segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
domingo, 6 de novembro de 2016
CLASSIFICANDO - JOGO DAS BORBOLETAS COLORIDAS
Jogo das borboletas coloridas
Atividade realizada com crianças de 2 anos e meio e 3 anos, em grupos de 2 ou três crianças.
Materiais
- borboletas E flores coloridas pequenas e grandes (de cada
cor 2 iguais de cada forma e tamanho)
-Procedimentos
- Oferecer as crianças as peças e pedir a elas que me ajudem
a arrumar (nesse momento observar).
- Perguntar o que você fez? Por que fez assim? Pode arrumar
de outro jeito?
Com a distribuição dos materiais foram criadas várias configurações,
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| por cores |
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| só flores, |
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| só borboletas |
![]() |
| no verso todas têm a mesma cor |
Algumas crianças ainda não verbalizam suas ações, mas a Antônia pediu ao colega: "quero rosa", o colega cedeu ela comparou, eu perguntei: "o que está fazendo?" Ela mostrou-me 2 flores iguais, e disse: "igual" e em seguida organizou colocando juntas as que são iguais em forma, cor e tamanho.
Pude
perceber nessa atividade que mesmo não verbalizando, as crianças classificaram
as figuras, levando em conta uma ou mais de suas características em
comum.
Classificar é ciência pois é necessário observar, comparar, estabelecer relações entre os itens, objetos, elementos, seres, fatos ou o que mais se desejar estudar. A classificação é importantíssima para as investigações científicas em qualquer área.
MISTURANDO AS CORES
Experimento:
misturando as cores
Atividade realizada com 5
crianças de 3 anos. Na minha turma tem crianças de 1 a 3 anos, preferi realizar
a atividade com os maiores.
Justificativa: As
cores têm grande importância na natureza, para os animais para os vegetais e
para os seres humanos. Através da cor podemos identificar o estado de
alimentos, como por exemplo maturação das frutas, alguns animais mudam de cor
para se protegerem, para atrair parceiros ou em decorrência da idade.
Objetivos: Reconhecer que
cores (secundárias) podem ser resultantes da mistura de outras cores (primárias)
Materiais
1º momento: - massa de
modelar nas cores primárias
2º momento: - tintas nas
cores primárias
- potinhos (sucata para misturar as
tintas
- palitos de picolé
- folhas de papel branco
Ações
anteriores ao experimento
- Contação da história “No Reino das
Borboletas Brancas” Marli Assunção Gomes Pereira.
- Conversa dirigida
propondo a identificação das cores.
Procedimentos:
1º momento
- Combinação: vamos
trabalhar todos como a prof vai falando e fazendo cada um vai fazer com sua
massinha para ver o que vai acontecer.
- Oferecer as crianças
massa de modelar nas cores primárias.
- Pegar um pedacinho de
massinha amarela e um pedacinho de massinha vermelha, misturar e amassar. Fazer
o mesmo com azul e amarela e com azul e vermelha.
- Conforme forem
misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o
que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas?
” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual? ”
2º momento
- Perguntar: Será que
isso só acontece quando misturamos as massinhas? E se misturarmos tintas,
também vão mudar de cor? A azul e a amarela ficarão verde?
- Oferecer a uns 3
potinhos e pingar neles tintas nas cores amarela e vermelha, azul e amarela,
azul e vermelha.
- Pedir que misturem com palitos
de picolé
- Conforme forem
misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o
que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram
misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual a
dos colegas? ” “ Ficou da mesma cor que a massinha? ”
- Registrar em folha
branca.
Reações,
falas e aprendizagens das crianças: logo no início, ao
começar as orientações procurei dar um tom de mistério ao que estava propondo,
dizendo-lhes que queria descobrir muitas cores
como as das flores e borboletas da história, o reino das borboletas
brancas, para envolve-los nas atividades
seguintes. Das 5 crianças 1 não quis misturar a massinha. Utilizando-a da forma
que preferiu. Outro resistiu um pouco mas percebendo o que os demais estavam
fazendo, também participou. E os comentários logo começaram: “olha Prof Gi, tá ficando laranja! ” “É o meu
também! ” “O Arthur não quer fazer Prof Gi! ” Respondi que em outro dia ele vai fazer. Sem
muita necessidade de intervenções foram realizando a atividade e fazendo
comentários pertinentes. No final Giovani juntou todas as massinhas. E o Arthur continuou sem misturá-las. Mas
estava prestando atenção no que os colegas fizeram.
