domingo, 6 de novembro de 2016

CLASSIFICANDO - JOGO DAS BORBOLETAS COLORIDAS


Jogo das borboletas coloridas
Atividade realizada com crianças de 2 anos e meio e 3 anos, em grupos de 2 ou três crianças. 

Materiais
- borboletas E flores coloridas pequenas e grandes (de cada cor 2 iguais de cada forma e tamanho) 
-Procedimentos
- Oferecer as crianças as peças e pedir a elas que me ajudem a arrumar (nesse momento observar).
- Perguntar o que você fez? Por que fez assim? Pode arrumar de outro jeito?



  

 Com a distribuição dos materiais foram criadas várias configurações, 





por cores


só flores, 








só borboletas

                                                                                                     
no verso todas têm a mesma cor

                                                                                           






                                                                                                                                                                                         


Algumas crianças ainda não verbalizam suas ações, mas a Antônia pediu ao colega: "quero rosa", o colega cedeu ela comparou, eu perguntei: "o que está fazendo?" Ela mostrou-me 2 flores iguais, e disse:  "igual" e em seguida organizou colocando juntas as que são iguais em forma, cor e tamanho. 







Pude perceber nessa atividade que mesmo não verbalizando, as crianças classificaram as figuras, levando em conta uma ou mais de suas características em comum.
Classificar é ciência pois é necessário observar, comparar, estabelecer relações entre os itens, objetos, elementos, seres, fatos ou o que mais se desejar estudar. A classificação é importantíssima para as investigações científicas em qualquer área.  

MISTURANDO AS CORES



Experimento: misturando as cores
Atividade realizada com 5 crianças de 3 anos. Na minha turma tem crianças de 1 a 3 anos, preferi realizar a atividade com os maiores.
Justificativa: As cores têm grande importância na natureza, para os animais para os vegetais e para os seres humanos. Através da cor podemos identificar o estado de alimentos, como por exemplo maturação das frutas, alguns animais mudam de cor para se protegerem, para atrair parceiros ou em decorrência da idade.
Objetivos: Reconhecer que cores (secundárias) podem ser resultantes da mistura de outras cores (primárias)
Materiais
1º momento: - massa de modelar nas cores primárias 
2º momento: - tintas nas cores primárias
                     - potinhos (sucata para misturar as tintas
                     - palitos de picolé
                     - folhas de papel branco
Ações anteriores ao experimento
 - Contação da história “No Reino das Borboletas Brancas” Marli Assunção Gomes Pereira.
- Conversa dirigida propondo a identificação das cores.
   
Procedimentos:
1º momento
- Combinação: vamos trabalhar todos como a prof vai falando e fazendo cada um vai fazer com sua massinha para ver o que vai acontecer.
- Oferecer as crianças massa de modelar nas cores primárias.
- Pegar um pedacinho de massinha amarela e um pedacinho de massinha vermelha, misturar e amassar. Fazer o mesmo com azul e amarela e com azul e vermelha.
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual? ”
2º momento
- Perguntar: Será que isso só acontece quando misturamos as massinhas? E se misturarmos tintas, também vão mudar de cor? A azul e a amarela ficarão verde?
- Oferecer a uns 3 potinhos e pingar neles tintas nas cores amarela e vermelha, azul e amarela, azul e vermelha.
- Pedir que misturem com palitos de picolé
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual a dos colegas? ” “ Ficou da mesma cor que a massinha? ”
- Registrar em folha branca.  
Reações, falas e aprendizagens das crianças: logo no início, ao começar as orientações procurei dar um tom de mistério ao que estava propondo, dizendo-lhes que queria descobrir muitas cores  como as das flores e borboletas da história, o reino das borboletas brancas, para envolve-los  nas atividades seguintes. Das 5 crianças 1 não quis misturar a massinha. Utilizando-a da forma que preferiu. Outro resistiu um pouco mas percebendo o que os demais estavam fazendo, também participou. E os comentários logo começaram:  “olha Prof Gi, tá ficando laranja! ” “É o meu também! ” “O Arthur não quer fazer Prof Gi! ”  Respondi que em outro dia ele vai fazer. Sem muita necessidade de intervenções foram realizando a atividade e fazendo comentários pertinentes. No final Giovani juntou todas as massinhas.  E o Arthur continuou sem misturá-las. Mas estava prestando atenção no que os colegas fizeram. 
Quando perguntei se misturássemos as tintas também mudariam de cor, demostraram interesse em misturá-las, dizendo que mudariam de cor, e se teriam as mesmas cores das massinhas, disseram que sim, a Bianca disse: “quero ver! ”. E as tintas o Arthur aceitou misturar. Foram misturando e comparando: “ficou igual! ” “A mesma cor! ”
Após registramos em uma folha branca a mistura das tintas e colamos um pedaço da massinha, deixei exposto na sala, após alguns dias eles olham e comentam a atividade quando utilizam massa de modelar eles experimentam novamente.
Reflexões: na educação infantil, mais precisamente nessa faixa etária, as crianças são muito curiosas, porém o tempo que conseguem manter-se em uma atividade é bem curto, o que os leva a participarem é geralmente, uma história, um personagem, algo concreto ou lúdico e as interações com os colegas. Foi muito bom vê-los entusiasmados ao realizar a experiência e também nos dias seguintes perceber em suas falas que realmente aprenderam, e continuam elaborando esse conhecimento quando retornam ao relato exposto e novamente misturando as massinhas para constatar que novas cores surgirão. Também já misturamos com branco. "Fica bem clarinho!" Dizem eles.   

