segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O TEMPO NA ESCOLA

           O tempo nas escolas ainda é cronometrado, para que as obrigações sejam cumpridas nos devidos prazos, calendários escolares, na maioria das vezes impostos. Espera-se que objetivos sejam alcançados dentro de determinados espaços de tempo. Sabemos que esses instrumentos servem para a organização do trabalho. Porém atividades puramente burocráticas e repetitivas são exigidas do professor, utilizando para isso um tempo que poderia ser aproveitado  com mais observação e escuta, em reflexões e na busca de recursos que possam enriquecer sua prática pedagógica, como trocas com a comunidade escolar, professores, direção, famílias que o levariam a conhecer melhor seus alunos, como vivem, como se relacionam, como aprendem, suas preferências e  habilidades, que por vezes podem passar despercebidas, principalmente quando apresenta dificuldades em algumas áreas do conhecimento, aspectos esses que sabemos em muito influenciam na aprendizagem. Mesmo que se saiba que as aprendizagens são construídas por cada indivíduo a sua maneira, que cada um faz uso dos espaços e do tempo para apropriar-se dos conhecimentos, o professor tem prazos a cumprir.

domingo, 6 de novembro de 2016

CLASSIFICANDO - JOGO DAS BORBOLETAS COLORIDAS


Jogo das borboletas coloridas
Atividade realizada com crianças de 2 anos e meio e 3 anos, em grupos de 2 ou três crianças. 

Materiais
- borboletas E flores coloridas pequenas e grandes (de cada cor 2 iguais de cada forma e tamanho) 
-Procedimentos
- Oferecer as crianças as peças e pedir a elas que me ajudem a arrumar (nesse momento observar).
- Perguntar o que você fez? Por que fez assim? Pode arrumar de outro jeito?



  

 Com a distribuição dos materiais foram criadas várias configurações, 





por cores


só flores, 








só borboletas

                                                                                                     
no verso todas têm a mesma cor

                                                                                           






                                                                                                                                                                                         


Algumas crianças ainda não verbalizam suas ações, mas a Antônia pediu ao colega: "quero rosa", o colega cedeu ela comparou, eu perguntei: "o que está fazendo?" Ela mostrou-me 2 flores iguais, e disse:  "igual" e em seguida organizou colocando juntas as que são iguais em forma, cor e tamanho. 







Pude perceber nessa atividade que mesmo não verbalizando, as crianças classificaram as figuras, levando em conta uma ou mais de suas características em comum.
Classificar é ciência pois é necessário observar, comparar, estabelecer relações entre os itens, objetos, elementos, seres, fatos ou o que mais se desejar estudar. A classificação é importantíssima para as investigações científicas em qualquer área.  

MISTURANDO AS CORES



Experimento: misturando as cores
Atividade realizada com 5 crianças de 3 anos. Na minha turma tem crianças de 1 a 3 anos, preferi realizar a atividade com os maiores.
Justificativa: As cores têm grande importância na natureza, para os animais para os vegetais e para os seres humanos. Através da cor podemos identificar o estado de alimentos, como por exemplo maturação das frutas, alguns animais mudam de cor para se protegerem, para atrair parceiros ou em decorrência da idade.
Objetivos: Reconhecer que cores (secundárias) podem ser resultantes da mistura de outras cores (primárias)
Materiais
1º momento: - massa de modelar nas cores primárias 
2º momento: - tintas nas cores primárias
                     - potinhos (sucata para misturar as tintas
                     - palitos de picolé
                     - folhas de papel branco
Ações anteriores ao experimento
 - Contação da história “No Reino das Borboletas Brancas” Marli Assunção Gomes Pereira.
- Conversa dirigida propondo a identificação das cores.
   