Quando perguntei se
misturássemos as tintas também mudariam de cor, demostraram interesse em
misturá-las, dizendo que mudariam de cor, e se teriam as mesmas cores das
massinhas, disseram que sim, a Bianca disse: “quero ver! ”. E as tintas o Arthur aceitou misturar. Foram
misturando e comparando: “ficou igual! ” “A mesma cor! ”
Após registramos em uma folha branca a mistura das
tintas e colamos um pedaço da massinha, deixei exposto na sala, após alguns
dias eles olham e comentam a atividade quando utilizam massa de modelar eles
experimentam novamente.
Reflexões:
na
educação infantil, mais precisamente nessa faixa etária, as crianças são muito
curiosas, porém o tempo que conseguem manter-se em uma atividade é bem curto, o
que os leva a participarem é geralmente, uma história, um personagem, algo concreto
ou lúdico e as interações com os colegas. Foi muito bom vê-los entusiasmados ao
realizar a experiência e também nos dias seguintes perceber em suas falas que
realmente aprenderam, e continuam elaborando esse conhecimento quando retornam
ao relato exposto e novamente misturando as massinhas para constatar que novas
cores surgirão. Também já misturamos com branco. "Fica bem clarinho!" Dizem eles.
OBJETOS DIGITAIS
Atividade realizada com crianças de 1 a 3 anos.
Nos últimos dias realizamos muitas atividades a partir da história “No Reino das Borboletas Brancas”, em minha turma, entre elas tralhamos com uma sacola surpresa, para fazer um cartaz coletivo representando a história.
Materiais:
- Uma sacola
- Flores e borboletas de papel brancas e coloridas, que foram pintadas pelas crianças e recortadas pela professora
- Dois cartazes em cartolina, representando o início e o final da história.
- Cola
Procedimento:
Após contar a história e realizar outras atividades, propor o seguinte:
- Vamos colar borboletas e flores em seus devidos lugares, as borboletas na parte azul que é o céu e as flores na parte verde que é a grama do jardim do reino das borboletas. As brancas em um cartaz e as coloridas, que vocês pintaram, no outro. Para termos Reino das Borboletas Brancas e O Reino das Borboletas coloridas.
- Cada criança coloca a mão na sacola e pega uma flor ou borboleta olha, observa e coloca no lugar combinado. Para isso são algumas perguntas como: o que você pegou? É branca ou colorida? Onde vamos colocar?
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Realizando essa atividade as crianças observaram, e classificaram como flores ou borboletas, brancas ou coloridas, assim formando 4 diferentes grupos por suas características, estabelecendo relação de pertinência Algumas crianças ainda observaram que haviam borboletas grandes e pequenas e que em um cartaz ficou com mais figuras que no outro dizendo “aqui tem muito!"
post 16/11/2016
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Medo de Escrever
Neste início
de semestre, estamos trabalhando em relação a importância da escrita,
principalmente no que diz respeito ao portfólio e a síntese reflexiva.
Compreendo a importância destes, porém encontro grande dificuldade para
desenvolver a escrita. O que consequentemente resulta no empobrecimento do portfólio
e da síntese, já que estão intimamente ligados. Gosto de ler e admiro quem escreve, sempre
considerei muito difícil escrever, reconheço que quando o faço geralmente
consigo resultados satisfatórios, mas é difícil começar, os pensamentos se
confundem. Então chega o medo, a insegurança e até a vergonha já que não gosto
muito de me expor, evito falar em público, e penso que através da escrita minha
fala toma proporção muito maior. Quando escrevo me comprometo, corro riscos,
como se estivesse dando vida aos meus pensamentos, que não mais serão meus e
como filhos crescidos ganharão o mundo e ao encontrarem outras pessoas, estas
com eles se relacionarão. E assim uma parte de mim estará fora do meu controle.