                                                                         
                                                                                           


   




                                                                 
                                                  

OBJETOS DIGITAIS



Atividade realizada com crianças de 1 a 3 anos.
Nos últimos dias realizamos muitas atividades a partir da história “No Reino das Borboletas Brancas”, em minha turma, entre elas tralhamos com uma sacola surpresa, para fazer um cartaz coletivo representando a história.
Materiais:
- Uma sacola
- Flores e borboletas de papel brancas e coloridas, que foram pintadas pelas crianças e recortadas pela professora
- Dois cartazes em cartolina, representando o início e o final da história.
- Cola
Procedimento:
Após contar a história e realizar outras atividades, propor o seguinte:
- Vamos colar borboletas e flores em seus devidos lugares, as borboletas na parte azul que é o céu e as flores na parte verde que é a grama do jardim do reino das borboletas. As brancas em um cartaz e as coloridas, que vocês pintaram, no outro. Para termos Reino das Borboletas Brancas e O Reino das Borboletas coloridas.
- Cada criança coloca a mão na sacola e pega uma flor ou borboleta olha, observa e coloca no lugar combinado. Para isso são algumas perguntas como: o que você pegou? É branca ou colorida? Onde vamos colocar?

                                  .
                     
Realizando essa atividade as crianças observaram, e classificaram como flores ou borboletas, brancas ou coloridas, assim formando 4 diferentes grupos por suas características, estabelecendo relação de pertinência Algumas crianças ainda observaram que haviam borboletas grandes e pequenas e que em um cartaz ficou com mais figuras que no outro dizendo “aqui tem muito!"                                                                                                                                                                       



post 16/11/2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Medo de Escrever


            Neste início de semestre, estamos trabalhando em relação a importância da escrita, principalmente no que diz respeito ao portfólio e a síntese reflexiva. Compreendo a importância destes, porém encontro grande dificuldade para desenvolver a escrita. O que consequentemente resulta no empobrecimento do portfólio e da síntese, já que estão intimamente ligados.  Gosto de ler e admiro quem escreve, sempre considerei muito difícil escrever, reconheço que quando o faço geralmente consigo resultados satisfatórios, mas é difícil começar, os pensamentos se confundem. Então chega o medo, a insegurança e até a vergonha já que não gosto muito de me expor, evito falar em público, e penso que através da escrita minha fala toma proporção muito maior. Quando escrevo me comprometo, corro riscos, como se estivesse dando vida aos meus pensamentos, que não mais serão meus e como filhos crescidos ganharão o mundo e ao encontrarem outras pessoas, estas com eles se relacionarão. E assim uma parte de mim estará fora do meu controle.  
            Geralmente quando me pergunto ou sou questionada por alguém como fazer algo a resposta é fazendo.  Isso vale para a maioria das coisas. Como perder o medo de dirigir? Dirigindo. Como pintar? Pintando. Como dançar? Dançando. Como aprender a cozinhar? Cozinhando...  Seguindo essa lógica, quando a pergunta é como escrever? A resposta deve ser escrevendo. Sim exercitar a escrita sua parte técnica, tipos de textos, estrutura, concordância, gramatica, ortografia. Saber usar as ferramentas que temos disponível, mas não é só isso também é preciso clareza no que se pretende informar consistência nas argumentações, é nessa parte que o medo aparece será que está claro? Será entenderão o que eu digo? E as referências. De onde veio isso? Onde li? Onde ouvi? Pensei agora? 
              No segundo encontro, tivemos a oportunidade, de pensar e falar sobre a escrita e o medo de escrever.  Me identifiquei com o assunto e vi que não sou a única, algumas colegas expressaram esse mesmo sentimento, já não me sinto tão só.