Procedimentos:
1º momento
- Combinação: vamos trabalhar todos como a prof vai falando e fazendo cada um vai fazer com sua massinha para ver o que vai acontecer.
- Oferecer as crianças massa de modelar nas cores primárias.
- Pegar um pedacinho de massinha amarela e um pedacinho de massinha vermelha, misturar e amassar. Fazer o mesmo com azul e amarela e com azul e vermelha.
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual? ”
2º momento
- Perguntar: Será que isso só acontece quando misturamos as massinhas? E se misturarmos tintas, também vão mudar de cor? A azul e a amarela ficarão verde?
- Oferecer a uns 3 potinhos e pingar neles tintas nas cores amarela e vermelha, azul e amarela, azul e vermelha.
- Pedir que misturem com palitos de picolé
- Conforme forem misturando, observo suas reações e comentários e faço questionamentos como “o que está acontecendo? ” “Que cor apareceu? ” “Quais as cores que foram misturadas? ” “ O mesmo aconteceu com a mistura dos colegas? ” “Ficou igual a dos colegas? ” “ Ficou da mesma cor que a massinha? ”
- Registrar em folha branca.  
Reações, falas e aprendizagens das crianças: logo no início, ao começar as orientações procurei dar um tom de mistério ao que estava propondo, dizendo-lhes que queria descobrir muitas cores  como as das flores e borboletas da história, o reino das borboletas brancas, para envolve-los  nas atividades seguintes. Das 5 crianças 1 não quis misturar a massinha. Utilizando-a da forma que preferiu. Outro resistiu um pouco mas percebendo o que os demais estavam fazendo, também participou. E os comentários logo começaram:  “olha Prof Gi, tá ficando laranja! ” “É o meu também! ” “O Arthur não quer fazer Prof Gi! ”  Respondi que em outro dia ele vai fazer. Sem muita necessidade de intervenções foram realizando a atividade e fazendo comentários pertinentes. No final Giovani juntou todas as massinhas.  E o Arthur continuou sem misturá-las. Mas estava prestando atenção no que os colegas fizeram. 
Quando perguntei se misturássemos as tintas também mudariam de cor, demostraram interesse em misturá-las, dizendo que mudariam de cor, e se teriam as mesmas cores das massinhas, disseram que sim, a Bianca disse: “quero ver! ”. E as tintas o Arthur aceitou misturar. Foram misturando e comparando: “ficou igual! ” “A mesma cor! ”
Após registramos em uma folha branca a mistura das tintas e colamos um pedaço da massinha, deixei exposto na sala, após alguns dias eles olham e comentam a atividade quando utilizam massa de modelar eles experimentam novamente.
Reflexões: na educação infantil, mais precisamente nessa faixa etária, as crianças são muito curiosas, porém o tempo que conseguem manter-se em uma atividade é bem curto, o que os leva a participarem é geralmente, uma história, um personagem, algo concreto ou lúdico e as interações com os colegas. Foi muito bom vê-los entusiasmados ao realizar a experiência e também nos dias seguintes perceber em suas falas que realmente aprenderam, e continuam elaborando esse conhecimento quando retornam ao relato exposto e novamente misturando as massinhas para constatar que novas cores surgirão. Também já misturamos com branco. "Fica bem clarinho!" Dizem eles.   

                                                                         
                                                                                           


   




                                                                 
                                                  

OBJETOS DIGITAIS



Atividade realizada com crianças de 1 a 3 anos.
Nos últimos dias realizamos muitas atividades a partir da história “No Reino das Borboletas Brancas”, em minha turma, entre elas tralhamos com uma sacola surpresa, para fazer um cartaz coletivo representando a história.
Materiais:
- Uma sacola
- Flores e borboletas de papel brancas e coloridas, que foram pintadas pelas crianças e recortadas pela professora
- Dois cartazes em cartolina, representando o início e o final da história.
- Cola
Procedimento:
Após contar a história e realizar outras atividades, propor o seguinte:
- Vamos colar borboletas e flores em seus devidos lugares, as borboletas na parte azul que é o céu e as flores na parte verde que é a grama do jardim do reino das borboletas. As brancas em um cartaz e as coloridas, que vocês pintaram, no outro. Para termos Reino das Borboletas Brancas e O Reino das Borboletas coloridas.
- Cada criança coloca a mão na sacola e pega uma flor ou borboleta olha, observa e coloca no lugar combinado. Para isso são algumas perguntas como: o que você pegou? É branca ou colorida? Onde vamos colocar?

                                  .
                     
