terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Reavaliando as Postagens do Blog 7 - ,Estádios do Desenvolvimento - características e jogos

              Estádios do Desenvolvimento - características e jogos Postagem de 16 de julho de 2016 reescrita.  
Ao desenvolver  a teoria psicogenética Piaget identificou e definiu em cada estágio do desenvolvimento diferentes formas de pensamentos característicos. Esses estádios são sequenciais,  ao passar por cada um destes estádios a criança se prepara para o próximo e em alguns momentos apresenta características de mais de um estádios, que vão sendo superados através das experiências da criança. Nesta postagem trouxe exemplos de  jogos e brincadeiras para cada estádio do desenvolvimento.

Período Sensório-motor (0 a 2 anos)
             A criança conhece o mundo através dos sentidos e do movimento. Ocorre o desenvolvimento físico de forma acelerada.
Nessa fase de brincadeiras de esconde-esconde com a fraldinha, primeiro escondendo o bebê depois escondendo objetos, pegar e jogar objetos repetidas vezes e bater palminhas são exemplos de jogos de exercício muito apreciados. Mordedores, chocalhos e brinquedos de diferentes materiais, formas cores e texturas, sobre os quais a criança possa agir, pegar, empurrar, puxar, atirar, arremessar, são apreciados.

Período Pré-operatório (2 a 7 anos)
A aquisição e o domínio da linguagem é a característica principal desse período e com ela vem o jogo simbólico, a imitação e o animismo.Ocorre também grande desenvolvimento motor.

Nessa fase o jogo simbólico é o mais presente, a criança assume papéis variados, imitando ações dos adultos, assume personagens, imita animais. Brinquedos e objetos que remetem a atividades ou profissões ou atividades com as quais estejam familiarizadas, auxiliam o jogo.  A medida que o jogo avança passa a usar um objeto para representar outro, como uma caixa pode ser um carro ou um barco, um pote pode ser um chapéu ou capacete, um palito um sorvete ou chimarrão. Atividades que envolvem movimento como brincadeiras de roda, jogos de encaixe que permitem construções e as idas a pracinha que permitem a utilização e o aprimoramento das habilidades motoras são apreciados.


Período Operatório Concreto (7 a 11 anos)
O desenvolvimento do pensamento lógico e as relações sociais são características dessa fase. Jogos com regras e que estimulem o raciocínio são apreciados. Como por exemplo: bolinhas de gude, cinco marias, jogos de tabuleiro, como dama e trilhas e jogos ao ar livre como, caçador, queimada e jogo de tacos.

Período operatório formal (a partir dos 11 aos)
Desenvolvimento dom pensamento abstrato, já não necessita do objeto concreto, já compreende regras e cria hipóteses. São próprios para essa fase jogos de perguntas e respostas, cartas, jogos no computador, xadrez, jogos e competições esportivas.

No trabalho com  a turma de crianças de 0 a 3 anos em que realizei o estágio curricular supervisionado,  
algumas encontram nos Período Sensório-motor e outras já no Período Pré-operatório, pude perceber também que apresentam características dos dois estádios. Considero  conhecimento dos estágios do desenvolvimento de extrema importância para o planejamento de brincadeiras e experiências adequadas para que ocorram as aprendizagens e o desenvolvimento que levam a criança de um estádio a outro.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Reavaliando as Postagens do Blog 6 - E.M.E.I. BEM ME QUER - ESPAÇO E TEMPO



Na publicação de 5 de fevereiro de 2017,  E.M.E.I. BEM ME QUER - ESPAÇO E TEMPO eu trouxe um vídeo que construí como tarefa da interdisciplina de REPRESENTAÇÃO DO MUNDO PELOS ESTUDOS SOCIAIS utilizei com a minha turma, não durante  o meu estágio, mas na semana em que  comemoramos o aniversário da escola e foi utilizado por minhas colegas de outras turmas.
Durante o estágio construí outros vídeos com fotos e imagens de meus alunos. Mesmo tendo feito utilizando outro outra ferramenta, o primeiro fiz no PowerPoint e o outro no Movie Maker, fiz a partir dos conhecimentos e aprendizagens adquiridos através dos estudos das interdisciplinas.

