sábado, 16 de julho de 2016

Estádios do Desenvolvimento - características e jogos

                        

 Período Sensório-motor (0 a 2 anos)

A criança conhece o mundo através dos sentidos e do movimento. Ocorre o desenvolvimento físico de forma acelerada.
Nessa fase de brincadeiras de esconde-esconde com a fraldinha, primeiro escondendo o bebê depois escondendo objetos, pegar e jogar objetos repetidas vezes e bater palminhas são exemplos de jogos de exercício muito apreciados. Mordedores, chocalhos e brinquedos de diferentes materiais, formas cores e texturas, sobre os quais a criança possa agir, pegar, empurrar, puxar, atirar, arremessar, são apreciados.

Período Pré-operatório (2 a 7 anos)

A aquisição e o domínio da linguagem é a característica principal desse período e com ela vem o jogo simbólico, a imitação e o animismo. Ocorre também grande desenvolvimento motor.
Nessa fase o jogo simbólico é o mais presente, a criança assume papéis variados, imitando ações dos adultos, assume personagens, imita animais. Brinquedos e objetos que remetem a atividades ou profissões ou atividades com as quais estejam familiarizadas, auxiliam o jogo.  A medida que o jogo avança passa a usar um objeto para representar outro, como uma caixa pode ser um carro ou um barco, um pote pode ser um chapéu ou capacete, um palito um sorvete ou chimarrão. Atividades que envolvem movimento como brincadeiras de roda, jogos de encaixe que permitem construções e as idas a pracinha que permitem a utilização e o aprimoramento das habilidades motoras são apreciados.

 Período Operatório Concreto (7 a 11 anos)

O desenvolvimento do pensamento lógico e as relações sociais são características dessa fase. Jogos com regras e que estimulem o raciocínio são apreciados. Como por exemplo: bolinhas de gude, cinco marias, jogos de tabuleiro, como dama e trilhas e jogos ao ar livre como, caçador, queimada e jogo de tacos.

Período operatório formal (a partir dos 11 aos)

Desenvolvimento dom pensamento abstrato, já não necessita do objeto concreto, já compreende regras e cria hipóteses. São próprios para essa fase jogos de perguntas e respostas, cartas, jogos no computador, xadrez, jogos e competições esportivas.

 

Música, música...

                          “Música é alegria/Ela vem, faz se vai nostalgia/ Música nos ajuda a viver          a sorrir/ mais amor pela vida sentir/ Música, música...”                                                                                                                                         (Nanci Wanderley, Chocolate e Chico Anísio)
Os primeiros versos, ou mesmo os primeiros acordes de Hino ao Músico de Chico Anísio, já começam a dizer o quanto a música é presente e pode nos influenciar e emocionar.  E comigo não é diferente, não considero que sei cantar, não toco nenhum instrumento, nunca tive aula de música, mas a música me acompanha. Sempre que posso ouço música, de épocas e estilos variados, gosto de ouvir CDs, DVDs, assistir programas musicais e que falem de música e também competições musicais.
Músicas contam histórias, falam de uma época, de um povo, de um momento histórico. Costumo dizer que para nossa vida tem uma trilha sonora, para cada acontecimento tem uma canção, como em filmes e novelas. Com o passar do tempo, ao ouvi-la novamente logo recordamos aqueles momentos que um dia relacionamos a ela, como a infância, o namoro, a chegada dos filhos, formatura... Relaciono músicas até com textos e livros que leio. No meu trabalho com crianças pequenas (1 a 3 anos), a música é sempre presente, pois estimula várias áreas, como a linguagem, o movimento, ritmo, equilíbrio, também auxilia no estabelecimento de rotinas, acalma e traz informações. Não é raro observar crianças em momentos livres e em momentos de descanso cantando. E mesmo que ouçam CDs e DVDs geralmente cantam espontaneamente aquelas que ouvem cantadas pelas professoras.
Considero importante proporcionar aos alunos contato com vários estilos e ritmos musicais. Nas ocasiões em que trabalhei com crianças maiores procurei saber o que gostavam de ouvir e apresentar a eles músicas que ainda não conheciam, relacionando-as aos conteúdos a serem trabalhados, algumas vezes renderam ótimos trabalhos e descobertas.
Ao ouvir “A Velha a Fiar”, fui levada a uma viagem no tempo de mais de 40 anos, quando meu pai nos colocava no colo e cantava esta e outras canções. Também já trabalhamos ela na escola com as crianças do jardim, fizeram uma dramatização para apresentar para as outras turmas, gostam muito desse tipo de atividade.


Visitando os blogs



            Na atividade da segunda aula do Seminário Integrador III, fomos convidadas a visitar os blogs de três colegas. Já tenho o hábito de ler as postagens dos blogs, mas desta vez foi diferente. Deveríamos eleger postagens, considerando o(s) conteúdo(s), o(s) argumentos e a consistência de ideias. Comentá-las e fazer sugestões.
            A princípio pareceu um pouco constrangedor, fazer comentários sobre os textos das colegas, mas logo pensei, se acredito, no que diz respeito aos meus alunos que “a aprendizagem se dá na interação com o outro e com o meio”, ler e comentar os textos das colegas e ter meus textos lidos e comentados é uma forma de interagir em que todos podemos crescer com as observações feitas.  

            Já fiz com alunos uma atividade como esta, mas eu nunca havia feito. Considerei muito proveitosa a tarefa, e acredito que todos nos beneficiamos nessas interações. 

Cinema Acessível


Acessibilidade é um direito de todos assegurado na constituição, sabemos que no dia-a-dia pessoas portadoras de necessidades especiais ainda encontram muitas barreiras.  Pois nem todos os espaços e serviços são ofertados adequadamente. Alguns dias atrás assisti a uma reportagem que mostrava uma seção de cinema em Porto Alegre, adaptada à cegos e surdos, usando legendas, Libras e audiodescrição do filme. Ao assistir tive dois sentimentos diferentes. Primeiro fiquei contente com a possibilidade de pessoas surdas e cegas poderem apreciar essa arte que eu gosto tanto com mais autonomia. Em seguida, junto ao contentamento veio a constatação de que ainda muitos são privados desse prazer. Já existem aplicativos para serem utilizados em celulares ou tablets para serem usados em cinemas, mas poucas ainda são as salas que adaptadas a oferecer essa possibilidade. Já percebi que em alguns eventos, realizados até mesmo por escolas e universidades como formaturas, pessoas surdas e cegas, são privadas de aproveitar de forma integral o momento. Então mais uma vez a certeza que muito ainda precisa ser feito para que a acessibilidade seja efetivamente garantida a todos a em todos os espaços e situações.

domingo, 12 de junho de 2016

Novamente Pensando na Saúde


        No mês passado na sexta-feira que antecedeu ao dia das mães, ouvi uma notícia que me deixou pensativa. Uma professora, de 40 anos, mãe de três filhos menores de 12 anos, estudante de pedagogia como nós, que no sábado faria as fotos para sua formatura, marcada para agosto próximo. Ela após um mês cuidando de sua mãe que estava doente, hospitalizada e veio a falecer no dia primeiro de maio, acordou naquela sexta-feira, disse ao seu marido que sentia uma leve dor na garganta, provavelmente seria uma gripe, depois de tantos dias de idas e vindas ao hospital. Encaminhou-se para o banheiro para preparar-se para os afazeres do dia, cuidados com seus filhos, administração do lar, compromissos profissionais e acadêmicos entre outros que todas nós, mulheres conhecemos bem. Em seguida seu esposo ouvindo um barulho no banheiro, foi verificar encontrou-a caída no chão, chamou socorro e após inúteis tentativas de reanimá-la, foi constatada sua morte por infarto.
           Tendo ouvido esse relato de uma colega de trabalho minha, colega de aula dela, imediatamente lembrei-me que no semestre passado, nas primeiras aulas do seminário integrador II, a profª Cíntia ao nos propor a tabela do tempo, nos alertou para que, diante dos compromissos que começávamos a assumir com nossa vida acadêmica, deveríamos nos organizar e fazer escolhas  para realizarmos nossas atividades e damos atenção a outros aspectos de nossas vidas, como vida profissional, familiar, cuidados pessoais e cuidados com a saúde. Realmente, não raro ouço depoimentos de colegas e confesso me identifico com eles, são muitos compromissos e algumas vezes os cuidados com a saúde são negligenciados, consultas que deixamos de marcar, exames que demoramos a fazer ou protelamos o retorno ao médico para levar os resultados.

