Retrato sociocultural do educando”



A ação pedagógica escolarizada, quando consciente, não poderá, pois, distanciar-se da intenção política do tipo de ser humano que a educação pretende promover, para que não  incorra na arbitrariedade pedagógica e política do ato  educativo. No entanto, o tipo de cidadão que a escola pretende promover por meio da ação pedagógica estará  sempre ligado à concepção que se tenha de sociedade, de  educação e da pessoa em desenvolvimento. 
Conhecer a realidade social em que a escola está inserida, como são constituídas as famílias, como vivem, que olhar direcionam a criança, como estão educando seus filhos e quais suas expectativas em relação a  escola.
De acordo com a PPP da escola, as professoras devem na ocasião do ingresso da criança na escola realizar uma entrevista com os pais ou responsáveis por ela. Mas algumas vezes esta entrevista não acontece ou acontece tardiamente. Devem acontecer nos horários de planejamento da professora, que muita vezes não coincide com os horários que os pais possam ir à escola. Neste ano, agora no mês de maio, algumas professoras ainda não conseguiram concluir as entrevistas. Eu conclui, tenho 15 alunos e tendo consciência da importância desse momento para a realização do trabalho, me propus a fazer as entrevistas em horários que fossem mais favoráveis aos pais. Para isso agendei com eles, e fui a escola recebê-los fora do meu horário habitual.


  1. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”


- Um objetivo de ensino aprendizagem concreto só tem valor se ligado a um conteúdo programático também concreto.

- Todo  objetivo  de  ensino-aprendizagem deve necessariamente se preocupar com o objetivo maior de todo  sistema educacional, isto é, proporcionar meios para a  formação do homem crítico e criativo, independente e  competente, que domine um corpo de conhecimentos que  propicie a assimilação crítica e consciente da ciência em  estudo (matéria de ensino) e toda a problematicidade do  contexto social e seus múltiplos conflitos e contradições. 

- Só atingimos os objetivos, se o planejamento  despertar o interesse do aluno, que precisa sentir-se contemplado na proposta do professor. Caso isso não ocorra o professor pode e deve rever o planejamento e modificá-lo,
Levar em consideração  o contexto social em que o aluno está inserido, incluindo suas vivencias para que a aprendizagem se dê de forma mais significativa.
  1. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”






- busca e a organização  de caminhos, de metodologias de trabalho que visam promover concretamente a aprendizagem dos conteúdos e  habilidades que propiciam ao aluno a assimilação crítica da  matéria de ensino. 
-. O procedimento de  ensino eficaz, ou seja, a intervenção pedagógica qualitativa é  um procedimento flexível que atende, ao mesmo tempo, à  estrutura da matéria de ensino e às características  assimilatórias do grupo de alunos.
- O objetivo maior desse processo
pode, assim, ser  resumido na premissa: pensar para repensar...repensar para agir...agir para transformar..., na qual o pensar para  repensar é o início de toda a ação que se preocupa com o  agir depois do pensar para repensar, cuja finalidade objetiva e  material será transformar algo situado a partir do agir-  reflexivo. 

Para que os objetivos sejam alcançados concretamente é preciso que o planejamento esteja apoiado na reflexão.
Os momentos de planejamento compartilhado, como em reuniões pedagógicas são importantes para que se possa entre professores funcionários e equipe diretiva da escola se possa organizar o planejamento de forma que o percurso do aluno na escola o leve não somente as aprendizagens dos conteúdos como também refletir sobre eles, e os impactos destes em sua vida e no seu meio social e no mundo.
  1. “Avaliação da aprendizagem”



- O ato de avaliar não pode ser confundido,  portanto, com o ato de medir. Medir o conhecimento humano, medir o conhecimento do aluno, é um ato praticamente impossível. É preciso, pois, substituir, de uma vez por todas, nos currículos escolares, a "cultura da medida do conhecimento" que resulta sempre na "cultura do conhecimento quantificável", na "cultura da nota",  pela cultura da aprendizagem concreta.
- a avaliação da aprendizagem ao contrário do que se verifica na prática pedagógica cotidiana,  é parte integrante do processo de ensino e do processo de  aprendizagem e somente tem valor pedagógico se estiver a  serviço da aprendizagem do aluno. 
“medir o conhecimento do aluno, é um ato praticamente impossível”
Impossível, mas que tem sido praticado nas escolas há muito tempo, avaliar de forma quantitativa e com finalidade de promoção e não de realmente avaliar o conhecimento do aluno.
Na Educação Infantil a avaliação não tem a função de medir o conhecimento , nem de promoção. A avaliação na educação infantil tem como objetivo o acompanhamento do processo de ensino e de aprendizagem, avaliando não apenas as aprendizagens e o conhecimento do aluno, mas também  os conteúdos trabalhados, as atividades e experiências oportunizadas, os recursos utilizados e de que forma estes contribuíram nesses processos.   É ação reflexiva, para que se possa dar continuidade ao trabalho pedagógico, através de novo planejamento que atenda as especificidades dos alunos.

Referências:
 RAYS,Oswaldo Alonso.Planejamento de Ensino: um ato político-pedagógico. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2408143/mod_resource/content/1/Planejamento%20de%20ensino%20um%20ato%20pol%C3%ADtico-pedag%C3%B3gico%20de%20Rays.pdf acesso em: 24 maio de 2018.


Um Bebê em Forma de Gente

                     

Projeto:Um Bebê em Forma de Gente

Resultado de imagem para menino maluquinho um bebe em forma de gente E.M.E.I. BEM ME QUER
Turma: berçário /maternal I – 1 à 3 anos 

Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento

- Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
-Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles.
-Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos.
-Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar.

Conteúdos

- Estimulação da linguagem oral através de sequência textual
- Formas geométricas
- Estimular a criatividade
- Ampliar o vocabulário

Metodologia

-Convidar as crianças para a rodinha, oferecer a eles os bonecos com formas geométricas para manusear.
- Hora da história. Contar a história utilizando cópias ampliadas do livro.
- Retomar a história com as crianças, com a história exposta no varal.
- Explorar brinquedos e objetos, em que possam identificar algumas formas.
- Desenhar com giz de cera, como o bebê maluquinho.  

Recursos:

Livro,  
- folhas  fotocopiadas  

- bonecos com formas geométricas,

        

 - giz de cera, folhas A3

  -seleção de brinquedos


 Avaliação

        Aconteceatravés da observação da participação e do interesse, das manifestações e expressões  das crianças,  nas atividades propostas.




                                                                            







Referências:
ZIRALDO. Um Bebê em Forma  de Gente, ed. Melhoramentos
Vídeo: https://youtu.be/3d1MDG6Z-X4

sábado, 23 de junho de 2018

“O menininho”


                                                 “O menininho”
                                                                                                                     Helen Buckley

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
“Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro.
- Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora nós iremos fazer um prato.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar.
E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola... 
Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...
Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...








        O texto acima é parte das primeiras atividades da interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação. junto a ele alguns questionamentos. Um deles me faço desde que comecei a trabalhar na educação infantil, "Que marcas gostaria de deixar em meus alunos?"
              Educar é uma tarefa das mais bonitas, ainda que muito difícil. Trabalho  há 22 anos na educação infantil, desses 14 na mesma escola, claro que já passei por momentos difíceis, mas com eles também muito aprendi. Quanto às marcas, são inevitáveis, todos nós somos marcados por quem passa em nossas vidas.  Para Freire:
"O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca." (FREIRE, 1996, p.73) 
              Há alguns anos trabalho  em turmas mistas de berçário e maternal I, em que as crianças tem de 0 a 3 anos. Sei que tenho a responsabilidade na maioria dos casos de mostrar-lhes o mundo fora da família, participo de suas primeiras vivencias escolares, neste período começam a formar suas primeiras impressões do que é escola, as primeiras interações com outras crianças. É um período de muitas descobertas e grande desenvolvimento e oportunidades de aprendizagens em todos os aspectos: físico, motor, socioafetivo e cognitivo. Gostaria de deixar neles o gosto pelo aprender, pelo conhecer, interagir, conviver e a capacidade de expressar-se, num ambiente acolhedor, seguro e estimulante em que possam se desenvolver e aprender brincando impulsionados por sua curiosidade. 


Referências:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.