Reavaliando as Postagens do Blog 5 -




             Ao revisitar  as postagens do blog e reler esta de outubro de 2016Impossível não Falar,  em  que relato minha satisfação pelo encontro com a professora Leda Maffioletti, que havia trabalhado conosco no semestre anterior. Lembrei-me que fui a FACED para a palestra Conversa com quem gosta de brincar na perspectiva da Pedagogia Waldorf- um caminho de observação do brincar em uma escola Waldorf Sul-Africana e outra de Florianópolis", com Sandra Eckschmidt. E este evento para mim foi muito impactante, pois a partir daí soube que a espontaneidade do brincar livre, que eu já acreditava ser de grande valia para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças pode sim ser um recurso, uma metodologia a ser utilizada nas escola. 
          A partir deste momento , busquei conhecer um pouco mais sobre a pedagogia Waldorf, assisti vídeos busquei algumas leituras para conhecer mais o assunto e encontro nela muitos aspectos que podem contribuir na formação das crianças e que influenciaram meu trabalho a partir de então e especialmente neste período do estágio curricular obrigatório. Como aproveitar os espaços que temos na escola com muitos elementos naturais como árvores, grama, oferecer brinquedos não estruturados, isto é brincar com o que não é brinquedo como galhos de árvores, caixas de papelão, sucatas,  criando oportunidades para que pudessem criar e se expressar, utilizando materiais variados como tintas,  canetas, fantasias e acessórios e também o convívio entre crianças de diferentes faixas etárias que é uma das propostas da pedagogia Waldorf, em que os menores podem apender com os maiores pois buscam imitá-los  e os maiores geralmente assumem atitudes de cuidado e proteção em relação aos menores. Claro que esta abordagem pedagógica é muito mais ampla do que o brincar livre, mas segui a sugestão Dra professora Sandra Eckschmidt, que naquela oportunidade nos deixou a seguinte mensagem: “mesmo com poucos recursos podemos propor novas experiências para os nossos alunos.”     Afirmando ainda  que      “vale a pena e investir no brincar livre".
             Enfim naquele momento em que fiz a referida postagem, pequei por não ter aqui registrado o quanto a palestra me impactou. Faço isso agora.

Referências 
Diálogos do Brincar #5 - O Brincar na Escola, com Sandra Eckschmidt Disponível em:


Pedagogia Waldorf Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_Waldorf

Reavaliando as Postagens do Blog 4 - Gaiolas ou Asas?




              Esta publicação de 2016,   Gaiolas ou Asas?, foi feita a partir da reflexão proporcionada pelo texto de Rubem Alves.  Durante o estágio em que desenvolvi com minha turma o projeto: Tudo é brinquedo e brincadeira: experiências rotinas e interações lúdicas como potencializadoras de aprendizagens para crianças pequenas,  não foram poucas as vezes em que me perguntei: “será que estou eu incentivando o vôo dos meus alunos?” Alegro-me ao vê-los aprendendo e se desenvolvendo através das interações nos  espaços, nas brincadeiras e com as propostas que planejo e também com suas descobertas que vão além do que eu havia planejado. 


Referencias:

ALVES, Rubem. Gaiolas ou asas. In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Reavaliando as postagens do blog 3 - Primeiras Reflexões