Geralmente quando me pergunto ou sou questionada por alguém como fazer algo a resposta é fazendo. Isso vale para a maioria das coisas. Como perder o medo de dirigir? Dirigindo. Como pintar? Pintando. Como dançar? Dançando. Como aprender a cozinhar? Cozinhando... Seguindo essa lógica, quando a pergunta é como escrever? A resposta deve ser escrevendo. Sim exercitar a escrita sua parte técnica, tipos de textos, estrutura, concordância, gramatica, ortografia. Saber usar as ferramentas que temos disponível, mas não é só isso também é preciso clareza no que se pretende informar consistência nas argumentações, é nessa parte que o medo aparece será que está claro? Será entenderão o que eu digo? E as referências. De onde veio isso? Onde li? Onde ouvi? Pensei agora?
Geralmente quando me pergunto ou sou questionada por alguém como fazer algo a resposta é fazendo. Isso vale para a maioria das coisas. Como perder o medo de dirigir? Dirigindo. Como pintar? Pintando. Como dançar? Dançando. Como aprender a cozinhar? Cozinhando... Seguindo essa lógica, quando a pergunta é como escrever? A resposta deve ser escrevendo. Sim exercitar a escrita sua parte técnica, tipos de textos, estrutura, concordância, gramatica, ortografia. Saber usar as ferramentas que temos disponível, mas não é só isso também é preciso clareza no que se pretende informar consistência nas argumentações, é nessa parte que o medo aparece será que está claro? Será entenderão o que eu digo? E as referências. De onde veio isso? Onde li? Onde ouvi? Pensei agora?
No segundo encontro,
tivemos a oportunidade, de pensar e falar sobre a escrita e o medo de
escrever. Me identifiquei com o assunto
e vi que não sou a única, algumas colegas expressaram esse mesmo sentimento, já
não me sinto tão só.
Gaiolas ou Asas?
É sempre prazeroso e inspirador encontrar Rubem Alves, seu
olhar sensível e profundo acerca da educação e do fazer educativo comove e
inspira a nos professores nas oportunidades em que bebemos desta fonte. No
terceiro encontro do SI tivemos a oportunidade de reencontrá-lo através do
texto Gaiolas ou Asas e do documentário – Rubem Alves – O Professor de Espantos.
Em cada encontro, a cada texto dele que leio, sinto me impelida a ser uma
professora melhor. Mesmo que muitas vezes me sinta também engaiolada, conheço o
prazer do voo, e o prazer deve ser perseguido tanto por alunos como por
professores. Pois nada se aprende sem que se tenha interesse em aprender, e só
nos interessamos pelo que gostamos, pelo que nos encanta ou nos espanta, como
diz Rubem Alves. E que muitas vezes esta tão próximo que pode passar
despercebido se não tivermos a disponibilidade de ouvir nossos alunos e ao invés de dar respostas, deixar que eles criem hipóteses e busquem as respostas.Espero um dia poder dizer que trabalho em uma escola que realmente respeita e incentiva o voo.
Impossível não Falar
Estou em falta com o blog, ainda não publiquei nada nesse semestre. Porém não posso deixar de relatar um momento que emocionou. Na noite de 04 de outubro, fui a um evento na FACED - Conversa com quem gosta de brincar na perspectiva da Pedagogia Waldorf- em que a professora Leda Maffioletti, que no semestre passado trabalhou conosco no PEAD a interdisciplina Música na escola, era coordenadora adjunta. E nessa noite foi homenageada pelo grupo que trabalhou no evento, por seu trabalho que estava se encerrando pois estava se despedindo para gozar de sua aposentadoria.
Eu como aluna senti-me grata por ter tido a oportunidade de ter estado em sua presença, ser contagiada por sua alegria que fizeram das poucas aulas presenciais que tivemos momentos inesquecíveis. E ao mesmo tempo lamentei por saber que não a teremos novamente como professora. O que também não posso deixar de registrar aqui é que a alegria e disposição contagiante da professora Leda, foram no Eixo III motivo de admiração e de inspiração para mim e com certeza para muitas colegas também. E muito bom ver uma professora prestes a se aposentar com tamanha capacidade de encantar seus alunos.
Eu como aluna senti-me grata por ter tido a oportunidade de ter estado em sua presença, ser contagiada por sua alegria que fizeram das poucas aulas presenciais que tivemos momentos inesquecíveis. E ao mesmo tempo lamentei por saber que não a teremos novamente como professora. O que também não posso deixar de registrar aqui é que a alegria e disposição contagiante da professora Leda, foram no Eixo III motivo de admiração e de inspiração para mim e com certeza para muitas colegas também. E muito bom ver uma professora prestes a se aposentar com tamanha capacidade de encantar seus alunos.
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