Realizando essa atividade as crianças observaram, e classificaram como flores ou borboletas, brancas ou coloridas, assim formando 4 diferentes grupos por suas características, estabelecendo relação de pertinência Algumas crianças ainda observaram que haviam borboletas grandes e pequenas e que em um cartaz ficou com mais figuras que no outro dizendo “aqui tem muito!"                                                                                                                                                                       



post 16/11/2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Medo de Escrever


            Neste início de semestre, estamos trabalhando em relação a importância da escrita, principalmente no que diz respeito ao portfólio e a síntese reflexiva. Compreendo a importância destes, porém encontro grande dificuldade para desenvolver a escrita. O que consequentemente resulta no empobrecimento do portfólio e da síntese, já que estão intimamente ligados.  Gosto de ler e admiro quem escreve, sempre considerei muito difícil escrever, reconheço que quando o faço geralmente consigo resultados satisfatórios, mas é difícil começar, os pensamentos se confundem. Então chega o medo, a insegurança e até a vergonha já que não gosto muito de me expor, evito falar em público, e penso que através da escrita minha fala toma proporção muito maior. Quando escrevo me comprometo, corro riscos, como se estivesse dando vida aos meus pensamentos, que não mais serão meus e como filhos crescidos ganharão o mundo e ao encontrarem outras pessoas, estas com eles se relacionarão. E assim uma parte de mim estará fora do meu controle.  
            Geralmente quando me pergunto ou sou questionada por alguém como fazer algo a resposta é fazendo.  Isso vale para a maioria das coisas. Como perder o medo de dirigir? Dirigindo. Como pintar? Pintando. Como dançar? Dançando. Como aprender a cozinhar? Cozinhando...  Seguindo essa lógica, quando a pergunta é como escrever? A resposta deve ser escrevendo. Sim exercitar a escrita sua parte técnica, tipos de textos, estrutura, concordância, gramatica, ortografia. Saber usar as ferramentas que temos disponível, mas não é só isso também é preciso clareza no que se pretende informar consistência nas argumentações, é nessa parte que o medo aparece será que está claro? Será entenderão o que eu digo? E as referências. De onde veio isso? Onde li? Onde ouvi? Pensei agora? 
              No segundo encontro, tivemos a oportunidade, de pensar e falar sobre a escrita e o medo de escrever.  Me identifiquei com o assunto e vi que não sou a única, algumas colegas expressaram esse mesmo sentimento, já não me sinto tão só.



Gaiolas ou Asas?


É sempre prazeroso e inspirador encontrar Rubem Alves, seu olhar sensível e profundo acerca da educação e do fazer educativo comove e inspira a nos professores nas oportunidades em que bebemos desta fonte. No terceiro encontro do SI tivemos a oportunidade de reencontrá-lo através do texto Gaiolas ou Asas e do documentário – Rubem Alves – O Professor de Espantos. Em cada encontro, a cada texto dele que leio, sinto me impelida a ser uma professora melhor. Mesmo que muitas vezes me sinta também engaiolada, conheço o prazer do voo, e o prazer deve ser perseguido tanto por alunos como por professores. Pois nada se aprende sem que se tenha interesse em aprender, e só nos interessamos pelo que gostamos, pelo que nos encanta ou nos espanta, como diz Rubem Alves. E que muitas vezes esta tão próximo que pode passar despercebido se não tivermos a disponibilidade de ouvir nossos alunos e ao invés de dar respostas, deixar que eles criem hipóteses e busquem as respostas.Espero um dia poder dizer que trabalho em uma escola que realmente respeita e incentiva o voo. 

Impossível não Falar



           Estou em falta com o blog, ainda não publiquei nada nesse semestre. Porém não posso deixar de relatar um momento que emocionou. Na  noite de 04 de outubro, fui a um evento na FACED - Conversa com quem gosta de brincar na perspectiva da Pedagogia Waldorf- em que a professora Leda Maffioletti, que no semestre passado trabalhou conosco no PEAD a interdisciplina Música na escola, era coordenadora adjunta. E nessa noite foi homenageada pelo grupo que trabalhou no evento, por seu trabalho que estava se encerrando pois estava se despedindo para gozar de sua aposentadoria. 
          Eu como aluna senti-me grata por ter tido a oportunidade de ter estado em sua presença, ser contagiada por sua alegria que fizeram das poucas aulas presenciais que tivemos momentos inesquecíveis. E ao mesmo tempo lamentei por saber que não a teremos novamente como professora. O que também não posso deixar de registrar aqui é que a alegria e disposição contagiante da professora Leda, foram no Eixo III motivo de admiração e de inspiração para mim e com certeza para muitas colegas também. E muito bom ver uma professora prestes a se aposentar com tamanha capacidade de encantar seus alunos.
             Obrigada, obrigada, obrigada!