                Retomo esta postagem do Eixo II, Primeiras Reflexõesuma da primeiras como o próprio título diz, pois ingressei no segundo eixo.  Lembro-me no momento que  a escrevi estava imbuída de sentimentos e emoções que ao mesmo tempo se complementavam e se contrapunham, felicidade, ansiedade, medo, encantamento, realização, nostalgia e muitos outros.  Nesta postagem através retomei minha história como indivíduo, como profissional e como  aluna que   identifica e se alegra com suas conquistas, se encanta com os novos conhecimentos, fica apreensiva  frente aos desafios que começa a enfrentar, e constrói suas aprendizagens na relacionando as propostas das interdisciplinas  com suas próprias vivências. Apresenta muitos relatos pessoais mas considerei que foi muito importante naquele momento fazer essas ponderações quanto aos meus sentimentos. Para BAPTISTA:
Os alunos têm que vivenciar o conhecimento, têm que saboreá-lo, em experiências prazerosas, associando-o a sua vida, a sua realidade. É preciso que o processo os afete de alguma maneira, no sentido de tocar-lhes os afetos, de sensibilizá-los para este tipo de conhecimento e da importância de se deleitar com a busca da compreensão do mundo e de sistematização dessa produção. (BAPTISTA)
                 Naquele momento foram  as  emoções, mesmo que contraditórias, que me impulsionaram para que pudesse seguir em frente.  

Referências:
BAPTISTA, Maria Luiza Cardinale. Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar. Disponível em:  https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2604765/mod_resource/con

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Reavaliando as postagens do blog 2 - Brincar na Escola


             A postagem Brincar na Escola, foi baseada em uma atividade da interdiciplina Ludicidade e Educação, em que a proposta era a seguinte:
(...) promover a retomada da questão que desencadeou os debates e os estudos na interdisciplina: Brincar é importante? Por quê?
Na sua escola, os pais das crianças da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão questionando o trabalho realizado, reclamando que as crianças estão perdendo tempo com brincadeiras. Por estar estudando a temática Ludicidade na Educação, você recebeu a incumbência de explicar aos pais a razão das brincadeiras terem sido incluídas nas aulas.”

           Revisitando as postagens do blog, retomo esta postagem lembrando que os argumentos foram realmente utilizados na escola em reuniões e conversas com os pais. Quanto ao texto considerei importante rever a formatação e as referências.

Brincar na Escola

              