Gaiolas ou Asas?


É sempre prazeroso e inspirador encontrar Rubem Alves, seu olhar sensível e profundo acerca da educação e do fazer educativo comove e inspira a nos professores nas oportunidades em que bebemos desta fonte. No terceiro encontro do SI tivemos a oportunidade de reencontrá-lo através do texto Gaiolas ou Asas e do documentário – Rubem Alves – O Professor de Espantos. Em cada encontro, a cada texto dele que leio, sinto me impelida a ser uma professora melhor. Mesmo que muitas vezes me sinta também engaiolada, conheço o prazer do voo, e o prazer deve ser perseguido tanto por alunos como por professores. Pois nada se aprende sem que se tenha interesse em aprender, e só nos interessamos pelo que gostamos, pelo que nos encanta ou nos espanta, como diz Rubem Alves. E que muitas vezes esta tão próximo que pode passar despercebido se não tivermos a disponibilidade de ouvir nossos alunos e ao invés de dar respostas, deixar que eles criem hipóteses e busquem as respostas.Espero um dia poder dizer que trabalho em uma escola que realmente respeita e incentiva o voo. 

Impossível não Falar



           Estou em falta com o blog, ainda não publiquei nada nesse semestre. Porém não posso deixar de relatar um momento que emocionou. Na  noite de 04 de outubro, fui a um evento na FACED - Conversa com quem gosta de brincar na perspectiva da Pedagogia Waldorf- em que a professora Leda Maffioletti, que no semestre passado trabalhou conosco no PEAD a interdisciplina Música na escola, era coordenadora adjunta. E nessa noite foi homenageada pelo grupo que trabalhou no evento, por seu trabalho que estava se encerrando pois estava se despedindo para gozar de sua aposentadoria. 
          Eu como aluna senti-me grata por ter tido a oportunidade de ter estado em sua presença, ser contagiada por sua alegria que fizeram das poucas aulas presenciais que tivemos momentos inesquecíveis. E ao mesmo tempo lamentei por saber que não a teremos novamente como professora. O que também não posso deixar de registrar aqui é que a alegria e disposição contagiante da professora Leda, foram no Eixo III motivo de admiração e de inspiração para mim e com certeza para muitas colegas também. E muito bom ver uma professora prestes a se aposentar com tamanha capacidade de encantar seus alunos.
             Obrigada, obrigada, obrigada!




terça-feira, 26 de julho de 2016

O jogo do planejamento e o planejamento do jogo

Jogando com as fotos da turma 

Turma: berçário e maternal l – 1 ano e 6 meses à 3 anos
Objetivos:  -  Reconhecer o colega na foto e pronunciar o seu nome.
                    -  Manifestar carinho pelos colegas.
                    -  Esperar sua vez.
Metodologia: Crianças sentadas em círculo. Dispor as fotos viradas para baixo. E ao lado as fichas com as ilustrações. Indicar uma criança para virar uma ficha com foto. Vira a ficha, fala o nome do colega, dirige-se as outras fichas vira uma e realiza ação indicada por ela, abraçando ou fazendo um carinho ao colega da foto e entregando a ele a foto. Este vira a próxima ficha, fala o nome do colega dirige-se a ele e dá um abraço. E assim sucessivamente até que todos tenham participado.
Materiais: - Fichas com fotos dos alunos acompanhadas do nome (pode ser da chamadinha)
                   - Outras duas fichas com ilustração de um abraço e de carinho.
Realizei o jogo com os alunos duas vezes.
No primeiro dia foi um pouco difícil, demoraram para entender as regras e como já esperado, tiveram dificuldade de esperar sua vez. Reconhecem os colegas sabem seus nomes, exercitaram a pronúncia.  
No segundo dia já participaram com mais tranquilidade. A maioria, cada um a seu modo, já que a turma é composta de crianças de idades e fases de desenvolvimento bem diferentes, conseguiu realizar todas as ações, atingindo os objetivos elaborados.
Com crianças pequenas é comum ser necessário realizar mais de uma vez uma atividade, para alcançar os objetivos. E algumas vezes é preciso dividir a turma para a realização de forma satisfatória.