        Eu não a conhecia, mas noticia me deixou muito sensibilizada, por pensar nos sentimentos daquelas colegas que caminharam juntas trilhando um caminho como o nosso e que mesmo tendo adiado as fotos daquele sábado, fizeram-nas dias depois, na ausência física de uma colega. Tendo-a, cada uma em seu pensamento e lembrança. E também por seus filhos, que em tão tenra idade, passaram este último dia das mães sentindo uma ausência que nenhum de nós quer sentir. O meu objetivo nesse relato é o de fazer o seguinte alerta: temos que dar conta de dezenas de atribuições e compromissos que nos são imputados ou que assumimos semanalmente, sem deixar de estar atentas para a fragilidade da vida e a preciosidade que é desfrutar dela com saúde, na companhia daqueles que amamos. Cuidem-se. 




Sugestão de leitura:

http://diariodebiologia.com/2014/05/4-coisas-que-voce-pode-sentir-alguns-dias-antes-de-um-ataque-cardiaco/



domingo, 29 de maio de 2016

Pensando a inclusão - Solução ou problema?


         Em grupo fomos convidadas a responder a seguinte pergunta: Inclusão na sala de aula, uma solução ou um problema a mais para a educação?
        Em um pequeno grupo chegamos a seguinte resposta: Acreditamos que na educação hoje é um problema que como todo o problema deve caminhar para uma solução. Falta preparação para o docente e estrutura nas escolas para que a inclusão realmente aconteça. Por mais que entendamos que todos podem se beneficiar da inclusão, nos moldes que acontece hoje ainda está longe de ser considerada satisfatória e de qualidade. Para solucionar essa questão se faz necessário mais apoio ao professor para que possa atender a todos e a cada aluno. As leis existem, mas na prática ainda deixa muito a desejar.
         Levamos essa discussão para um grupo maior e as opiniões em pouco diferem dessa. Existem relatos de experiências positivas, mas as dificuldades são muitas.

         Penso que independente de ser problema ou solução muito ainda tem a ser feito e discutido para que a inclusão seja realmente efetiva.

Experiência com LIBRAS na escola


               
              Gostaria de contar uma experiência que tivemos na minha escola. Em 2009 recebemos um aluno surdo de 5 anos, ele recebia atendimentos especializados e a família foi orientada a matriculá-lo na escola. Não tínhamos conhecimento de LIBRAS, ele estava iniciando sua comunicação em LIBRAS, a professora dele a princípio ficou muito preocupada, sentia-se insegura, e até questionava os benefícios da inclusão, sentia-se como muitas colegas comentaram, despreparadas para trabalhar com ele. Ela uma profissional muito dedicada e sempre disposta a realizar um bom trabalho, logo o susto do primeiro momento deu lugar ao empenho em buscar soluções.
               Nós professores e os funcionários da escola tivemos aulas semanais em formato de oficinas com um professor surdo, para aprendermos um pouco de LIBRAS e assim podermos nos comunicar com o menino e para facilitar a comunicação com as outras crianças. Preparamos materiais como jogos, alfabetos, identificamos objetos e espaços da escola, como já fazemos na Educação Infantil, nesse caso além do nome escrito incluímos em LIBRAS.
               Assim o menino foi ampliando seu vocabulário e as demais crianças foram aprendendo LIBRAS e a comunicação e a interação entre eles começou a acontecer. Foi por pouco tempo, no ano seguinte ele passou para a EMEF Especial para Surdos, hoje Escola Bilíngue. A professora que tinha no início tinha muitas dúvidas e inseguranças, relatou-me que após essa experiência, começava a acreditar que a inclusão mesmo não sendo fácil é possível, pois percebeu que todos se beneficiaram. Numa escola inclusiva é preciso incluir e integrar todos, se não for assim, deixa de ser inclusão.


               Sei que não é fácil, que muito ainda temos que fazer, muito a aprender, os recursos são escassos, muitos alunos, cada um com suas peculiaridades, mas sendo LIBRAS, agora incluída na formação de professores, considero que seja um início. É natural o estranhamento ao que não conhecemos, mas esse estranhamento diante do novo, do desconhecido não deve nos paralisar e sim nos impulsionar em direção a superação das nossas dificuldades.