Muitas vezes o brincar na escola é questionado, pelos pais e até mesmo por alguns professores, por ser uma atividade prazerosa é visto como uma atividade de menor importância, perda de tempo. Brincar não só é importante, como também é um direito da criança, sua primeira forma de expressão, sua linguagem natural. Brincando a criança se desenvolve em todos os aspectos. Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental as atividades lúdicas são de extrema importância, pois através delas a criança se relaciona e dá significado ao seu mundo.
No sec. XIX, pesquisadores como Piaget, Wallon e Vygotsky, procuraram compreender como as crianças aprendem e como se relacionam, com o meio e com a cultura. Suas pesquisas, mesmo que de formas diferentes, passam pela investigação do brincar infantil, confirmando o jogo e as interações como meio de aprendizagem.  Suas pesquisas têm embasado o trabalho de muitos professores e pesquisadores que ao longo dos tempos veem confirmando suas teorias na prática. Muito ainda precisamos conhecer sobre como a criança se desenvolve e aprende. Mas já sabemos que ela muito se beneficia do brincar. Tanto do brincar que ofertado pelo professor, o jogo planejado, com regras definidas com intencionalidade dirigido para um saber especifico, como do brincar mais livre aquele em que a criança busca prazer e diversão, este não deve ser considerado menos importante.
 Ao brincar a criança dá significado as suas vivências, experiencia e consolida conceitos fundamentais para suas aprendizagens futuras. Ao brincar no pátio, na pracinha ou em outros espaços que lhe oportunizem subir descer, escorregar, balançar-se, equilibrar-se e movimentar-se de várias formas ela desenvolve sua coordenação motora ampla e orientação espacial. Brincando na areia com baldinhos e potinhos estabelece relações matemáticas como tamanho, proporção, peso e quantidade. Brincando de esconder, pular corda, amarelinha aprende a contar. Quando conta quantos colegas estão brincando ou as casas de uma trilha, relaciona o número a quantidade.  
 O jogo simbólico, o faz de conta, as dramatizações, a partir de histórias que ouviu ou de fatos do cotidiano, levam a criança a substituir um objeto por outro, depois imaginá-lo na sua ausência, habilidade essa que será muito útil na resolução de problemas e questões matemáticas. Mais uma vez o aprendizado da matemática, onde se encontra tantas dificuldades, se beneficiando das brincadeiras. Aprende a se relacionar com o outro, resolvendo conflitos, aprende a ceder e a argumentar, estabelecendo relações amigáveis. Amplia o vocabulário, a capacidade de se comunicar e se expressar oralmente, falando, ouvindo e atribuindo sentido as sensações e aos pensamentos por meio da linguagem. Aprendendo, negociando e inventando regras para jogos e brincadeiras que conhece e por vezes criando outros, adquire autonomia ao brincar e se comunicar com seus pares. Reconhece a si e ao outro como parte de um grupo. Brincando com cantigas de roda parlendas, lendas e histórias   se apropriam dessas manifestações culturais. Desenvolve-se cognitiva e corporalmente, exercitando a memória e a atenção, despertando a musicalidade, a criatividade, a fantasia e a imaginação. Habilidades que contribuirão com o aprendizado e o aprimoramento da leitura e da escrita entre outros.             
 Na escola o jogo acontece om a mediação do professor que ao trabalhar com jogos deve ofertar grande quantidade de jogos, oportunizar que todos joguem, levar em conta o interesse dos alunos, os objetivos a serem alcançados, e que os desafios apresentados estejam de acordo com as capacidades e necessidades do grupo, observar como jogam, como lidam com a questão ganhar e perder dar oportunidade para que falem sobre o jogo e discutam as regras.          
Então brincando com seus pares e com o adulto a criança resignifica suas experiências, amplia suas habilidades estabelece relações sociais e afetivas, amadurece física e emocionalmente e adquire autonomia, o que lhe trará mais segurança em relação a suas atividades futuras.  O brincar na escola não é tempo perdido é sim, em vista de todos os argumentos apresentados, tempo ganho, aproveitado, já que oportuniza tantas aprendizagens. Nos dias atuais em que cada vez menos as crianças frequentam espaços coletivos, como ruas e parques onde antes os jogos e as brincadeiras aconteciam e para jogar e brincar é necessário que haja interação, da criança com outras crianças, com adultos e como meio, a escola é o ambiente que possibilita que essas interações aconteçam.  
                                                                                                              
Referências 
BIBIANO, Bianca.  A Teoria da Diversão. NOVA ESCOLA, edição especial, , p. 12 a 15.set/2009. Disponível em: file:///C:/Users/gisla/Downloads/A%20teoria%20da%20divers%C3%A3o%20(1).pdf, acesso em: 22/01/2019.

DE VRIES, Rheta; ZAN, Betty, HILDEBRANDT, Carolin, Jogos em grupo, in O Currículo Construtivista na Educação Infantil, Práticas e atividades, trad. Vinicius Figueira - Porto Alegre: Artmed, 2004. Cap III, p. 191 a 201.  Disponível em: file:///C:/Users/gisla/Downloads/Jogos%20em%20grupo.pdf, acesso em: 22/01/2019.






Reavaliando as postagens do blog 1 - Pensando na Saúde do Professor





Em maio de 2016 a postagem  Pensando na Saúde do Professor, reflexão a partir do filme “Minha voz minha vida”, abordando o cuidado com a voz, assunto que  considerei muito importante, pois a voz é um dos instrumentos de trabalho que nós professores mais utilizamos. Agora revisitando a postagem considero importante dizer que os cuidados com a voz fazem parte de minha prática diária, como  desligar o ventilador, fechar a porta para reduzir o ruído no ambiente e evitar esforço desnecessário devido a  competição sonora e  beber mais água.

Referencias:
Minha Voz, Minha Vida. Direção Deivison Fiuza. Produção Marcos Verdugo. Aranhas Films, 2011. https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY